sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Tudo que você afasta, tudo que você dissolve, tudo que você desprende, liberta.




Se já não incomoda mais, se te fez voltar pro prumo, se te fez curar sem sentir mais dor, é sinal de que você venceu; é sinal de que aquela tempestade finalmente passou.

Você aprendeu a lição. Aprendeu a cuidar melhor do seu emocional, aprendeu a fazer uma releitura do que vai em sua mente.

Você transferiu pro coração o que era preciso resolver.

Se isso te fez mais forte, se isso te fez mais honesta com a vida, saiba que é motivo de comemoração interior.

Tudo que você afasta, tudo que você dissolve, tudo que você desprende, liberta.

Você apertou a tecla Delt, você se reiniciou, você mostrou que conseguiu vencer o que durante tempos, só procrastinou seu ser.

Que bom que você decidiu pela sua paz, pela sua felicidade, pela sua necessidade de se conduzir através da sua autoafirmação em querer o melhor para você.

Você quis, você pôde, você lutou até o fim contra esse mal que atrasou seu caminho.

Agora, respira, vai sentir a brisa, vai ganhar o mundo sem medo de ser barrada pela invasão alheia, sem a posse de ninguém.

Tome posse da sua vida, tome posse dos seus desejos.

Só não retorne mais a esses lugares que já não significam mais nada, que te colocam sempre pra baixo, que te fazem esquecer a verdadeira essência do seu ser.

Que bom, que você aprendeu a se defender.

 


Imagem - Google

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Eu me perdoo, eu me amo, eu me aceito como sou.



Meu coração está perdoado, desprendido; está em outro patamar de circulação emocional.

Cada momento que tive; cada decepção, cada instante em que aprendi a me virar, só me mostraram que tenho que contar comigo.

Deus é meu alicerce, é minha cura, é aquilo que tenho utilizado como arma para afastar coisas ruins da vida, pessoas destrutivas e sentimentos tóxicos.

Eu me perdoo, eu me amo, eu me aceito como sou.

A vida não para.

Preciso de espaço, preciso ampliar meus conhecimentos, preciso ser sábia diante das adversidades do caminho.

Não quero o retrato das coisas que me machucaram pendurados na parede da minha alma e nem quero oferecer minha mão a quem nunca soube me amparar.

Ofereço apenas minha luz para que mentes se abram, que dias não sejam escassos de alegria, de boa vontade, de capacitação interior.

Que toda raiva se dissolva, que toda mágoa se transforme em água limpa, que pensamentos bons flutuem dentro de almas mais gentis.

Meu coração é de onde saem todas as canalizações que me guiam.

Já não vivo de tanta euforia, já não sou mais a mesma por tantos motivos.

Mas eu sei o que não cabe mais na minha vida, sei que tudo é transformado e renovado com as passagens do tempo.

Não vou voltar lá trás, não vou roubar de mim, o que pode alimentar meus dias.

Já sem urgência para algumas coisas, sinto que nada é mais sagrado do que estar em paz, do que limpar a caixa de memória, do que passar a vida a limpo.

Muito entulho faz mal, coisas mal resolvidas empacam o presente.

Desprendimento, gratidão, reconhecimento das falhas, tentar de novo, buscar o direito ao sorriso, ao lugar mais leve, aos sentimentos menos distorcidos.

Chamo de cura, autolibertação e menos importunação de coisas que só servem de abismo.

Meu coração está dentro do que chamo de transição dos dias.

E, se isso, é suficiente, pra quê conturbar mais.

Que tudo siga para onde tiver que seguir, que cada um siga com o curso natural das suas vidas.

Estou fazendo minha parte, e que, eu seja honesta comigo.

Deus é minha resposta, é minha bússola, é minha espiritualidade guiada.

Que fique para trás, tudo que já não pôde seguir comigo.


Sil Guidorizzi 


Imagem de Pezibear por Pixabay


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

São raros os que nos veem..



São raros os que nos veem, os que nos percebem com a exatidão do coração.

São pessoas que nascem dentro de um lugar mais florido apesar das tempestades do caminho.

E, essa vitalidade de alma, ajuda a expandir luz, ajuda a cuidar melhor do nosso ambiente interior, do nosso canto que deve ser protegido e resguardado com mais amor.

São raros os que vão junto, os que não se importam de ficar um pouco mais; que se unem, como se Deus, já os tivesse destinado aos reencontros do tempo.

São raros os que mantém essa ligação emocional, esse desejo de que fiquemos bem.

E, quando isso acontece, é como se em outra esfera pudéssemos nos conectar à essa linha tênue de verdades únicas e absolutas.

São pessoas que seguem pela mesma estrada, abraçadas a sentimentos verdadeiros, levando cura a outro alguém.
 


Sil Guidorizzi



Imagem - Anniesprat pixabay