quinta-feira, 2 de junho de 2016

Não atiço o que não acende..

Não fico mais em cima do muro como antes fazia. Não atiço o que não acende. Não piso mais em ovos. Não vou mais atrás.
Agora eu ando na ponta dos pés quando quero. Entro e saio sem dar satisfações.
Foram tantas histórias bizarras, tantas situações que nem sei como consegui sair.
O coração está calejado mas não carrega pedras. Ainda adoça a alma. Ainda vibra e etende um outro olhar.
A vida ensinou a suportar os fardos em silêncio. Muitas vezes gritei pra quem quisesse ouvir. Gritei pra ouvir o som da minha voz; pra sentir o que não dava mais pra me esconder.
De tanto (re)começar apaguei muita coisa da memória. Vi que fins são ciclos que se fecham. Fechei alguns. Ainda sou livre.
Me libertei de muita coisa que acorrentava a vida..
Graças a Deus ainda mantenho minha identidade preservada. Mantenho meus valores intactos dentro de mim..

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