quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Esse é o Amor que me convence..

O que me convence no amor não é o "Eu te amo"pra sempre, mas o saber amar, o saber que dentro de mim, ele chegou feito inspiração, feito surpresa que não se anuncia.
É a paz que eu tenho direito, o canto que me protege, o abraço que não tem horário nem dia.
É saudade que bate, é o reencontro depois da despedida, o perdão depois da briga, a falta que o outro faz.
O que me convence no amor não é a pretensão de segurá-lo como se tudo fosse meu, mas de libertá-lo sabendo que volta pra mim porque quer, porque sente desejo, porque sente a vida melhor quando estamos um ao lado do outro tentando seguir na mesma direção.
Não é o bilhete, o buquê de flores a caixa de chocolate, é a lembrança, o estar, o ser e a sensação de que foi vencida mais uma etapa e que temos sempre tentado fazer dar certo sem nos importunarmos com o que pensam lá fora, sem sentirmos culpa de nós mesmos.
O que me convence no amor é a forma como ele é conduzido, tratado respeitado, como ele é compartilhado entre um instante e outro. Que ele também traz momentos de silêncio respeito e individualidade, que ele é passagem pro outro descansar.
É a maneira como duas pessoas se consentem e se estabelecem dentro da relação.
É a conexão que existe de forma que não se explica, mas que muda o prisma do viver.
É aprender a superar as passagens mais difíceis sabendo que nem tudo são flores, mas que onde houver companheirismo, haverá força a dois.
É despedir-se já querendo a volta, é o beijo e o passar das mãos nas costas, é sentir que a vida convida pra viver sem desespero.
É o fato de ele estar estampado não em algum out door, mas estampado na alma, no laço, na sensação de aconchego quando fazemos o nosso mundo se encaixar dentro daquele sentimento que nos faz esquecer de tudo por um tempo.
O que me convence no amor é a sinceridade, a honestidade e o vão que nunca está vazio. É o cheiro, o explorar, o conhecer e o permitir-se.
Sem imposições, sem autonomia, sem manchar a dignidade de quem se entrega de verdade, sem espatifar o outro por dentro.
O que me convence no amor é a forma como ele é gerado, a forma como ele é cuidado, a forma como ele amadurece trazendo aprendizados e felicidade aparente.
Esse é o amor que me convence, e que realmente eu gostaria de viver.
Sil Guidorizzi

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O amor acontece..

O amor acontece. E quando ele vem, vem por algum motivo.
Amor é isso..
Não se apossar, mas tomar conta de quem faz o nosso mundo ficar mais bonito.

sábado, 12 de agosto de 2017

Só peço que me deixem viver.

Nessa minha incapacidade de por vezes não entender tudo, deixo o tempo passar, deixo o coração se ajeitar, deixo a vida me mostrar o que é melhor.
Apenas me ajudo, me cuido, me elevo mais. O que é pra ser vem no momento certo.
Já aprendi que por vezes tudo é um grande mistério inviolável.
Preciso aprender a desvendar as coisas que se aprofundam na alma.
Pode ser que demore. Pode ser que eu descanse. Pode ser que eu queira tudo em um segundo.
Penso demais, amo demais, sinto demais.
Talvez eu só queira um banco de praça pra sentar e olhar a paisagem, talvez eu só queira o silêncio das horas.
Talvez eu só queira inspirar e expirar tranquilidade.
Pessoas vão passando à minha frente, corações vão se desencontrando e se encontrando.
Vão se entreolhando.
Muita coisa pode passar despercebida. Outras, com certeza, manterão a chama da minha alma acesa.
Meu mundo não é tão complicado. Muitas vezes só não quero que mexam no meu desarrumado.
É através dele que muitas vezes eu acesso a página do querer.
Cada um vive dentro daquilo que acha melhor. Eu aceito os desígnios de Deus.
Vou deixar a pressa descansando em algum canto, vou esquecer os meus rompantes, vou procurar ser mais feliz comigo mesma.
Nessa minha visão meio torta dos próprios sentimentos muitas vezes me dou um tempo, me dou uma chance, me dou mais coragem pra colocar um ponto final naquilo que me interrogou me provocou me instigou e me mostrou que no final das contas escolher  outro caminho poderia ser muito melhor, poderia trazer mais chances de cura e evolução interna.
Quem nos macera a alma, não nos faz sorrir.
O que atrasa, não adianta, o que sobrecarrega não ajuda ninguém a subir mais um degrau.
Talvez eu só queira tomar um porre de amor próprio e me colocar mais em primeiro plano.
Talvez eu só queira dançar, conversar e ser cúmplice de um sorriso sincero.
Nada me falta.
Acho que quanto mais me liberto daquilo que freia, mais me liberto de todos os falsos argumentos, de todas as coisas que não deram certo, mas que Deus mesmo assim abençoou como sendo necessário.
Talvez seja isso. Parar de exigir tanto, parar de empurrar com a barriga o próprio coração.
Não tenho direito de anular minha vida, anular o que pretendo anular as coisas que se mostram à minha frente como guias de luz.
O tempo de Deus ninguém consegue prever.
Então, entre meus erros e acertos que portas se abram e se fechem dentro do que tiver que ser.
Só peço que me respeitem como sou, e que  me deixem viver.

(Sil Guidorizzi)..



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quando decidi ser paz..

Quando decidi ser paz desarmei as coisas ruins. Decidi viver por conta própria. Fechei o coração pro que não deu certo, parei de me rebaixar ou implorar atenção.
Quando eu decidi ter direito à minha vida desacorrentei o arrastar da alma, o que atrasa, o que não compreende, não vê.
Deixei ir. Parei de comparar, parei de lamentar, parei de aceitar sobras.
Quando eu decidi seguir em frente sabendo de todas as minhas responsabilidades tratei de respirar fundo, tratei de compreender mais o meu eu.
Joguei a toalha, abri a porta da rua e coloquei para fora o que me deixava infeliz o que não refletia amor, o que não era aconchego, o que parecia ser só desespero ou medo da solidão.
Parei de criar caso comigo parei de querer me sustentar onde não havia alicerce.
Quando eu decidi vestir a roupa de viver, parei de usar farrapos, parei de me sentir vítima e fui tentar a sorte; fui buscar meu norte com a bússola do coração.
Quando eu decidi ser paz eu não interrompi o ciclo da vida, nem deixei de enfrentar as tempestades, nem de sentir desejo de amor.
Só mudei o lado, mudei o prisma. Passei a me ver melhor. Meus rompantes de dor foram necessários, minhas noites de insônia clarearam o espírito. Minha fé se reforçou.
Já me agigantei me achando autossuficiente, já me senti frágil dentro do menor abalo, já chorei em silêncio. Hoje o tempo é outro. O Olhar também.
Mas não me faltam flores, nem o colorido do arco íris. Ainda sinto o cheiro daquele perfume amadeirado que percorreu meu corpo. Ainda guardo tesouros secretos. Tenho sentimentos mais discretos, tenho mais autonomia sobre minha vida.
Não mais me revelo tanto assim. Mas já me rebelei, já deixei transparecer tudo aquilo que não cabia mais. Já corri atrás até cansar os pés e descansar em algum lugar que não fosse um pesadelo a mais dentro das coisas que vivi.
Quando eu decidi segurar as rédeas vi que poderia soltá-las, poderia simplesmente não estar mais nem aí pra nada. Mas vi que meu fardo ninguém suporta. Por isso posso até arrebentar a corda, posso cair. Mas o que é meu não pertence a ninguém. Pertence a cada suspiro de felicidade ou tristeza, pertence a cada dia que me levanto e sei que preciso seguir.
Deus sabe de tudo, e eu o acompanho a cada segundo.
Dei o grito de liberdade porque a alma não estava mais à vontade. Foi aí, que eu provei do gosto da minha existência. Vivência essa que ninguém vive por mim.

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