quinta-feira, 23 de julho de 2015

Vou solta...

Vou solta. Vou numa dessas manhãs que arrebatam o peito. Não quero guerra. O olhar busca tratado de paz. Quero é mais para quem não me entende. Quero é mais para quem não me vê. Sou feita de silêncios, sons, gestos simples. Rabiscos e rascunhos.
Mas meu passado não passei a limpo. Guardei como prova de que existo. De que me superei. Agora, a vida está boa, mais encaixada. Menos pesada. Os ombros mais livres. Os pés sentem o que vem da terra, o olfato sente o cheiro do café forte que desce quente, mas de maneira suave; enquanto pinto meu arco íris na tela da vida.
Vou solta. Não me prendam não me condenem, nem me julguem. O que eu sou, eu sou. E me faço valer a pena. Mesmo que as duras penas. É isso, muita vontade de aprender, muitos sonhos na cabeça e sorriso nos lábios. A tristeza adormeceu, caiu em sono profundo. Estou sem tempo para reprisar coisas ruins. Acho que no fundo voltei das cinzas. O céu está mais azul. Está num tom mais profundo, tem mais luz.

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