sexta-feira, 10 de abril de 2015

Há um nó...

 
Há um nó que não se desfaz
.
Não desata do peito e sangra pelos olhos.

Desatino que mexe, desatino sem destino.

Saudade que adoece.

Mexe demais comigo.



Sil Guidorizzi.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Você...

Você não me pesou nos ombros, não me pesou nas costas. Te coloquei no meu colo, vi tuas lágrimas. Eu te abri o coração. Me abri depois de um longo tempo ausente de mim. Que culpa temos nós, que culpa tenho eu.

Eu não escolhi. Aconteceu. Aconteceu como nessas tardes que brincam dentro da gente. Feito tardes mornas, feito surpresa que vem e bate na alma, com um turbilhão de consequências. Você me trouxe respostas. Você me trouxe o dia novo. Porque deveria me arrepender do que foi bom.

Você não tem que se desculpar de nada. O acaso nos trouxe de volta aquele início de longo tempo. E o que veio depois disso, ficou entre nós, no meio dos lençóis, no meio do amor que eu sempre carreguei por você. Não se culpe, não me culpo. Foi necessário que assim acontecesse.

Não me arrependo. Não penso. Foi intenso. Foi puro de sentimento. Foi amor, como sempre eu soube que seria. Foi amor à primeira vista. Desses de não esquecer. Você não me pesou em nada. Pelo contrário: me fez crescer e amar ainda mais, um pouco mais de você.



Sil Guidorizzi

domingo, 5 de abril de 2015

Estou aprendendo..

Estou aprendendo. 
Se não pelo amor, pela dor. Antes o que era excesso passou a ser mais comedido. Algumas palavras, agora mais contidas. Dizer Eu te amo, só se for do fundo da alma. Se vier da essência, da profundidade do brilho dos olhos. Não sou mais àquela menininha que acreditava em amores eternos. Conheci amores completamente vazios e falsos. Amores que nem foram amores. Mais pareciam náufragos.
Estou sentindo a evolução. O que me atrai agora faz a diferença. Muita. E o que um ou outro pensa, sinceramente não me incomoda. Sei onde estou, o que quero e dane-se se perder a hora. Dane-se se quiser jogar tudo fora. Não vou mais dar trela e muito menos me atrelar a coisas sem cabimento. Já passou da hora.
Quero pés descalços, alma serena. Quero o meu próprio tempo.

Sil Guidorizzi



sábado, 4 de abril de 2015

Às vezes...



Às vezes quero ir mais além do que o coração suporta.
Testo a alma, abuso na dose. 
Me acho forte demais. 
Penso que comigo ninguém pode. 
Na verdade muitas vezes me desfaço, bem diante dos meus olhos.

Sil Guidorizzi..

Não sou...

Não sou obrigada a ter quem eu nao quero dentro da minha vida.
Teve gente que abusou demais, ocupou espaço demais e nada fez pra melhorar minha história. 
Não sou mal educada, nao sou grossa. 



Apenas não abro mais a porta pra quem não sabe o que fazer com um coração que se (im)porta.

Sil Guidorizzi