terça-feira, 21 de julho de 2015

A gente..

A gente tem aquilo que merece. 
A saudade que precisa. 
O amor que vem e faz morada pelo tempo que for no coração.

Sil Guidorizzi

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Talvez..

Talvez eu seja trágica. Talvez, seja cômica. "Tragicômica". 
Talvez eu seja muitas coisas que ainda não explodiram no peito, não rasgaram o alicerce da alma.
Eu só sei que quero dançar, quero abraçar meus sonhos enluarados.
Quero romper a barreira do pensamento. 
Quero mais emoção.
Quero o que couber. 
Quero abrir portas e janelas e respirar vida. 
Estar para o que der e vier.


Sil Guidorizzi

Menina..

Vai, menina. Acorda! Coloque as ideias na cabeça e o coração pra interagir.
Surpreenda-se. Viva seu momento. A vida está te chamando lá fora.
Não pense em parar. Muito menos em desistir.
Quero teu sorriso solto, e um milhão de motivos pra que você seja feliz.


Eu acho..

Eu acho que a gente nasceu para ser feliz. Nasceu para brilhar, para descobrir o mundo. Nasceu para viver. Porque não há dia a dia que não se aprenda. Ninguém vive dentro de uma bolha. Ninguem pode se isolar do convívio. A vida é luz, é espaço, é infinidade, querência. Cada um sabe das suas dores, mas também sabe da delícia que é ser o que se é. Da sensação de plenitude no peito. Aquele que não inveja, que tem sua marca de autenticidade registrada, vive melhor. A cada um seus sonhos a cada um o seu fardo; nesse caminho que foi traçado. Seja no branco no preto, seja no colorido dos dias.
Viver é maravilhoso para quem cuida de si, luta pelos seus sonhos. E não tem tempo de preocupar-se em atrapalhar quem também faz morada aqui. Eu acho que tem lugar para todos. Tem um cantinho quente para quem precisa. Tem aconchego para quem busca paz. Para que se ferir tanto. A vida de cada um é algo que ninguém jamais conseguirá roubar. E muito menos vivê-la.
Cada um que aproveite a sua. E cuide da mesma.


domingo, 19 de julho de 2015

Quando o Amor acontece.


O coração já dava sinais de saudade. Um longo abraço, um até breve. Um volto já. Retornei com o cheiro da alma dele impregnado em meu corpo. O beijo ainda quente em meus lábios. Voltei desorientada, desconcertada, sem saber ao certo o que seria dali em diante. Pensei nele. Pensei na última conversa. Na maneira dele andar de mãos dadas comigo, na maneira dele me querer. Nesse sentimento que me absorve.
Ainda não me acostumei a isso. A essas partidas com volta sem data marcada. 



Sil Guidorizzi..

É só..

É só um pouco de loucura e desequilíbrio. 
Para sentir as paralelas, as transversais, andar pela contramão. 
É essa coisa de não ser tão certinha. 
É só essa pressa desarvorada de correr e chegar logo até teu coração.

Sil Guidorizzi..






Singelos..

Singelos são alguns abraços. 
A gente corre pra eles, como se fossem mágicos.

Sil Guidorizzi..

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Te roubar pra mim.

Vou pular a janela do teu coração e te roubar pra mim. 
Acredito em amores possíveis. 
Passíveis de felicidade, sim.

Sil Guidorizzi

Começaria..

Começaria tudo outra vez se fosse com você. Amor antigo, amor escrito que não se apaga. Amor de estrela. Que brilha. Que aterrisa no subterrâneo da alma. Começaria tudo outra vez pelo lado de dentro. Abrindo portas e janelas, arejando o novo tempo. Passando perfume, te tirando pra dançar. Começaria como se nunca tivesse acabado. Apenas tivesse adormecido e retornado de um sono profundo. Sem jamais ter deixado de te sonhar.

Sou feita..


Sou feita de retalhos, cicatrizes. 
Sou feita de alma. 
Feita das coisas que escolhi. 
No fundo é isso. Acho que aprendi. 
Mas quero o tempo solto. 
A brisa boa batendo no rosto. 
Ser feliz.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Vai, Menina.

Vai, Menina. Não pense tanto. 
Não deixe o olhar esquecido na gaveta. 
Se arrume se aprume. Mostre a que veio. 
Esqueça os desafetos. 
Seja mais afeto, seja mais Amor. 
Descubra-se, transforme-se. 
Ninguém vive sua vida por você.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

E daí..

E daí você abre a porta do quarto e respira o cheiro dele. Respira o ar dele. Observa as cortinas abertas, a mesa de cabeceira desarrumada. O travesseiro sem a cabeça dele recostada. 
Daí você sente o calor subir na alma. Sente a dor tocando feito brisa matinal. Sente a falta. Sente a presença, sente o ar do sorriso dele. Olha o café. Olha a mesa com outro lugar vazio. Anda descalça pela casa para não fazer barulho para não assustar os pensamentos profundos. 
E daí você se lamenta e tenta dizer para si mesma que já passou, mesmo querendo que as coisas estivessem ali no mesmo eixo no mesmo lugar no mesmo hemisfério. Mas nada faz mais sentido quando o amor vai e esvai nos olhos. 
É dor que dói mesmo sem consentimento. E o tempo agora mudou os ventos, mudou a direção. Mudou o humor. Mudou a consistência dos dias. Tudo parece nevoa, tudo parece querer virar solidão. Nas mãos o toque no peito, para sentir a batida do vazio. 
E daí você descobre que agora é cada um por si e sem interferências. Sem inerência. Sem disponibilidade. É saudade. Da porta para dentro, da porta para fora. Por onde quer que ele agora esteja.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Por um instante..

Por um instante..
Manhã de um dia meio nublado, mas com um solzinho filtrando o rosto através da fresta da janela. Uma espreguiçada, um olhar para o relógio. O cansaço bate, as pernas que costumam zanzar de um lado para o outro sempre buscando algo para fazer, seguem na batida do dia.
Ellen prepara um café e discute consigo mesma. Conversa e relembra do sonho da noite passada. Da madrugada meio agitada, e do terror noturno.
Por alguns instantes resolve ir até a varanda. O sol, agora está um pouco mais forte do que há uma hora.
Senta-se na cadeira branca, quase intocada. Passa a mão pelo rosto, pelo cabelo. Olha o céu agora mais aberto e azul, apesar das folhas caindo no meio do jardim. Folhas que se misturam as outras. Dançam com o vento.
Ela percebeu algo diferente. Sentiu algo diferente. Como se nunca tivesse tido tempo de reparar melhor nesses pequenos detalhes, nesses pequenos contrastes do cotidiano.
Precisava de algo. Precisava de estimulo. Sentou-se e ficou ali a olhar a paisagem. Lembrou-se da água fervendo na cozinha e foi passar o café. Resolveu deixar tudo de lado por uns momentos e colocou uma música na sua rádio preferida.
Talvez precisasse de algo diferente, algo mais atraente. Algo que mudasse o rumo do que muitas vezes fez questão de lembrar sem querer esquecer.
Foi ao espelho do banheiro, olhou-se. Olhou as mãos marcadas, o rosto com alguns sinais de expressão.
E aos poucos foi revirando-se por dentro. Como conseguiu chegar até ali... Assim pensou.
Deu um sorriso a si mesma, e sentiu aquele imenso vazio rondando a casa, rondando a alma, rondando os passos que de tão rápidos, muitas vezes a deixara para trás, para o silêncio da sua própria existência. Retorna e vai lá tomar o café.
Por uns instantes têm insights, lembranças, passagens.
Ao sair da cozinha depara-se com o livro que ganhara de um amor antigo. Ao abri-lo sente o perfume dele. Sente a presença dele. Queria estar com ele agora. Mas não pode. O destino os levou para distâncias extremas.
Ela se (re )toca. Veste-se e mais uma vez se ajeita. Agradece pelo dia que (re) começa, e pela luz da alma que algumas vezes pisca, mas se mantém acesa.
Ela mantém o coração por vezes conectado e o amor que ainda sente, descansando no íntimo.

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