Estou
vivendo esse caos, e, quer saber? A beleza do viver não se extinguiu.
O peso das
decisões, a incerteza de alguns dias, o amor ainda se acomodando dentro da fé
que não destrói a luz do que sinto, me dá base pra fortalecer, pra esperar esse
tanto de coisas que rondam ao meu redor como sinais de Deus.
Hoje posso
ter sido dura, amanhã posso me jogar e me envolver naquilo que sinto que
mereço.
Desconheço
desejo maior do que o meu desejo de paz e crescimento interior.
Hoje eu quis,
hoje eu me permiti, hoje eu também me distanciei de tantos pedaços incompletos,
de coisas que não são pra ser.
Não posso
viver para o amanhã e não quero me atrasar naquilo que posso alcançar com o
coração.
Vou, fico,
pressinto.
Os dias não
são iguais.
A
temperatura da alma precisa da chama da vida pra acontecer.
O que chamo de
felicidade se intercala dentro das experiências emocionais mais plenas vividas.
Hoje eu não
tenho plateia, não tenho burburinho, não tenho porque me ausentar de mim.
Deus tem
estruturado meu alicerce e lá fora o ar parece estar menos poluído.
Longe das
ausências a que um dia me submeti, me aproximei de coisas que não são banais e
moldam aquilo que ando em busca depois de muito caminhar em solo perdido.
Nada paga o
que reflito agora. Nada me separa do bem que me desejo.
O coração
está se colocando em primeiro plano.
Viver, por vezes, é uma bagunça.
Mas muita
coisa boa soa como melodia em meus ouvidos.
É isso;
estou gerando a capacidade de não me deixar incapacitada de cruzar com algum
coração distraído também disposto a se curar.
Os dias não
são e jamais serão iguais.
Deus vem comigo.
Sil Guidorizzi
Imagem - Google

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