sexta-feira, 28 de julho de 2017

Com o tempo..

Com o tempo a gente vai percebendo muita coisa. Acho que vivemos de experimentos, vivemos realinhando coisas dentro de nós que antes não se mexiam. 
Ficavam estáticas, meio paralisadas.
Tem coisas que fizemos e que nos arrependemos, tem coisas que não gostamos mais de lembrar ou de pensar por não nos ter trazido boas lembranças.
A gente aprende a andar na corda bamba. Aprende a se valorizar mais. Aprende a decidir mais por nós mesmos e não pelos outros.
A gente aprende a dar a cara pra bater e deixa arder. Mas também a gente aprende a se defender a dosar a opinião dos outros, freando certas invasões para dizer que nós temos capacidade suficiente para pensar e resolver os conflitos que são nossos e muitas vezes não valem a interferência de ninguém.
Com o tempo a gente vai revendo a vida em uma grande tela imaginária. Vai observando onde os pés passaram onde a alma travou mais batalhas, onde o coração conseguiu interagir sem querer sair pela porta de emergência dentro das próprias urgências e querências. Dentro do caminhar mais lento. Dentro daquele suficiente que valeu por várias estações.
Vemos onde colocamos mais intensidade, onde nos fadigamos, onde descansamos sem peso na consciência.
Com o tempo a gente cresce, volta pra dentro de si mesmo, não quer mais aquele monte de coisa entulhada que só acumulou tristeza e dor.
A gente quer viver mais livre de um modo mais simples.
Quer se abraçar e se colocar no colo. Quer sentir a vida fazendo festa, quer agradecer e dizer que tudo vai ficar bem.
A gente só quer espreguiçar, tocar a vida pra frente.
Só quer aproveitar o tempo e fazer dele um grande companheiro. Assim como tudo de bom que Deus traz, e o coração abençoa sem machucar ninguém.
Imagem- Google.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Faz tempo..

Faz tempo..
Se hoje você me perguntasse o que sinto por você, talvez eu não soubesse mais lhe dizer. Talvez eu travasse talvez eu sentisse as pernas tremerem o coração palpitar. Talvez eu me jogasse em seus braços e te roubasse um beijo demorado. Um beijo que selasse a saudade que por tantas vezes senti sem saber por onde você andava.
Talvez eu te abraçasse e passasse a mão nas tuas costas só pra sentir o calor do teu corpo junto do meu. Talvez eu te chamasse pra mais perto e te dissesse no ouvido aquilo que o corpo pediu e a alma não conseguiu esquecer.
Não sei. Sinceramente não sei. Talvez eu abrisse novamente aquele livro e sentisse o seu perfume saindo de dentro dele, ou anotasse novamente aquele número de telefone que já deve ter sido mudado assim como o nosso destino.
Hoje, eu sinto coisas diferentes, sinto que sobrevivi a esse tempo que me deixou com marcas, me deixou com a expressão de vazio depois de certo tempo. Mas deixou tanta intensidade, tantos desejos tantos sentimentos bons que não tem porque eu sentir raiva, sentir que a gente poderia ter dado certo, mesmo no meio daquele caos e daquele incerto que você jogou sobre meu colo.
Se hoje você me perguntasse o que tenho feito, eu diria que tenho sempre refeito meu caminho. Tenho andado mais sozinha e muitas vezes imaginariamente imagino te ver ali naquela esquina, naquele nosso esconderijo, naquele canto que um dia eu abri pra você e te recebi com carinho, com amizade, com os braços abertos pra te cuidar.
Já faz tempo. Muito tempo.
Mas hoje eu resolvi abrir a caixa de memória e colocar você pra fora, só pra relembrar que a vida traz, a vida leva e que nada justifica matar um amor assim.
Por isso o eternizo. Eternizo por ter sido bom, ter sido meu enquanto durou. Por ter me dado abrigo e felicidade no tempo que Deus permitiu.
Sil Guidorizzi..

domingo, 9 de julho de 2017

Estou em tempo de paz..

Estou fincando a alma naquilo que Deus me concede como fonte de amor e luz.
Ninguém pode me proibir de sentir felicidade ou coisa parecida.
Já espantei muitas dores, já replantei algumas mudas de flores.
Estou em tempo de paz.
Que a guerra dos outros não incomode meu jardim.

Descobri...

Eu descobri que quanto mais me curo, mais os nós vão se desfazendo e os dias vão mudando o rumo dos ventos. 
O coração vai seguindo com menos frio se movimentando entre os ideais que levo na bagagem e os sentimentos mais humanos.
Eu descobri que pra viver bem é preciso viver melhor por dentro e saber que tudo passa, tudo recomeça, tudo é questão de querer.
Deus sabe o que faz.
Ele sabe onde o calo de cada um aperta. Ele sabe onde cada um precisa ensinar e ao mesmo tempo, baixar a bola e aprender.
É preciso aceitação e menos julgar. É preciso negociar com a vida e parar com certas cobranças.
Hoje eu sei que mesmo sozinha tudo se mantém em luz e abrigo..
Não me tornei um ser perecível. Não tenho data de validade na alma.
Tornei-me alguém que aprendeu a reinventar a vida de um jeito mais sensorial, bonito, humano e simples.