quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sei dar um basta quando atinjo meu limite.


Por: Sil Guidorizzi

Eu vivo pedindo desculpa por tudo. Mas agora eu peço desculpas a mim mesma por ter sido sempre a que se deixou para trás para que outros continuassem bem.

Um dia eu ouvi isso, você pede desculpas de mais por tudo.

Hoje, na verdade, eu só peço perdão por todas as minhas más escolhas, pela falta de maturidade, pela insegurança que muitas vezes não me deixou seguir em frente atrás do que realmente valia à pena.

Eu parei de pedir desculpas a torto e a direito, parei de me sentir culpada por tudo, parei de ser a que dorme no ponto enquanto tudo está acontecendo.

Meus sonhos não são depósitos de descarte da amargura de ninguém.

Eu não estou mais nessa sintonia de espera, de achar que o mundo é cor-de-rosa, que todas as pessoas são boas.

Não são, a maioria cativa o egoísmo, a falta de compreensão, a mania de só enxergar o próprio umbigo.

Eu não tenho mais idade nem paciência para certas coisas.

O tempo voou e muitas vezes eu estagnei.

E todas às vezes que eu paro e penso em mim, desabotoo sentimentos, desabotoo os desaforos, as passagens que me apertaram em meio a alguns conflitos mais íntimos.

Hoje eu sei bem o que preciso e não admiro a falsidade alheia.

Eu ainda vejo luz dentro de mim. Vejo possibilidade de encontro e verdade naquilo que busco.

Ninguém precisa entender, porque já parei com o mesmo discurso, parei de forçar portas emperradas, parei de me sentir prisioneira.

Hoje eu sei o que é liberdade, sei o que é seguir sem tantas correntes me segurando.

Estou me esforçando. Só não forcem demais comigo.

Sei dar um basta quando atinjo meu limite.

Imagem-Pixabay

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Quero paz!



Por: Sil Guidorizzi

Às vezes é preciso recolher as armas, sair de cena, dar um tempo. É preciso reconstruir o lugar em que se vive sem tanto tormento.

Porque o que eu preciso, está além que os outros pensam a meu respeito.
Por pensar em mim, traço meu caminho sem me culpar tanto.
Sou nó que desata, tempestade que passa, passo que muda de lugar quando há algo que incomoda muito.
Não estou para agradar, mas para buscar minha identidade emocional, estou para ser o que quiser como puder sem precisar que me rebaixem tanto.
Sou quem se aproxima de Deus e pede perdão pelos momentos de desconforto e reações adversas ao que busco.
Sou falha, imperfeita, meio insana quando sinto que querem me machucar ainda mais.
Enfrento e me movimento.

Deixo de ser pressa para estar mais comigo.
Quero paz!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Hoje sem me prolongar tanto, faço do meu canto um lugar merecido.




Por: Sil Guidorizzi

Já passei por tanta coisa nessa vida, me iludi, interrompi planos, saí, muitas vezes, sem entender muito bem os porquês.

Eu me reescrevi, continuei e segui em frente nessa batalha árdua do viver.

Eu acredito que certos acasos, certas obras do destino é Deus dizendo que é preciso seguir por outro caminho naquele exato momento.
Vivo minhas trajetórias, também descanso o coração em momentos de acolhimento e meditação.
Também sei que muitas vezes sou eu por mim e mais ninguém.
O importante, é viver sabendo que sou o amor da minha própria vida.
Sou alma que se junta quando partes se unificam, quando sinto a resposta que eleva.
Venho dessa escola do tempo, dos aprendizados, dos joelhos ralados, da sensação de que ofereci muito a quem nunca teve tempo para me perceber de verdade.
Não lamento, apenas prefiro seguir com um pouco de nostalgia no olhar muitas vezes sabendo as coisas que senti.
Hoje sem me prolongar tanto, faço do meu canto um lugar merecido.
Nem tudo saiu como deveria, mas eu vi que tudo muda em um segundo.

Prédios desabam, sentimentos se perdem, e nada é mais importante do que viver o momento presente com mais sabedoria interior.

Muita coisa foi embora, muita coisa já não faz falta.

Eu sempre volto não importa como estão minhas feridas.

A dor que me feriu também foi a cura que me levantou!