sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ele..

(...) Ele bateu à minha porta e chegou com um buquê de rosas vermelhas. O mais lindo que já recebi em toda minha vida.
Veio perfumado. Dentro dele havia um cartão dizendo: A distância não é nada quando se ama.
Ele me olhou e disse: Independente do que aconteça, eu volto. Volto e ficaremos juntos.
Ele estava de viagem marcada. As flores simbolizavam despedida. Simbolizavam a certeza da partida.
Por muito tempo guardei o cartão comigo. Guardei cada palavra dita. Guardei cada beijo, cada abraçar de pele.
Ele me fez feliz. Feliz como nunca havia sido. Mesmo em tão pouco tempo foi ali que mergulhei.
Ele foi.
Deu pra sentir seu cheiro pela casa, pelo quarto, pela cozinha. Deu pra senti-lo deitado ao meu lado. Deu pra respirar aquele ar de saudade, de desejo.
Um dia eu fui dele. Ele foi meu.
Depois disso o tempo revirou tudo e novamente trocou as coisas de lugar. Nos perdemos. Nos distanciamos.
Foi ali que me perdoei. O perdoei.
Era preciso seguir e pedir que ele também fosse feliz.
Foi o que eu fiz.
Juntei minhas dores, guardei-as no bolso e tratei de continuar.

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