sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Eu acredito na paz do recomeço, acredito nos sopros de Deus!

 

Eu acredito na paz do recomeço, acredito nos sopros de Deus.

Acredito que algo além de mim, lança em minha vida as sementes que precisam germinar.

Foi-se o tempo em que eu me calçava pra sentir os pés doendo, foi-se o tempo em que eu implorava por um lugar pra ficar.

Hoje, sem tanta aflição, paro pra dizer a mim mesma que o que espero é que aconteça o que for melhor.

Eu acredito que quando desarmo e paro de controlar minha vida, eu desarmo fronteiras, desarmo, o que, inconscientemente me prende.

Eu acredito nessa ideologia de que o universo conspira, que ELE lá de cima sabe de tudo.

Não sei qual o caminho é mais seguro, mas sei, que é pra frente que se anda, é através da gratidão que me junto mesmo aos pedaços.

É a lei da persistência, da cura, da parte que toca a alma, por vezes, com mais leveza.

E quando tudo que machuca, termina, quando tudo se encerra, quando há tempo pra respirar, silencio por dentro transbordando gratidão interior.

Nada é mais tranquilo do que sentir à presença da fé cuidando dos percalços, cuidando do coração, cuidando daquilo que não pode esmorecer.

É o caminho da vitória, o caminho do novo momento, sendo aberto por forças supremas.

Eu acredito em tudo que chega pra transformar, pra ensinar, pra dizer.

Sem isso, não haveria como desvendar esse mistério que é a vida.

Sem isso, não haveria como aprender a desvendar o próprio ser.

 

Sil Guidorizzi

 

 Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Eu estou vivendo meu momento.





Eu estou vivendo o meu momento. Imperfeito, impreciso, mas necessário para mim.

Estou dentro de uma grande arena, onde não escaparei dos julgamentos, das críticas, das palavras mais doídas, mas estou presente em meu momento dando a cara pra bater.

Eu estou aqui sem me esconder por trás de uma falsa identidade por trás de uma falsa vida, por trás de um falso lugar que não me preenche e nem me completa em nada.

Eu admito que estou tentando, que estou cada dia mais desbravando meu próprio ser, dentro das inconstâncias, dentro das coisas que me cercam, das coisas que penso reflito e ajo.

Sou necessária para minha vida sou dona do meu destino, sou a paz ou a ventania mais persistente.

Já sei o que não me representa, já sei onde a maturidade prevalece.

Eu erro. Eu não nasci pronta, eu não nasci sendo ideal ou modelo de referência.

Mas não fico de fora jogando pedras nos outros e nem sinto necessidade de estar acima de ninguém, nem de sufocar sonhos alheios.

Eu sei a história que vai dentro de mim.

Estou vivendo dentro do meu contexto, onde desfiz aquele pesadelo interior, onde reaprendi a caminhar já sem muletas, onde deixei pra lá as coisas que afetaram, e muito, minha paz mental.

Eu já adoeci, eu muitas vezes não consegui externar aquilo que transbordava, eu fui reaprendendo dentro das minhas próprias armadilhas, dentro das coisas que sabotei, dentro das coisas que me fizeram acreditar.

Parei de confiar tanto, parei de dizer coisas que ninguém se importa, parei de transitar em passagens bloqueadas, sentimentos frios, ideias fixas de que nada dá certo pra mim.
Meu silêncio por vezes vale ouro, meu lugar é onde sinto que já não há um terremoto subterrâneo chegando até meu espírito.

A luz espiritual é fonte de amor, as adversidades, os embates, as decisões, a cura que busco, transitam constantemente como um teste de paciência, resiliência, e respeito pela minha vida.

Graças a Deus, tenho tido a capacidade de discernir, de permitir o que realmente preciso. 

Hoje eu vivo aquilo que sinto como parte do merecimento que busquei em nome da minha sanidade.

Não penso em nomes, em pessoas, em números, não penso mais no que poderia ser.

Tudo é um conjunto de acontecimentos e consequências.

Penso em como a vida flui, como as coisas são realocadas, como os dias passam por vezes depressa demais.

E eu estou aqui, dentro dessa arena onde sou verdadeira.

Somente quem persevera e confia, entende onde conseguiu chegar.

Muita plateia, sem voz, sem amor, sem compaixão e sem respeito, não precisa andar comigo.

Prefiro o pôr do sol. Prefiro um entardecer bonito.



Sil Guidorizzi


Imagem de Free-Photos por Pixabay



sábado, 22 de agosto de 2020

Nada é dela, nada lhe pertence.




 
Foi quando ela respirou fundo, firmou o pensamento em tudo que era preciso agradecer e sentiu certo alívio no peito.

Era o coração se aproximando ainda mais de Deus.

Que transição era aquela, que dia era aquele, que pensamento havia tocado seu agora.

Foi quando ela se repetiu algumas frases, consolidou o firmamento em algo mais sagrado e poderoso.

Ela cumpriu o dever de casa, apagou algumas coisas, refez novamente o trajeto do seu destino mesmo sabendo que tudo poderia mudar em um segundo.

Ela aprendeu, desprendeu, descobriu que ainda sabe o que faz, que Deus toma conta, que o ar da manhã pode ser revelador.

Ela destrancou a porta, abriu a janela, sentiu algo além dela tocar os poros da alma.

Havia uma névoa úmida molhando as beiradas da vida, mas ela sabia como continuar, sabia como reacender seu espírito desejoso de luz.

Sem pressa, sem julgamento, sem ser vencedora ou perdedora, havia apenas a missão a que ela se destinou.

E ela se sentiu melhor assim, se sentiu mais capacitada, se sentiu mais ativa e menos envergonhada, menos impiedosa de si mesma.

Nada é dela, nada lhe pertence.

Dentro da capacidade de revelação interior, ela afastou àquilo que encobria seu ser.

Ela tem feito sua parte, tem sido grata, tem sido útil.

Foi quando ela redescobriu um mundo diferente, conheceu pausas, viveu silêncios mais profundos e reveladores.

Cabe a ela, se manter dentro desta frequência espiritual, alavancando o coração para chegar até a mais liberta conexão de paz interior.

Ela sabe, ela pretende seguir esses fundamentos, esse estímulo de algo superior que lhe dá a vivência que precisa.

Gostem, ou não.



Sil Guidorizzi

Imagem de 원규 이 por Pixabay



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Minha alma não tem idade; tem a gratidão por cada livramento que recebeu.

 
A maturidade me ensinou a trocar o sapato gasto; a deixar à vida em pratos mais limpos.
 
Me mostrou que não preciso viver atrás de ninguém, que não preciso de coisas que não são essenciais, e que, ter a minha própria companhia, é coração de quem já se adaptou ao que precisa, sem fazer drama, sem esperar nada de ninguém.
 
A maturidade fez o coração deixar de ser usado, manipulado; me fez crescer por dentro apesar dos remendos.
 
Nem tudo se salvou, nem tudo agradou; nem tudo foi amor. 
 
A maturidade mostrou que aquele pra sempre mudou o caminho, e que, já não é tão interessante viver à sombra de ninguém.
 
Palmas pra mim, que cortei tantos males pela raiz, que não tive medo de bater de frente com as controvérsias do tempo, que freei o sentimento destrutivo de gente sem respeito.
 
Me quebrei, me refiz, me perdoei.
 
A casa mais silenciosa, o saber de Deus, a cura emocional, a desistência do que não faz bem.
 
É maturidade, sim.
 
Valeu à pena crescer, valeu lutar pelo meu espaço, valeu cada aprendizado.
 
Minha alma não tem idade; tem a gratidão por cada livramento que recebeu; tem espaço pra ser.

Não sinto inveja, não tenho nada contra ninguém.

A única coisa que peço dentro de mim, é luz pra acender o espírito, perdão para minhas faltas.

A maturidade trouxe sequelas e descobrimentos.

É maturidade consciente, é maturidade de quem já tombou e levantou.

Mesmo assim, agradeço. Agradeço por tudo.
 
Assim seja, graças a Deus!
 

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Às vezes também me sinto criança carregando o que é essencial e significativo.


Eu não odeio ninguém; mas também não quero mais ser escrava de nenhuma vontade, de gente que não sabe o que quer, de gente que mal chegou e já quis sair, de lugares que só me fazem mal.

Nem sempre é fácil acordar e dar aquele tapa na alma dizendo: vai pra vida e faça o que for melhor, faça por você, pare de se ausentar de si mesmo, pare de se sentir desprotegido e desamparado, pare de achar, de imaginar, pare de se manipular emocionalmente buscando desculpas pro que você ainda nem tentou.

Eu não estou aqui pra ser referência e nem diferencial porque minha trajetória também foi de muito aprendizado e amadurecimento, foi de dor e alegria, foi algo intransferível e pessoal.


Mas eu não me seguro mais em beiradas prontas a me soltar, nem espero que me digam que sou necessária na vida de alguém.


O tempo entre suas costuras, mostra que nada é nosso e que não há maneira melhor de viver do que ir se perdoando ao longo do caminho e perdoando todos aqueles que já não seguem junto.


Hoje ao seguir no meu passo, sem esperar nada de ninguém, me despeço de tudo que não é meu.


Eu não acho que seja egoísmo, me amar ao invés de ser tratada com indiferença, eu acho que não é nada ofensivo querer sentir o gosto da minha vida transbordando dentro de mim.


Eu não me sinto prejudicada, mal-amada, menos intensa.


Cada um recebe o que merece, cada um tem o que precisa.


Só que ao passar para dentro da minha casa, exijo respeito, exijo diálogo e transparência.


Verdades doem, mentiras ocultas só dificultam o lugar de cada um.


Deve ser por isso que meu espaço anda livre, desimpedido.


Não preciso estar atrelada ou dependente emocionalmente.


Faço de mim, o que quiser, sem ter que dar satisfações a ninguém.


Sei onde a vida apertou mais forte, sei onde cicatrizei.


Estou cuidando daquilo que com suor construí.


Às vezes também me sinto criança carregando o que é essencial e significativo.


Nem tudo precisa ir comigo. A estrada da vida, é assim.


Sil Guidorizzi

Imagem de lisa runnels por Pixabay