segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ah, o tempo!

Ah, o tempo. Esse que nos carrega com ele.
Ensina-nos, nos mostra o caminho.
O tempo das horas, dos segundos, dos minutos. Do eterno.
O tempo que nos cobra e a gente se desdobra e prossegue.
Senta, descansa e espera um pouco.
Retoma o fôlego, respira outro ar, um novo sonho.
Ah, o tempo de causos e contos.
De poesia na beira da janela. De crenças, expectativas; de correria e alguma displicência.
De estremecimento e ajuste dos ponteiros.
Nem atrasado, nem adiantado. Apenas certeiro.
O tempo da beleza da alma, da descoberta do desconhecido.
Tempo da sabedoria e das linhas de expressão.
Tempo que sorri, distrai, emociona. Pega carona em outro coração.
Efêmero, longínquo, imprevisível.
O tempo de todos os sabores, amores, cheiros, sacrifícios.
Tempo, tempo.
O Tempo de tantos descaminhos, tantos reencontros. Tantos desenganos e tão amoroso quando entregue no sincero e único.
Tempo raro. Lapidado. Apaixonável.
No que gera, cria, esboça sorrisos, dança sobre estrelas.
Que espalha magia no ar. Que aproxima. Que afasta que concilia. Que perdoa.
Que espiritualiza que traz paz na alma quando se busca o consenso com as pessoas e com o próprio eu.
Tempo do sim, do não, do extraordinário. Do que acolhe e vem manso.
Do que chega e fica, do que parte e vai.
Tempo, tempo.
Há quem dentro dele ainda mantenha o espírito jovem e o olhar cativo. Tempo esse que está nas mãos de quem já traçou o nosso destino.
Nós apenas o vivemos em nome de nossos próprios anseios colhendo nosso plantio.
O tempo alia-se ao que buscamos.
Tempo doce, amargo, tão cheio de experiências.
Tempo da vida, do etéreo. Do que abençoa e nos alimenta.
Sempre com a presença de Deus..

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