sábado, 28 de agosto de 2021

Tudo o que eu quero nessa vida é paz!



Falar de mim nem sempre foi muito fácil.

Por vezes foi difícil transpor certos muros e obstáculos internos.

Muitas coisas que me prejudicaram emocionalmente me comprometeram em muitos aspectos de vida.

Ao me perder em expectativas criando vínculos imaginários me levei à lugares onde não me saí muito bem.

Seguir certas linhas, aprender a entender mais o que se passa por dentro me ajudou a não cair mais em armadilhas sem volta.

Certo ou errado, torto ou direito, fui condenada por coisas que não fiz.

Hoje preservando meus direitos de ser humano não compactuo mais com qualquer tipo de dedo apontado ou de qualquer comentário embasado em falsos conhecimentos da minha pessoa ou da minha história.

Eu ralei muito para chegar até aqui, muitas vezes busquei em outros abrigos o que não recebi. 

Pouco tive podendo muitas vezes ter dado um basta no que roía o peito.

Hoje minha visão é de quem consegue transitar sem ser vigiada, de quem se basta, de quem não precisa implorar nada; nem afeto e nem a necessidade desenfreada de ser amada a qualquer custo por alguém.

O que me preserva mentalmente, é a lucidez que conquistei depois de tombos e despreparos, imaturidade e desconhecimento do que realmente deveria aprender a zelar.

Hoje estou mais simples, mais entendida e menos ressentida.

Todas as coisas que hoje pontuo, são minhas necessidades espirituais, minha necessidade em tentar me resolver.

Tudo que eu quero nessa vida é paz.

Não nasci para ser o bode expiatório de ninguém.


Sil Guidorizzi

 


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Estou buscando meu farol, aquele que alinha o peito, clareia o espaço e dispara os sonhos para que a vida possa movimentá-los sem pesar.



Estou buscando meu farol, aquele que alinha o peito, clareia o espaço e dispara os sonhos para que a vida possa movimentá-los sem pesar.

Estou ciente de tudo que preciso e sinto que hoje um passo a mais é caminho para estar mais em paz.

Ontem eu deixei para trás aquele jeito de quem não se sabia para conviver com aquilo que basta ao coração.

Sem planos, sem medida, sem rótulos ou esperas indignas, atravesso o olhar com mais sensatez na vida.

Estou buscando o instante que me preenche, as distâncias que se encontram depois de algum tempo longe dos olhos e perto da alma.

A vida nem sempre é pressa, nem sempre é um carregar de culpas, nem sempre é o que o outro desenha para que eu seja o modelo da perfeição. Faço parte dos imperfeitos, dos que erram, dos que pedem desculpas.

Em minha bagagem onde oceanos me transformam, onde sentimentos não pertencem aos nocivos, me sinto mais inteligente emocionalmente.

Cirurgicamente eu estou vivendo aquilo que tracei com as mãos de Deus; com as coisas que alcancei com meu desejo de viver melhor.

Toda luz bem-vinda, traz cura para cada canto que ficou em estágio mais avançado de dor.

Hoje depois de muito me perdoar entendi que ontem não possuía a mesma maturidade de hoje e que ao relembrar coisas que gostaria de esquecer, sinto que me abri em reconciliação interior.

Por incrível que pareça me sinto mais leve apesar das costas sentirem o peso do tempo e das responsabilidades a que me submeti.

Quero continuar assim, sem muitas promessas, sem tantas sequelas.

Os fortes sobrevivem, assim como toda fragilidade também precisa ser demonstrada quando tudo parece escorrer pelos dedos.

Tudo se ajeita sempre da melhor maneira porque ELE sabe o que deve ser dado a cada um.

Viver sem ser prisioneira de mim mesma já me salva.

Vivo dias desiguais porque respiro de modo diferente, sinto diferente, respeito meus momentos.

Há uma sutileza sincera que já não gera tanta discórdia no íntimo, naquilo que ninguém sabe, ou vê.

Abraçar o que sou  não me custa nada.

Sigo vivendo um dia por vez.

Foi assim que aprendi.


Sil Guidorizzi

Gambar oleh Adina Voicu dari Pixabay

 

 

sábado, 14 de agosto de 2021

Parei de sentir o gosto de cafés ruins.

 

Esses são meus companheiros agora em que busco me encontrar sem tanta agressão:
Música, meditação e livro.

A vida tem passado muito depressa e eu já não acompanho mais muita coisa que desandou.

Tudo que hoje vai na memória são pedaços do que vivi. Trechos de estrada, lugares que permaneci pelo tempo que meu coração permitiu.

Tudo evolui quando a gente aprende a se entender melhor, sem querer repetir os mesmos erros, sem querer voltar para aquela sintonia fraca, sem respeito, sem valor.

Perdoar ainda é um ato de generosidade a si.

Nem tudo foi certo, mas o aprendizado pode ser valoroso quando a maturidade acende o espírito que para de se maltratar tanto e percebe como é bom desenvolver-se internamente.

Nem tudo merece ser repartido, nem tudo deve ser dito.

Gosto de silenciar na maioria das vezes.

O mal que me foi feito já foi esquecido. 

Tenho prioridades acima de quem não soube ser verdadeiro.

Levo a bagagem simples de quem parou de implorar tanto.

Eu me amo, eu me quero bem.

Vou pedindo a Deus que cada um, siga seu caminho em paz e me deixe viver sem tantas importunações.

Sei o que preciso e sei o que não quero.

Não vivo em função do que querem e sim do que vale à pena ser explorado e percebido.

A vida tem de ser mais leve; mais arejada.

Sinto que estou conseguindo abrir meu caminho sozinha.

Respeito gera respeito. Não regrido mais por ninguém.

Parei de sentir o gosto de cafés ruins.
 
Sil Guidorizzi

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Estou vivendo dentro dos meus passos; estou me sentindo uma pessoa especial.

 

Estou vivendo dentro dos meus passos; estou me sentindo uma pessoa especial.

Mais amadurecida, menos complicada, mais intensa internamente, acho que desabrochei para o que realmente importa.

Estou fora da caixa, fora do que não serve mais, fora das balelas e das intrigas externas.

O tempo breve pode moldar muitas coisas novas. Nenhum acúmulo de sofrimento deve permanecer dentro por muito tempo. É preciso soltar e deixar ir. É preciso expressar da maneira mais sentida se assim for necessário para que o lugar que eu vivo amanheça mais limpo e saudável.

Tudo que for possível deve ser cultivado sem tantas desculpas. Não dá para viver dentro de anulação constante.

Sorrir, sentir liberdade, andar como se não houvesse amanhã, permanecer dentro dos princípios básicos de respeito; crescer um pouco mais a cada dia agradecendo pelos lugares atravessados, pelas pessoas que chegaram, que se foram; pelos ciclos que se findaram.

Ressignifico os dias com a coragem de quem não desistiu de viver.

É preciso perseverar mesmo em dias de tropeços, é preciso silenciar o barulho, preservar-se, sentir a visão de que há sempre um dia melhor depois da tormenta que passou.

Se o sol brilha único e sozinho, é preciso saber onde se encontram todos os elementos para que o coração possa prosseguir em companhia de si mesmo.

Dentro, perto, alimentado com a fé sagrada de quem sabe que Deus ajuda a quem se ajuda.

Força, foco, esperança na alma.

É assim que a vida flutua, é assim que os pés correm soltos, é assim que tem de ser.

Sem buscar culpados, sem apontar o dedo, sem agredir-se à toa.

Tudo se ajeita, tudo se acalma, tudo pode ser diferente.

Viver é um exercício diário. O saldo é mais positivo porque eu já aprendi muita coisa.

Uma delas foi dizer a mim mesma que eu sou única entre milhões de rostos desconhecidos, que sou única dentro das minhas querências individuais.

Tenho um propósito sincero, um pacto de cumplicidade com minha morada terrena.

Busco dias de menos guerra e de mais paz mental.


Sil Guidorizzi