quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aqui ou em Paris.

Aqui ou em Paris. Aqui ou do outro lado do planeta. Onde quer que esteja.
Triste é quando alguém que a gente ama muito volta e faz a gente se reapaixonar.
Vem e nos tira da zona de conforto. Vem pedindo perdão. Vem sem ao menos saber o que quer de verdade.
Bagunça tudo. Nossa estrutura emocional, nossa vida, nos tira do prumo. 
Depois sai pela porta dos fundos sem qualquer noticia.
Aí a gente tem que reaprender a esquecer, a pegar as poucas coisas que ainda estavam em nosso armário.
Tem que pegar as lembranças e colocar numa sacola e descartar como se fosse fácil assim, (deixar pra lá).
Mas a gente não consegue porque vê o sorriso. Sente a mão encostada em nossa perna. Ouve aquela música que parecia um hino a dois.
Volta no tempo. Lembra-se do buquê de flores. Do cartão dizendo: a distância não é nada quando se ama.
Verdade, a distância não é nada quando se ama. Mas a gente quer perto. Quer dentro. Quer dividindo.
Quer o cheiro, a voz a pele. Quer o abraço. Quer ser importante.
Enfim, depois de muito querer entender, a gente vira mais uma página da vida e percebe que esse foi o final que Deus criou como forma da gente aprender a se reerguer.


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