quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Eu te perdoo..

Eu te perdoo. Perdoo porque não quero mais te carregar como se fosse um fardo, como se fosse algo que tivesse destruído meu mundo.
Eu te perdoo por ter te amado como te amei, por ter te dado a chance de ficar e você decidiu ir. Decidiu viver a vida que idealizou longe de mim.
Eu te perdoo. Perdoo por você ter me aberto os olhos e ter aprendido que nem sempre a gente pode depositar todas as fichas em algo que ainda não se definiu e que deixou sequelas na alma.
Mesmo assim, eu te perdoo porque não faz bem levar pra vida o que já foi e já passou.
Por isso eu entrego ao universo tudo aquilo que não me deixa fluir nem flutuar quando penso nas coisas que o destino pode me trazer.
Por vezes me sinto alguém de asa quebrada; mas, que mesmo assim, ainda consegue dar impulso e tocar a vida pra frente como deve ser.

Ela decidiu seguir em frente..

Ela decidiu seguir em frente. Decidiu tomar um banho de autoestima e colocar a vida pra cima.
Ela não desistiu dos sonhos e nem das coisas que ainda busca.
Mas ela aprendeu a ir mais devagar e cuidar mais daquilo que lhe é valioso.
O que pra muita gente é pouco, pra ela é nobreza. O que muita gente acha que é pobre, pra ela é como ganhar na loteria do tempo.
Ela decidiu assim. Sem sair gritando aos quatro ventos o que vai dentro.
Mas ela sabe que tudo tem sua hora e Deus jamais a deixará sem resposta.
Ela aprendeu a ouvir-se em silêncio.
Sil Guidorizzi

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O trem sempre passa..

Muitas vezes eu me deixei em plena rendição.
Rendição dos meus atos, rendição a Deus, rendição aos percalços que me fizeram tropeçar algumas vezes e da maneira quase sufocante de buscar ar nos momentos mais difíceis.
No fundo eu não deixo de sair de casulo e tentar. Tentar meus absurdos tentar afastar meus medos e me submeter mais as condições do solo que piso mesmo que por vezes eu queira voar.
Voar para longe, distante do olhar dos abutres, distante das palavras que feriram diante daquilo que um dia me fez feliz e ao mesmo tempo me deixou tão ausente quantos meus sonhos que se perderam em um dia qualquer onde tudo mudou meu destino.
Eu sou plena de amor, sou plena daquilo que me sustenta, fermenta e que vai aumentando na alma, feito calor que aquece e oferece o abraço que pode cuidar amparar, sustentar a leveza de algum ser.
Eu nunca fui nada do que me rotularam, eu nunca fui muito de querer interpretar as coisas, mas já fui corajosa o suficiente pra bater a porta e dar adeus sabendo que era preciso.
Tem coisas que não precisam de interpretação; só de vergonha na cara e por vezes até um pouco de indiferença e cinismo.
Porque muitas vezes eu deixei que se apoderassem demais do meu terreno e muitas vezes eu fraquejei. Fraquejei e não me envergonho disso.
Um dia eu tive, no outro, não mais.
Um dia encontrei, no outro fui procurar de novo sem saber pra quando ou pra quê tudo aquilo.
É porque eu não desisto de mim, nem de nada que possa melhorar minha alma e minha condição como ser humano.
Sinto que cresci e ao mesmo tempo me revi naquele tempo mais inocente sem pedras atiradas, sem maldade, sem preocupações.
Tempo de pé descalço de correr pela rua, de não precisar ter jogo de cintura nem de tentar apaziguar o tanto de emoção que transborda porque não deixei sair, não dei passagem. Não dei vazão.
Porque bem ou mal eu tenho uma vida pra cuidar e o tempo de Deus pra viver.
Sou real por mais que dance em meu imaginário, por mais que eu queira viver tudo dentro de um segundo.
Minha lucidez ainda me alerta, minha esperança ainda me acalma.
Não importa. Não importa a quão desumana as pessoas sejam. Não importo em qual estação eu fiquei.
O trem sempre passa e eu embarco na hora em que meu coração sentir que é preciso dar continuidade em meu viver.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Essa moça é de fino trato..

Ela tem essa mania de andar pela casa e procurar coisas que não encontra, de acender a luz da varanda, de dar uma olhada lá fora e se sentar na poltrona que recobriu com um pano mais alegre e observar o vaso de flor em cima da mesinha de madeira que decora o ambiente simples.
Por vezes ela não percebe a hora e sente vontade de fazer um café em meio à madrugada e sente como se a noite fosse uma criança pronta pra trazer a ela lembranças de uma infância que já passou, mas não a deixou despercebida.
Ela olha os quadros, sente que precisa de algumas mudanças, que a grana anda meio curta, mas que a paciência tem se mostrado superior aos desesperos momentâneos que a acometem entre os dias.
Ela vai até o quarto veste algo mais leve e descalça, pisa no chão como quem quer se refrescar de alguma coisa, como se quisesse sentir que o que corre nas veias é algo mais intenso do que pequenos acidentes, pequenas avarias na alma.
Ela abre aquele livro de cabeceira, volta pra sala, liga a TV., e tenta se concentrar em tudo ao mesmo tempo. Na verdade ela nem sabe onde anda a cabeça, o coração o seu começo.
Ela anda precisando de sossego, silêncio, sem querer confundir mais ainda o que precisaria separar por sentimentos. Dispersa,
nem repara na confusão mental que cria ao se achar autossuficiente.
Há nela algo que não dá pra entender bem, há nela uma coisa ao mesmo tempo tímida e irresistível, meio visceral, algo que lhe toma e a faz ser alguém tão encantadora quanto um por de sol de tirar o folego quando está se despedindo antes de deixar o anoitecer acontecer.
Ela chama a atenção por sua inteligência por sua impulsividade quase aflorada quando não pensa e sai logo dizendo que sente.
Muitas vezes ela retorna aos prantos e se condena por coisas que não queria sentir.
Ela chora, ela sofre como se fosse seu último suspiro de vida. Mas ela ama, ama com a coragem de quem não teme o que vem pela frente.
O mundo por vezes pesa, mas ela dança e se sente livre em meio ao caos do seu desarrumado em meio ao caos do coração que mesmo assim ainda se permite um perfume e um tempo mais firme.
Acho que ela merece tanta coisa boa, que não poderia enumerar, mas poderia pedir pra que essa moça tenha o amor que ela merece, tenha aquilo que a encante pelo resto dos seus dias.
Ela tem jeito de poesia na beira da janela, tem som de passarinho quando canta.
Tantas afrontas a separaram, tantas pontes ela atravessou só pra poder chegar do outro lado e se encontrar com os afetos que não foram restritos, aos aconchegos que souberam lhe dar paz.
De repente ela parou só pra sentir isso: O amor correndo nas veias, as passagens de Deus e a sensação de que tudo pode mudar.
Logo ela volta pro seu canto, agradece, faz uma prece e espera pelo novo dia, confiando mais uma vez no destino.
Essa moça é de fino trato, e com ela é preciso cuidado.
Preste bem atenção ao olhar dela.
Ele dirá o que for preciso.

Sil Guidorizzi..



Faça da tua dor aprendizado..

Faça da tua dor aprendizado; das tuas vitórias um agradecimento sincero.
Faça do teu caminho um lugar pra se sentir bem; dos teus dias um estado de atenção e vigília.
Faça da tua vida morada bonita. Esqueça o tempo ruim de quem não lhe quer bem.
Sil Guidorizzi..
Imagem- Google

Sendo amor, eu enfrento..

Por mais que a vida me ponha à prova, eu vou tentar me ajeitar, por mais que as horas demorem a passar e meu coração queira menos agonia, vou buscar aquele afeto que traz luz ao caminho.
Vou tentar não surtar, vou tentar não perder a minha identidade que um dia deixei junto do viver nas melhores e piores horas.
Por mais que eu sinta meus fracassos batendo à porta, eu vou tentar não me desmanchar em apelos e impossibilidades.
Vou atracar meu barco naquele porto que me transmite mais do que segredo, mais do que mistérios mais que um labirinto cheio de buscas pra que eu finalmente me encontre e pare de desacreditar nas várias tramas do amor, pare de repensar tudo que já foi filtrado e esquecido lá no fundo daquela caixa sem memória.
Porque eu sou história sou pedaço, sou algo mais concreto por vezes vivendo um lado mais indiscreto e sedutor do que eu escolhi.
Por mais que se derramem em palavras eu quero atitude, quero respirar, quero aquilo que por um segundo me trava e ao mesmo tempo me bambeia, me desdobra, circunda a alma, chegando ao ponto mais alto do meu altar particular.
Mas se um dia eu desistir depois de ter tentado tudo que foi preciso vou sem recriminar, vou sem me alongar, vou sem querer me desculpar pelo que ofereci.
Mas que eu jamais esqueça que tentei, que senti que aproveitei cada respiro como quem se deleita dentro da própria história atravessando aquele final ou aquele inicio em que de alguma forma não soube muito bem conduzir, mas que me trouxe tanto de mim à tona.
Não vou à toa, não vou assim sem saber de nada. Mas vou acreditando nas coisas que eu consegui reconstruir dentro de mim.
Por mais que eu me lance ao vento, vou contra as coisas que não me chamam não me atendem, não me surpreendem.
Estou mudando certos hábitos sem escrever roteiros, mas prevendo que nem sempre o sorriso vai estar tão largo e atento, e que o procurar-me mais vai além do que o céu e a terra podem me dizer.
Os muros não me impedem, as pessoas não precisam me compreender.
Basta que eu me encontre com um único olhar que pode mudar tudo.
Garanto que pode ser um segundo, mas é assim que o coração vai aprender a lutar e a não só existir.
Dentro do que muitas vezes silenciosamente sem que ninguém perceba a alma permitiu acontecer.
E sendo amor, eu enfrento. Porque amor também é delicadeza, é inteireza é aquilo que enfeita todas as manhãs o próprio ser.

Eu ainda arrisco..

Como posso apagar tudo aquilo que foi intenso?
Sinto como se tudo fosse um eterno remexendo por dentro. Parece uma saia justa uma coisa que acumula e não se separa da essência.
É que quando a gente ama, a gente entranha, palpita, vicia. E a gente esquece um pouco do medo, vive as coisas sem freio e quando vai perceber, aconteceu.
Então que me perdoem os corações mais frios, que me perdoem as portas fechadas sem ar e sem janelas, mas eu ainda arrisco.
Talvez seja por isso que vez em quando eu deslizo a alma até onde não prometi nada, mas não me proibi de viver aquilo que me fez feliz.
Imagem - Google

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

É assim que me enfrento..

Por vezes sou uma alma solitária e distante. Por vezes me surpreendo de uma forma tão incomum que volto sem deixar ferida aparente, sem me queixar, sem fazer drama.
Talvez eu seja meio estranha, talvez eu seja eu mesma e muitos não compreendam.
Deve ser por isso que absorver o tempo seja uma forma de resposta à vida.
O peso das coisas já não são os mesmos e o sentido do que quero no momento se torna parceria.
É assim que me enfrento, que acalmo as tempestades e encaro meus dias.

Quero sim..

Quero deixar saudades antes mesmo de você chegar.

Sil Guidorizzi..

Amor é conquista..

Amor é conquista. É a capacidade de jamais desistir daquilo que o coração conseguiu captar com aquilo que internamente se encantou.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Precisamos de paz...

Às vezes precisamos de distância e tempo. Pra que os hematomas desapareçam, pra colocar a casa em ordem, pra juntar forças, redobrar a vigilância e prestar mais atenção ao que a vida anda mostrando.
Às vezes só precisamos de paz e mais de nós pra curarmos o que vai ao coração.