domingo, 26 de dezembro de 2021

Será um ciclo novo e próspero. Um ciclo de realizações e cura!

 

Por: Sil Guidorizzi

Calma, já está acontecendo. Deus está abrindo as melhores portas pra você. Falta pouco para o seu coração receber tantas bênçãos de uma vez.

Eu sinto. Está cada vez mais perto esse milagre vindo do alto. Você só precisa aprender a manter a calma.

Será um ciclo novo e próspero. Um ciclo de realizações e cura.

Você merece aquilo que te alegra, que te traga luz e que te proteja espiritualmente.

Receba esse sentimento cheio de amor, e repita:

Recebo tudo com a força da minha alma e com a fé que sustenta meus dias!

Eu creio, eu aceito e agradeço!

Nem sempre a estrada é reta.

Nem sempre o caminho é suave.

Ao seguir, sinta com calma o que realmente teu coração precisa, sinta em qual sentimento tua vida se modificou.

A escolha é sua, o tempo é de Deus.

Respire e traga para dentro de você tudo que você busca em conforto espiritual, em prece e gratidão por ter chegado até aqui.

Você superou, venceu, conseguiu estabelecer uma conexão melhor com seu íntimo.

Você amadureceu, prosperou e se fortaleceu.

Siga com menos peso na alma. Siga diante do chamado interior.

Siga pelo que você crê!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Nem tudo é pedra ou dor.



Por: Sil Guidorizzi

Eu acredito que ainda existam pessoas decentes, pessoas destinadas a oferecer amor.

Eu acredito em tempos mais tranquilos, em paz adquirida, em sensações de plenitude e gentileza com a vida.

Acredito nesse formato que preserva minha estrutura emocional e não destrói meu campo mental.

Eu renasço todos os dias e me reinvento conforme os plantios do caminho.

Muito do que já me ofereceram nem sempre foi bom ou suficiente, mas também acolhi muita coisa especial dentro do meu interior.

Sou grata por me dar a condição de certos livramentos, de ter aprendido que nem tudo foi feito para dar certo, mas que tudo é um grande aprendizado para que eu também sinta minha maturidade sem tanto julgamento.

Se aquele trecho de estrada já não me serve mais, que eu guarde o trajeto que escolhi.

Renovando minhas forças, captando a energia que não deve escorrer para o ralo, atravesso entre as pausas a que me submeto.

Também descanso, me oriento.

A vida não é só correr desenfreadamente.

Vez em quando é preciso freio e silêncio sem tanto barulho.

É preciso sentir esse lado mais cativo, esse lado que também me surpreende e me ensina a ser mais leve.

Nem tudo é pedra ou dor.





domingo, 12 de dezembro de 2021

Bendita seja essa proteção que vem de Deus!

 

Por: Sil Guidorizzi

Em minha mente eu circulo por onde quero, eu crio, ressignifico; sigo ou fico.

Eu invado espaços que acho bons, afasto os ruins, cultivo afetos em meu estado de ser,  me coloco em primeiro lugar, me mereço, me amo e sou grata por tudo.

Eu não sei muita coisa, mas aprendi com a escola da vida a me defender, aprendi a ser breve onde não me querem, aprendi a dizer não, aprendi a dizer adeus.

Minha maturidade veio muitas vezes sem freio, sem imaginar que muita coisa doeria tão fundo.

Eu já não acelero tanto porque sinto que agora preciso ir mais devagar, preciso de pausa, silêncio e desobrigação daquilo que não me cabe.

E se meu coração se guia para que encontre paz, não serão as piores guerras que irão me derrubar.

Eu tento, faço meus tratados de mais compreensão e livramento do que ainda instiga o peito.

Faltou alguma coisa, faltou dizer, faltou também receber aquele tanto de amor que não senti.

Mas eu sou assim, livre do peso da culpa seguindo na próxima estação, observando mais a paisagem, me cobrando menos.

Também sei alcançar o vento, sei juntar o que é meu, sei me ajudar quando preciso levantar.

Eu também danço, danço dentro daquilo que me flutua e traz calma para os dias.

Faço hoje o que não fiz antes por falta de coragem ou autossabotagem de mim mesma.

Agora não, não ligo para as vozes que não me conhecem e dizem.

Eu digo e afirmo que tudo é diferente, graças ao que me transformei.

E se sinto a necessidade de sair sem bagagens, sem levar comigo o que não é meu, sinto que já abri mão de muito lixo, que abri mão de espaços físicos sem valor emocional nenhum.

Todo prosseguir diz alguma coisa, em todo instante há algo novo pairando no ar.

Vou me guiando, me colocando em lugares mais férteis distantes da maldade alheia.

Sou protegida pelo espírito santo, sou guerreira e sei o que já passei.

O que me blinda é o que me salva.

Bendita seja essa proteção que vem de Deus!


Imagem- Free - Pixabay

 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Estou fluindo, estou destinada a levar comigo as circunstâncias que recebem consideração e respeito.

 


Por: Sil Guidorizzi

Hoje eu não quero falar de decepção, não quero questionar muito as coisas que já passei.

Eu quero agradecer, quero dizer que me livrei de muita coisa e que aprendi bastante.

Hoje eu não quero dizer que a vida é dura, que nem sempre as coisas saem conforme o planejado, que tudo dá errado, porque não é bem assim.

Eu sei que tudo é feito da maneira como Deus quer e que eu não preciso abrir mão de sentir felicidade, não preciso me aprisionar em lugares mal arejados ao lado de coisas ou pessoas que sugam minha energia vital.

Hoje eu só quero dizer que apesar de tudo, recebi muitas bênçãos, alcancei alguns objetivos e que transcorri ao longo do tempo sempre perseverando com fé no peito.

Estou fluindo, estou destinada a levar comigo as circunstâncias que recebem consideração e respeito.

Os ombros não são tão largos, e eu já não sinto necessidade de segurar o que não é meu.

Deixo ir, deixo a vida se encarregar de tudo para mim.

Ontem eu vivia aprisionada, hoje eu assumi que para se chegar a algum lugar tenho que estar disposta a lutar por ele.

Não sou dona da vida de ninguém e ninguém tem o direito de se apossar da minha vida.

Entre minhas querências e necessidades, levo para frente o que me cabe.

Hoje eu não quero me entristecer e nem dizer que tudo está do avesso.

Talvez a maneira como me vejo possa me ajudar a resgatar algumas verdades que não vi, algumas certezas que não acreditei.

Estou mais leve apesar de vez em quando o barco parecer naufragar.

Mas o segredo é esse: viver um dia por vez, deixando o coração menos aprisionado, deixando a mente descansar mais, deixando o destino se ajeitar.

E tudo que eu peço é paz e serenidade para me acomodar com mais gentileza dentro do próprio eu.

Eu não quero me desejar nada além de uma boa estadia nesse plano terreno.

Embora calejada, também cultivo a sensação de dias melhores e surpresas maiores.

Vai ficar tudo bem.


Imagem - Pinterest

 

 

 

 

 

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Estou aprendendo a me dar o que preciso.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou aprendendo a me dar o que preciso.

Depois que aprendi isso, minha cabeça mudou, assim como as preferências de vida.

Hoje eu me trato como mereço e não como alguém que recebe um vinho barato esperando a ressaca passar.

Nada é pior do que ser feito de trapo pelos outros, ser feito de marionete sendo manipulado por gente sem escrúpulos.

Eu aprendi a andar de cabeça erguida e não olho mais para as viradas da vida.

Já me contorci muito.

Eu aprendi a ser minha melhor versão e não a necessidade de alguém que não me enxerga, não preserva, não me trata como devo ser tratada.

Essa coisa de dar rasteira, de passar para trás, de prometer e não cumprir, de dizer que sou forte e posso seguir com minha vida, já não cola.

Cada um faz a sua sorte, cada um escolhe o que quer e segue com isso.

Eu não dou mais a mínima para muita coisa e aprendi com um tanto de sofrimento o que me marcou para sempre.

Mas eu não espero nada de ninguém e não vacilo mais pelos outros.

Os outros são os outros e nem sempre palavras são assim tão sinceras, nem sempre é tudo tão transparente e honesto.

Falar da boca para fora é fácil.

Quero ver agir com caráter e atitude de gente madura emocionalmente.

Eu cansei de tropeçar em sentimento que não existia, cansei de ser a boazinha, cansei de ser muito para quem já se acovardou.

Prefiro minha paz honesta, meu lugar guardado para que eu volte e descanse sem tanto sufocamento.

Eu estou a passeio e faço disso certeza de que eu tenho que viver.

O melhor relacionamento é com meu desejo de sentir que liberta eu também posso me chegar, posso ficar e permanecer.

Basta que haja respeito, cumplicidade, cuidado.

Chega desse papo furado de: quem sabe, um dia, talvez.

A vida é muito rara.

Chega de chorar por quem não levantaria um dedo por mim.

 

 

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

 


Por: Sil Guidorizzi

Desculpa, mas estou no momento em que não estou querendo machucar, ser deselegante, indiferente, imperceptível.

Eu estou meio do avesso, estou meio que descomplicando o que anda meio perturbável, estou aqui desvendando os mistérios de Deus diante da minha fé.

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

Desculpa se eu não estou podendo estar assim tão próxima, se não estou podendo reler muitas coisas e nem estou podendo estar tão atenta ao que acontece por aí.

Aqui de dentro está tudo meio confuso, mas ao mesmo tempo se ajeitando dentro dos planos do Divino.

Tem dias que eu ando pela casa, tem dias que eu saio e só sinto os pés seguindo com o fluxo do caminho.

Sigo conversando com meus pensamentos tentando entender aonde estou e em que posição fiquei. O que falta, o que preciso, o que me eleva para que eu descanse mais e não sofra tanto por antecipação.

Enquanto isso eu ajo dentro do pretexto do que tiver de ser será e que eu tenho que aprender a controlar minha ansiedade, controlar mais os sentimentos que por vezes se colidem, pelas coisas que descem seco goela adentro.

Estou me desvendando e sabendo que também estou presente dentro do processo de amadurecimento, e ele é tão real quanto o dia que nasce a minha frente me mostrando que eu posso investir ou desistir.

O que foi desperdiçado, ficou infelizmente em algum lugar que não percebi ou não encontrei motivos para reagir.

Eu estou aqui conflitando, mas também me salvando neste momento que pertence a mim.

Sinto que estou em uma grande estação olhando o vaivém das pessoas, ouvindo o apito da sirene, o chamado para a próxima viagem.

Não tenho hora marcada e nem pressa para algumas coisas.

Mas eu continuo tentando com meu jeito de ser.

Desculpa, mas eu não estou sendo melhor que ninguém.

Só estou vivendo meu momento, o que foi imposto, o que foi mostrado.

Não estou empurrando para os outros o que é problema meu.

Só quero que todo mundo fique bem.

 

 

 

 

 

sábado, 27 de novembro de 2021

Darma significa: propósito de vida!

 


Por: Sil Guidorizzi

Tem tanta gente se maltratando, fingindo uma vida que não existe, sofrendo, disfarçando, amenizando coisas que hora ou outra vão explodir!

Deve ser difícil, por vezes, se libertar, dar um, basta, dizer chega!

Há muita coisa envolvida, eu sei.

Mas também sei que muita gente vai adoecer, vai perder boa parte dos seus sonhos, vai jogar fora um mundo de possibilidades se não agir.

E agir, significa ter coragem, significa enfrentar os leões de frente.

Eu agi em nome da minha saúde emocional, eu agi por entender que aquele carma era meu, e que só eu poderia finalizá-lo em minha vida.

Resgatei, curei as dores, suportei afrontas e não me larguei.

Darma significa: Propósito de vida.

O meu foi encontrar uma saída pela porta da frente e buscar luz para o caminho.

Não me acovardei.

QUAL O SEU PROPÓSITO?

Espero que seu propósito seja de encontrar equilíbrio, paz, e amor, dentro do bem que rege os dias.

Enquanto houver resistência interna, não haverá saída externa.

É preciso ir bem lá no fundo e soltar a âncora que prende emoções e sentimentos reprimidos.

Só assim você conseguirá respirar dentro da verdadeira liberdade que precisa!

DIGA SEM MEDO ALGUM: CHEGA!

Se liberte das amarras do sofrimento que te prendem!

Se liberte de pesos do passado e de preocupações com o presente!

Se liberte de coisas que você não pode mudar!

Dê um basta a tudo que te traz insatisfações e tristezas!

NÃO TENHA MEDO!

É hora de ser feliz!


Photo by Andrea Piacquadio from Pexels

 

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Sou uma entre tantas pessoas que caminham e atravessam suas estradas.



Por:Sil Guidorizzi

Eu tenho orgulho do que me tornei.

Não sou nem rancor, nem ódio.

A vida é uma escola e sempre haverá alguma revanche. Deixo para a lei do retorno. Eu sei que em algum momento aquilo que não entendi vai se abrir e me mostrar o que eu precisava esclarecer.

Cada batalha é espaço para que eu aprenda que nada é tão fácil assim e que decepções são expectativas em excesso.

Eu cresci graças ao que conquistei aqui dentro.

Foi suor, noites de insônia, desprendimentos necessários, idas e vindas, solavancos incontidos, preces em meio ao choro, entre o desejo de sumir.

Não me martirizo; quando precisei de mim tive que aprender a compreender meu histórico de vida e acessar um caminho mais digno.

O segredo foi aprender a falar menos, a dizer adeus, a não me apiedar de gente que nunca quis saber de mim, foi me colocar em primeiro plano manifestando o desejo de que eu siga contribuindo para minha espiritualidade e proximidade com Deus.

Minha religião é esse tanto de fé que carrego e esse tanto de esperança que ainda dança no peito.

Sou uma entre tantas pessoas que caminham e atravessam suas estradas.

A minha tem história, tem uma porção de afeto, tem amigos que ainda seguem comigo, tem o tombo, o recomeço, o revisitar da própria existência.

Sou vigília, sou ombro para quem quiser recostar, para quem quiser jogar um pouco de conversa fora, para rir. (Sim, faz bem para a alma).

Mas também sou rompimento quando minha estrutura já não resiste aos maus-tratos ao coração, quando já não me sinto bem-vinda, quando me falta ar sem conseguir me deslocar.

Eu tenho orgulho de mim porque construí meu lugar andando por cima de escombros, juntando meus pedaços, levando a vida para frente sabendo que Deus faz tudo certo e que meus erros e arrependimentos também me ensinaram a crescer.

Se ontem eu chorei, hoje eu posso me sentir mais livre e realizada internamente.

Sem dependências emocionais, acho que sou mais eu caminhando comigo.

O céu mais azul mesmo depois de dias chuvosos me transfere a sensação de que ainda estou aqui, lutando por mim.

Por isso eu sempre repito: se hoje não foi bom, amanhã poderá ser melhor e assim, sucessivamente, vou costurando meu destino.

Apesar dos rasgos, das fraturas internas, vou me recompondo sem me expor tanto.

Fiquei mais sábia, menos crítica, menos senhora da razão, menos maleável para certas coisas.

Nem sempre vou acertar, mas sou assertiva quando digo que em mim, muita coisa se modificou.

São as experiências das vivências.

Hoje eu não me importo com muita coisa. Tiro os sapatos, respiro meus desejos e me alimento de luz.

Vivo aquilo que escolhi!

 

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Deus sempre abre uma brecha para que a gente passe e siga em frente.

 



Por: Sil Guidorizzi

Às vezes a gente vai estar sozinho, vai se colocar à prova.

E tudo que a gente aprende, fica na memória, nas andanças do tempo.

Por vezes o processo de amadurecer é lento. Por vezes é na velocidade do que cultuamos e precisamos.

Muitas vezes vai doer, vai cutucar, vai bater de frente com todo amontoado de coisas que a gente carrega e não permite soltar.

Às vezes a gente vai tropeçar, vai olhar para os lados, vai se recompor sem plateia.

A gente vai sentar em algum lugar mais distante, vai fechar os olhos, vai sentir tudo se movimentando estranhamente como um abalo sísmico no peito.

Tudo é tanta coisa, tudo é tão incompreensível.

A gente aprende a corresponder certas exigências da vida. A gente vai ficando escaldado, vai ficando menos amarrado naquilo que só atrasa o relógio interno.

E a gente olha para a frente sabendo o que ficou para trás, pede para que tudo se ajeite.

As vezes é só descuido, as vezes é cuidado demais.

Deus sempre abre uma brecha para que a gente passe e siga em frente.

Mas a gente sempre sabe de um jeito ou de outro o que é para ser.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Nada me sufoca mais do que o direito de não poder ir e vir.


Por: Sil Guidorizzi

Eu moro em frente a uma cafeteria e sorveteria. Bem na esquina de casa. É só atravessar e entrar.

Quantas e quantas vezes passo por ali, dou uma espiadinha e não entro. Da varanda do apto vejo o burburinho de gente entrando e saindo, pessoas conversando, famílias, filhos, gente que só quer se distrair um pouco e conversar.

É na porta de casa e parece que eu não tenho tempo nem para isso.

Caramba, fico pensando em que posição tenho me colocado e porque não tenho dado mais atenção aos meus desejos.

Hoje eu saí, pois, precisei resolver algumas coisas.

Entrei ali, pedi um café, me sentei em uma das cadeiras vermelhas perto do sofá estofado que acomoda várias pessoas.

O lugar é aconchegante, alegre, música ambiente ao fundo. Vários quadros decoram o lugar que se misturam ao colorido do ambiente.

Porque não. Porque sempre me esquecer.

Tomei meu café, pus as ideias no lugar, me senti longe e ao mesmo tempo mais presente na consciência de que mereço um tempo para mim.

Tudo passa muito depressa e esse ano muita coisa aconteceu. Muita reviravolta, muito lugar que tive que desocupar para me instalar aonde estou, provisoriamente.

Mas a minha mente também flutua, não importa, eu preciso andar comigo e sentir o caminho dos pés aonde tenho vontade de ficar.

Então, que eu me olhe com mais cuidado e me aprecie, mesmo que ninguém perceba meu andar por vezes apressado, ou pelo olhar que busca e também sente as desigualdades que se mostram espalhadas por aí.

Nada me sufoca mais do que o direito de não poder ir e vir.

E eu não consigo ser de outro jeito, senão o que transpiro por dentro. Mesmo que seja a sós, mesmo que seja ao lado de alguém que me olhe sem julgamento.

Eu tive que passar por muita coisa para me aceitar mais, para reaprender o caminho da vivência espiritual e não aceito que me prensem em qualquer lugar.

Aprendi a me respeitar e a me dar o lugar que me cabe com a honestidade de quem sabe que guerreou e muitas vezes descansou em solo tranquilo.

Saí sem culpa, fiz o que tive que fazer, voltei sabendo das responsabilidades.

O que é fato é que elas estão à minha frente. Mas eu também mereço descanso, silêncio, distanciamento quando tudo parece implodir.

Na luz da prece, na gratidão ao meu bom Deus, vou seguindo.

Refaço-me e sigo. Eu dependo de mim.

 

 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Todas as pessoas que atravessam o nosso caminho, o fazem por algum motivo.

 

Por: Sil Guidorizzi

Todas as pessoas que atravessam o nosso caminho, o fazem por algum motivo. Algumas amamos, outras afastamos, outras nos ensinam muito no quesito, amizade, carinho, respeito e consideração.

Há aquelas que nos buscam na berlinda, ali, no estágio final e, sem dizerem absolutamente nada, nos encaminham à cura, por vezes, dolorosa do tempo.

Pessoas que se tornam especiais dentro de nós, fazendo-nos sentir a vida pelo lado mais humano e menos sombrio. São espíritos de luz que simpatizam, ficam e se fazem presente em nosso caminho, por vezes, inverso, meio desconexo, cheio de dúvidas e questionamentos.

São pessoas que nos fazem sorrir meio bobo, sorrisos apaixonados, quase pueris. Pessoas que nos ampliam e nos mostram o caminho do simples, da gratidão, do bem-querer.

Por isso existem pessoas estrelas e pessoas cometas. Eu ainda gosto de admirar as que ganham seu espaço sem conturbar o espaço de ninguém. Pessoas que têm brilho próprio e emanam sua simpatia através da empatia que criam com outro ser.

Talvez essas pessoas sejam escolhidas por Deus para nos trazer asas, sonhos, para nos trazer leveza, sem agourar o que somos ou o que possuímos.

Que sejam o suficiente em nossa vida, afinal, ninguém precisa de um maracanã lotado de gente que apenas tenha curiosidade em nós, apenas tenha interesse em saber se nos demos bem ou não.

Prefiro tocar as estrelas e alcançar em cada uma delas a visão da amizade e do companheirismo.

Graças a Deus, eu aprendi a descobrir durante minha trajetória que, se pessoas por algum motivo fecharam a porta, é porque havia algo melhor e mais cheio de vida do lado de fora esperando por mim.

Precisamos aprender a sentir falta de quem nos deu mais que saudade, afeto, gentilezas e coincidências do destino.

São pessoas que o tempo não leva de nós porque onde quer que estejam neste momento, elas fazem parte do nosso trajeto e da nossa história de um jeito bonito.


Imagem - Pixabay Free


sábado, 13 de novembro de 2021

Mudaram as estações. Mudaram o rumo dos ventos.

 

Por: Sil Guidorizzi

Mudaram as estações. Mudaram o rumo dos ventos.

Mudaram o meu caminho, mudaram o que preciso, mudaram muita coisa em mim.

Mudaram meu jeito de ver, de falar, meu jeito de não me curvar tanto, de não aceitar menos do que acho que mereço.

Mudaram meus pensamentos, minha maneira de andar, de sentir, de me acolher.

Mudaram mais do que eu esperava porque a vida passa, e tudo que ficou, ficou porque é preciso.

Mudaram meus sonhos, mudaram a rota do coração.

Aprendi a me despedir, aprendi a desistir, aprendi a não ceder só para agradar.

Mudaram minhas perspectivas, minha prosa com o tempo, me ensinaram o sabor da persistência dentro da dignidade de que tudo vai passar e ficar bem.

Mudaram minha maneira torta de viver do avesso, mudaram a mobília, abriram a janela, fecharam portas, me distanciaram daquela dor que vinha latejando sem parar no peito.

Mudaram para que eu também mudasse para que eu me encontrasse sem tanto lamento.

Mudaram as estações, mas também muita coisa se ajeitou por aqui.

Hoje eu me ofereço mais do que me deram.

Muitas vezes não me deram nada; só ilusão e sofrimento. Foi só apego por algo que não ia durar para sempre.

Respeito cada um que escolheu seguir sua vida, respeito cada um que teve coragem de ousar e não desistir daquilo que realmente seria a sua escolha verdadeira.

Não importa, tenho uma boa bagagem, tenho reconhecimento do próprio terreno.

Hoje é por mim, por quem me deixa livre para cumprir meu destino.

Das páginas soltas, dos livros lidos, do amor de cabeceira que não morreu, sigo tranquila nas esquinas da mente.

Elas falam, se encontram, prestam atenção aquelas palavras grafadas naquele outdoor imaginário que marcou um tempo de descoberta e encontro emocional.

Também sou suave, sou prece, sou o lugar que esquenta, a voz que não grita, o silêncio que compreende.

Mudaram, me mostraram, me supervisionaram dentro da estratégia do aprender.

Aprendi, continuo arriscando, riscando, apagando, tentando, conciliando.

Quero paz.

Paz adquirida é algo único.

Busco por ela todos os dias.

É assim que tem de ser.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Precisamos de afago, de carinho, de mais mãos estendidas.

Por: Sil Guidorizzi

Não há arma melhor do que a fé.

Não há coisa melhor do que o tempo e suas curas.

Não há nada melhor do que o amparo de Deus em todas as nossas horas.

Não há nada mais precioso do que nossa vida e nossa luta por dias melhores. Somos vencidos, vencemos, agradecemos.

Tudo que vem de nós é emitido ao universo. Tudo que recebemos, também. Não há nada mais certeiro do que o que ELE vê em nós e a maneira como nos vemos.

Somos falhos, sim. Somos avessos à muitas coisas, sim. Mas também sabemos e sentimos quando nosso coração se reflete na paz de outro alguém, quando recebemos luz, quando ouvimos e desabafamos dentro de nós mesmos esperando o amanhecer da vitória, da trégua, da cumplicidade com o que geramos em nossa alma.

Os dias são aquilo que construímos, que reconstruímos sem garantia alguma.

O nosso pilar emocional precisa ser alicerçado com a fé, a confiança e a serenidade para que aprendamos a ser mais resilientes e mais seguros.

Os dias também serão turbulentos; caminharemos por lugares mais confusos, estaremos longe de nós mesmos. Precisamos dessa troca, desse contato com essa camada que nos liga ao etéreo, chamada por nós de fé.

Precisamos de afago, de carinho, de mais mãos estendidas.

Diremos não, nos torturaremos; sentiremos certo peso nos ombros, mas também aprenderemos a nos dizer sim, aprenderemos a nos perdoar, a não cometer os mesmos deslizes sem que nos doa tanto. E vamos nos doando de um jeito mais simples, mais humano, menos constrangedor para nós mesmos.

Não há nada melhor do que nos olharmos no espelho e vermos que o nosso reflexo amadureceu, que as constantes adversidades nos fazem olhar mais para dentro, cultivando esperança.

Nada fica sem resposta. Então, vamos aprendendo a fechar portas, a encerrar ciclos, a nos percebermos com verdade sem abusar da nossa própria sanidade mental.

O que é certo, e eu concordo, é que Deus faz tudo absolutamente certo.

Cada um de nós tem uma missão a cumprir aqui. Somos passageiros nessa viagem temporária.

Precisamos aprender a evoluir!

 

 



 

 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Estou atrás de viver uma vida decente.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou atrás de viver uma vida decente.

Uma vida de quem cuida e também respira.

Prefiro não pirar, prefiro viver dentro do simples.

Quero decência para levar minhas coisas em paz e não me preocupar com o que já foi.

Tudo foi um grande aprendizado; chega de querer entender tudo.

Estou atrás de chegar e ficar onde o coração não finge, onde pessoas não se falsificam, onde há estrada para todo mundo transitar e descansar onde bem entender.

Estou atrás de um lugar de respeito onde eu não me incomode, onde eu consiga ser capaz, onde eu coloque meus pertences sabendo que nada é meu.

Lá fora embora haja muita tempestade, muito desaforo, muito leva e traz, há também a dignidade de quem não se intimida.

No fundo eu fecho meus olhos e busco a calmaria, busco semear coragem para me fortalecer.

Isso é decência, isso é consideração pelo que sou.

Não me leve a mal, mas já passei por muita provação, passei por muito teste de paciência e resignação; já levei muita bordoada para acordar.

No mais, eu sei dos meus erros, sei de quantas vezes tentei melhorar para não cair.

Nem sempre amanheço bem, nem sempre fico firme.

Às vezes sinto cansaço além de mim.

Estou lutando.

Mas eu também sei que tudo é transitório nesse mundo de Meu Deus.


Imagem de Pezibear por Pixabay 

 

 

 

 

domingo, 7 de novembro de 2021

Desta vida não quero levar muita coisa.

 


Por: Sil Guidorizzi

Separei a bagagem da saudade para quando sentir mais frio poder me aquecer as boas lembranças.

Separei outra, com os aprendizados do tempo, com as lições que muitas vezes tive que reler refazer e repetir.

Em outra, ficam os pertences da alma, do amor profundo que abracei com o coração feito laço que não se dissolve, fica o acolhimento das pessoas que realmente souberam estar comigo. Ficam as coisas que reconstruí as coisas que me mostraram e demonstraram que valia a pena seguir em frente sem me martirizar pelo que não aconteceu.

Na verdade, os Planos não são meus. São empréstimos da vida feito pacto com o alto, com a aprovação de Deus.

Ficam as músicas, as letras, os rascunhos e a dedicação de estar mais feliz. Ficam os bons, os que amparam e nada cobram. Ficam os aconchegos os sorrisos e os aprendizados que souberam elevar o espírito.

Fica a porta que se abriu para o etéreo e as conversas mais silenciosas entre os dois planos.

Desta vida quero o necessário. Sem bagagem aparente, levo o suficiente.

Existem flores para perfumar o ar existem os sinais que a vida emana. Existe uma paz que não se compra, mas, se batalha por ela.

Basta acreditar que ela chegará. Desta vida só quero quitar um pouco dos meus débitos e sentir que minha missão não foi em vão…

Nas escrituras do tempo, assinei e arquei com as consequências de tudo que escolhi.


domingo, 31 de outubro de 2021

A vida urge, o tempo voa, e eu preciso de abrigo interior.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou aqui pensando qual a idade da minha alma; se sou daqui ou de um lugar distante e desconhecido.

Estou lembrando quantas vezes fui calmaria e furacão. Quantas vezes gastei sola de sapato, quantas vezes saí por aí sem saber bem por onde ir.

Quantas vezes andei com o olhar vago e distante enquanto em minha mente só havia o pensamento das coisas que não consegui entender.

Mas eu sei que sempre em algum espaço, em alguma lacuna da vida a resposta se encaixa como bilhete de Deus.

Tantas vezes eu só quis viver a seriedade de algo bonito sem farsa, sem desculpa.

No fundo, eu desisti de ser sempre a pessoa que espera para ver. Eu não espero mais nada de ninguém. A vida urge, o tempo voa, e eu preciso de abrigo interior.

Toda vez que eu me lembro daquela voz que me disse que sou humanamente inesquecível, sinto que em algum lugar fiquei e permaneci na caixa de memória afetiva desse alguém.

Estou aqui decifrando palavras nas entrelinhas, pontas que ficaram soltas, deixando de ser saudade para ser mais eu nesse lugar que vivo hoje.

Eu não ligo de dizer o que sinto, não ligo se um dia eu também caí.

Como eu sei que tudo passa e tudo é mutante, acho que estou crescendo sem precisar gritar tanto.

Estou aprendendo a me ouvir.

Tenho interesse por tudo que me leve para frente, que alcance minhas mãos, que abrace forte minha alma.

Sem paz, sem acerto.

Não dá para viver sempre em cima do muro. Quem sabe, um dia, talvez.

Eu sempre digo que os fortes sobrevivem apesar dos fracassos, das batalhas perdidas; que eles também se cansam, se desgastam, se excedem; fraquejam.

Ao mesmo tempo criam uma solidez espiritual que poucos conseguem ver.

É que vem de dentro, vem de toda trajetória, vem de cada amadurecimento.

Eles sabem que sempre será um dia por vez.


Estou deixando a maturidade me abraçar, estou deixando de viver por viver.

 


Por: Sil Guidorizzi

Eu demorei para entender o que é paz verdadeira, demorei para me acertar com o coração.

Hoje, além de viver uma relação de amor-próprio comigo, aprendi a dedicar mais tempo para mim.

Eu demorei a desatar certos nós, demorei para entender que a vida que é minha por direito não deve ser submissa à vontade de ninguém.

Tudo que levo comigo, todas as coisas que sinto e predominam em minha alma, são os momentos de reconciliação a que me ofereci.

Estou deixando a maturidade me abraçar, estou deixando de viver por viver.

Quando o perdão é dado, quando a consciência já não se incomoda com coisas que findaram e já não pesam, agradeço por poder respirar sem aperto no peito.

Eu já estou na metade da estrada, estou calejada, estou onde quero ficar.

Ao acordar peço para que Deus me fortaleça, peço para que eu seja melhor e não, perfeita.

Tenho meus avessos, tenho minhas vivências.

O importante é conseguir me encontrar.


Imagem - Pixabay

Estou nessa sintonia: Sem holofote e com preguiça de quem só enxerga o próprio umbigo.

 

Por: Sil Guidorizzi

Tenho notado que já não me enquadro em certos padrões; que não preciso seguir a cartilha do que todo mundo quer.

Tenho notado uma grande diferença entre o ontem e o hoje.

Hoje, habituada a coisas mais simples, não vivo de aprovação e nem de dar satisfação do que sou.

O mundo está bagunçado, muita coisa já mudou de lugar. Tem gente que ainda não aprendeu, tem gente que está dançando como quem espera um lugar para ficar.

Se eu tive a sorte de tirar proveito de tudo que atravessei até aqui, sinto que já conquistei uma grande sabedoria interior.

Esse foi um dos anos mais estressantes que passei, foi o ano onde mais me dividi e tive que me virar em trinta para resolver tudo que chegou desgovernado em minha vida.

Cabe a mim, me orientar e ajeitar esse tanto de coisas que ainda seguem em busca de entendimento.

Eu respeito meu cansaço físico, respeito o meu cansaço mental.

Cada um segue vivendo a sua vida como quer e eu não preciso viver explicando tudo que acontece comigo.

Acho que Deus sempre traz o que dá para carregar e sempre dá motivos para que eu entenda que força não me faltará nas horas mais difíceis.

Só que também eu tenho buscado o direito de me isolar, de ficar quieta em meu canto, de saber que eu não preciso me misturar tanto assim.

Eu me levanto sabendo que nem tudo vem pronto e que é preciso arregaçar as mangas e sair para a luta diária se eu quiser chegar em algum lugar.

Cada um sabe o que enfrenta diariamente, e cada um encontra a maneira de fugir ou de tentar se resolver.

O peso também esgota, e muitas vezes sair para arejar a cabeça do mundo caótico é necessário para receber a dose extra de coragem para prosseguir.

Não gosto de muito barulho, não gosto de me intrometer na vida de ninguém.

Cuido do que é necessário, penso nas possibilidades de expandir meu universo, penso sempre na possibilidade de regar meu jardim sem tanta tempestade assim.

Elas acalmam, assim como os dias mudam conforme os Planos de Deus.

Estou nessa sintonia: Sem holofote e com preguiça de quem só enxerga o próprio umbigo.

Vou me ajeitando, vou me sabendo.

Continuo sendo assistida. 

Apesar de todo mal que já me desejaram, continuo cultivando o bem.

Sigo em busca de equilíbrio e paz.

Muito afrontamento com quem acha que sempre tem razão é desperdício de tempo.

Prefiro o isolamento acústico, prefiro me blindar para não ser atingida pela amargura alheia.

Melhor assim.

Imagem de KarinaCarvalho por Pixabay 

 

 

 

 

sábado, 30 de outubro de 2021

Neste caminho entre o certo e o errado, entre a sensação de que se fez o que pôde, resta-nos a sensação de que não dá para ficar contando quantas vezes desabamos ou quantas vezes, diante da nossa própria fé, levantamos. Ainda há muito a se fazer.

 



Por: Sil Guidorizzi

Às vezes, a gente precisa voltar para nossa casa, precisa aprender a espairecer o coração. Precisa se ajeitar no desarrumado ou colocar as coisas em dia.

Às vezes, a gente só quer saber de cuidar mais dos sonhos que estão guardados, das pessoas que se conectam com nosso espírito, só quer se sentar em algum lugar longe de tudo que faz mal e cansa a vida.

Às vezes, é preciso fazer uma reforma íntima para se achar, para saber quem a gente é e onde deve estar neste momento de transformação e canalização física e mental. 

Longe, perto, dentro. Perto dos próprios ideais e de menos sofrimento.

Às vezes, a gente empilha coisas, empurra com a barriga; faz, muitas vezes, cara de paisagem, cara de quem não quer entrar em conflito com ninguém. E aí a gente vai aprendendo onde ficam as coisas mais próximas, onde deve de verdade nos isolar e passar adiante coisas que aprende de bom.

Às vezes, Deus chega e nos mostra que nem sempre é aquilo que vemos, que acreditamos, muitas vezes, por sermos pessoas do bem.

Muitas vezes, deletamos e não esquecemos, pensamos e não nos atendemos, culpamos a nós mesmos e nos remoemos pelo que os outros não viram em nós.

Nem todo mundo enxerga com a alma, nem todo mundo tem a sensação de que foi coisa de outro tempo, nem todo mundo tem empatia, isto é, não consegue se colocar no lugar do próximo, ou viver relações interpessoais.

A energia que canalizamos é o que nos trará o equilíbrio ou o desequilíbrio.

Às vezes, é preciso barrar a própria euforia para ir mais devagar, é preciso menos expectativa para não sair ferido, é preciso ter consciência de onde os pés andam, onde abraços podem tocar, onde palavras de incentivo podem fazer a vida de alguém melhor.

Às vezes, a gente sai e esquece de si mesmo, a gente se veste para ser útil a alguém, ajuda a sanar dores, espalha afetos, silencia quando alguém sente o mundo desabar.

Neste caminho entre o certo e o errado, entre a sensação de que se fez o que pôde, resta-nos a sensação de que não dá para ficar contando quantas vezes desabamos ou quantas vezes, diante da nossa própria fé, levantamos. Ainda há muito a se fazer.

Às vezes, a gente ignora, para de depositar fichas em coisas falidas e compreende que tem de ser a melhor companhia em certas situações.

Haverá dias em que a gente terá de conviver consigo, de aprender a respirar mais devagar, de enfrentar certos monstros que o assombram; a gente terá que se habitar com respeito e tolerância.

Para isso, é preciso calma, entendimento, sensação de proteção e amparo por algo maior que nos protege além desta camada terrena.

Não estamos em tempo de intrigas, de farpas, de quem é a culpa, estamos em tempo de crescer, de amadurecer, de fazer por nós e pelos outros algo realmente instrutivo e saudável à mente e ao coração.

Às vezes, é Deus mostrando que é hora de pausa e recolhimento. É tempo de mais consciência e maturidade interior.

 

Imagem de Vladimir Buynevich por Pixabay 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Um café me salva, o silêncio atravessa minha estrada interior.

 


Por: Sil Guidorizzi

Cada vez me sinto mais estranha nesse universo de divididos.

Não ligo de andar só.

Tenho me entretido com as coisas que disputam espaço aqui dentro, tenho testado meus limites, tenho dado as costas ao que faz sombra na alma.

Acho que fiquei mais inteligente emocionalmente e não me importo mesmo com pessoas indiferentes a mim.

Eu estou me bastando, estou sempre percebendo que minha história tem algo de sagrado em meio a todo caos vivido.

Que bom que já não preciso arrastar correntes ou viver me diminuindo pelos outros.

Um café me salva, o silêncio atravessa minha estrada interior.

Estou ciente de que nada vem de mão beijada.

Não é levando tapa na cara que vou desistir.

Meu objetivo de vida tem endereço e destino.

Quero a luz do sol fortalecendo meus poros dilatados.

Sou fé, sou espírito, sou presente.

Que o melhor se manifeste em mim.

 

 

sábado, 23 de outubro de 2021

Nunca esqueça: das rachaduras da vida também brotam flores do chão.

 


Por: Sil Guidorizzi

Por vezes parece difícil perseverar.

É muito desprendimento, entendimento, sensação de impotência e um certo ar de vazio rondando o caminho.

É muita coisa estranha bagunçando coração.

Mas a mão de Deus sabe exatamente onde tudo deve ser tocado, tudo deve ser continuado, onde deve haver livramento para que muita coisa destrave sua vida.

Por vezes é preciso muito amor-próprio para se colocar fora do que os outros acham que tem poder sobre você, do que os outros acham que serve ou não, do que deve ser feito e seguido à risca.

Arrisque-se longe dos malfeitores, longe dos que não simpatizam, mas se fazem de bons mensageiros do vento.

Quem tem fé responde aos chamados do alto, conversa, sem vergonha de se mostrar inteiro, sem medo de julgamento.

Essa é uma prática silenciosa que ninguém tem acesso quando você se permite vivenciar as coisas que ainda precisam de cura e outras que precisam de desobrigação e distanciamento.

Nem tudo é ferro e fogo.

Escute mais sua intuição.

Nem tudo é loucura, exagero.

Esteja presente nesse processo de evolução.

Agradeça sempre.

Tudo que se abre a sua frente, é como descortinar o que parecia invisível.

Antes de virar a página, reflita sobre tudo o que aprendeu.

Siga em frente sem peso nos ombros.

Se você fez o possível acredite que não haverá culpa que recairá sobre seus pensamentos, sobre sua consciência.

A vida te levará por vezes por lugares mais doídos, mas também lhe reservará momentos mágicos e inesquecíveis.

Nunca esqueça: das rachaduras da vida também brotam flores do chão.


Imagem de J Garget por Pixabay 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Não seja um acumulador de emoções que ferem, um acumulador de mágoas e ressentimentos.

Por: Sil Guidorizzi

Se você procura evoluir e o outro, não, não se preocupe com isso.

Atravesse seus muros, encerre ciclos, siga sempre em frente cuidando melhor da sua energia vibratória.

Você estará se protegendo, estará enviando luz aos adoecidos de alma, estará sendo mais generoso com sua consciência, com seu estado de espírito.

Sua missão é seu entendimento de vida.

Os que estão ao redor, os que são tóxicos, os que ainda não conseguiram visualizar a estrada da gratidão e fraternidade, ainda seguem aprendendo.

Auxilie sempre que possível.

Permita-se distanciamentos, permita-se não afrontar se você prefere seguir em paz.

Cuidado com o que você ingere e alimenta dentro de você.

Toda vigília faz parte do seu cuidado interior, todo desprendimento sinaliza que você já entendeu que nada é seu.

Tudo são empréstimos para suas vivências.

Não seja um acumulador de emoções que ferem, um acumulador de mágoas e ressentimentos.

Fortaleça sua alma e mentalize toda sorte do mundo para que você se manifeste em luz e amor.

Não seja aquele que carrega o mundo das outras pessoas nas costas.

Você já tem uma bagagem para levar, coisas para construir, decisões a tomar e uma vida que ninguém pode viver por você.

Separe o joio do trigo.

Ajude, mas não deixe que ultrapassem limites.

Feche a porta sempre que quiser respeitar seu tempo.

Ele é seu e de mais ninguém.


Imagem- Pixabay

 

 

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 19 de outubro de 2021

I fighting for me.


Por: Sil Guidorizzi 

Muita coisa me magoou. Deve ser por isso que ultimamente tenho puxado para fora com uma corda o que me afetou tanto por dentro.

Deve ser por isso que já não sou mais tão boazinha, tão fofa, tão legal com todo mundo.

Às vezes sair da caixa parece ser desconfortável; mas a partir do momento que vou conseguindo me desobstruir sinto que caminhei muitos passos para frente.

Eu não estou devendo nada a ninguém.

Estou de consciência tranquila.

Tenho praticado o exercício do autoperdão, tenho dado mais oportunidades de me enxergar e crescer.

Tem doído mas tem dado certo.

As noites seguem mais calmas, o coração sente mais verdade quanto bate no peito.

Já não me incomodo mais com tantas caras e bocas, expressões de fingimento.

Estou me elevando diante do que chamo de reconciliação estrutural.

Já estava na hora de ser mais gentil e humana com minha permanência aqui.

Estou aprendendo muito.

Estou precisando ver o mar, estou precisando sentir esse lugar desconhecido que me busca para ser voz em meu silêncio.

Segue o baile, segue a vida. Segue o que Deus quiser e permitir.

Juro, eu estou tentando.

Estou lutando por mim.


Imagem de Free-Photos por Pixabay 

domingo, 17 de outubro de 2021

Eu tenho percebido tantas mudanças, tenho dito que a vida é um grande portal de aprendizado físico e espiritual.

 

Eu tenho percebido tantas mudanças, tenho dito que a vida é um grande portal de aprendizado físico e espiritual.

Eu confesso ter desejado muitas vezes ter sumido em meio a poeira da vida.

Mas eu aprendi, também, que somente com maturidade e mais esclarecimento é que consegui enxergar o que realmente precisei para evoluir.

Todo tombo é justificado por algo que deveria entender, tudo que me propus a fazer foi serventia para que eu sentisse o coração se autodescobrindo.

Eu tenho me desconectado de muitas coisas e não sinto a necessidade de atrair o que pode ser tão leviano ao ponto de me deixar tão marcada como já fui muitas vezes devido as inexperiências e aos entendimentos mais profundos.

Eu aprendi que mesmo que uma porta se feche, que pessoas decidam ir embora por conta própria, que eu nunca mais tenha notícias daquilo que um dia quis tanto saber, não me sinto derrotada ou infeliz.

Não importa qual seja minha crença, onde coloco minhas intenções ou o que desfaço dentro de mim.

Eu vou me desmanchar muitas vezes, mas não vou mais me submeter ao conflito de gente que quer perfurar minha morada pessoal.

Quando eu acordo e percebo que não posso desistir, eu entendo que Deus ainda quer bem mais de mim.

Muitas vezes fraquejando, muitas vezes cansada, muitas vezes exausta sem querer sublinhar o mundo, eu acredito no poder do divino.

Nada é mais capaz de me fazer levantar do que saber que tenho que abraçar minhas causas e perceber que ainda tem amor naqueles que me recebem bem.

Estou aflorando e ao mesmo tempo desmistificando essa coisa de que nunca vou conseguir.

Eu sou vencedora, sou a parte mais interessada do que almejo.

Nem pedra, nem rachaduras, nem solavancos, nem dedo apontado.

Estou vestindo o caminho da cura que só será possível se eu me permitir.


Sil Guidorizzi

 

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O coração apesar de tudo está mais limpo, mais centrado, mais envolvido com o reflexo do sol que adentra as janelas abertas.


Estou tentando ficar de bem comigo, com minha vida, com as coisas que levaram um tempo para se ajeitarem em meu peito.

Preciso de alguns ajustes, preciso de Deus intercedendo por mim.

O que fiz de certo ou errado ficou na estrada da vida onde pude me perdoar e amadurecer.

Sem julgamento, sem perder o ar da graça de quem ainda quer retribuir gratidão ao universo, sinto que aqui dentro há uma desconstrução pessoal.

Novo ciclo, outro renascimento, sempre levando em conta o que a espiritualidade me trouxe, o que me reservo no direito de não ser explícita demais.

Caibo naquilo que me encaixo, vou lapidando essa massa bruta para tocar com mais profundidade o eu que vive se deslocando com os tremores das emoções e sentimentos.

Já perdi o chão, perdi a paz, perdi o caminho dos meus sonhos.

Mas eu voltei sabendo que tudo pode ser renovado quando não se perde o desejo de investir em novas moradas de luz.

Agradeço os tropeços, as desilusões, os rompimentos, o espaçamento que criei ao aprender a me distanciar do que é sofrimento.

Hoje vou escrever uma nova história e nela já não dá para levar o que ficou para trás.

Não traço planos, não sobrecarrego os dias com tantos questionamentos.

O importante é que cheguei até aqui, mais lúcida, mais sábia, mais transparente.

E nesse novo ciclo, que eu me mantenha firme e forte para atravessar as adversidades, que eu não seja uma ponta solta esperando que alguém me acolha por piedade ou compaixão.

Eu aprendi a crescer, aprendi a chegar até aqui oferecendo mais a mim mesma desejando que cada um colha o que plantou.

O coração apesar de tudo está mais limpo, mais centrado, mais envolvido com o reflexo do sol que adentra as janelas abertas.

Que eu siga nessa nova jornada sem tapar buracos, sem ser oca, sem ser o que sinto.

Quero viver esse novo tempo sem apego, mas levando a fé que me abraça forte.

Deus é comigo; estou seguindo o meu Norte.

É disso que preciso.

Estou exercendo meu livre-arbítrio.

É hora de prosseguir.


Sil Guidorizzi