segunda-feira, 6 de abril de 2015

Você...

Você não me pesou nos ombros, não me pesou nas costas. Te coloquei no meu colo, vi tuas lágrimas. Eu te abri o coração. Me abri depois de um longo tempo ausente de mim. Que culpa temos nós, que culpa tenho eu.

Eu não escolhi. Aconteceu. Aconteceu como nessas tardes que brincam dentro da gente. Feito tardes mornas, feito surpresa que vem e bate na alma, com um turbilhão de consequências. Você me trouxe respostas. Você me trouxe o dia novo. Porque deveria me arrepender do que foi bom.

Você não tem que se desculpar de nada. O acaso nos trouxe de volta aquele início de longo tempo. E o que veio depois disso, ficou entre nós, no meio dos lençóis, no meio do amor que eu sempre carreguei por você. Não se culpe, não me culpo. Foi necessário que assim acontecesse.

Não me arrependo. Não penso. Foi intenso. Foi puro de sentimento. Foi amor, como sempre eu soube que seria. Foi amor à primeira vista. Desses de não esquecer. Você não me pesou em nada. Pelo contrário: me fez crescer e amar ainda mais, um pouco mais de você.



Sil Guidorizzi

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