terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Aprendi a me virar sozinha. O tempo passa, as estações mudam e aquele trem, por vezes, já passou

Aprendi a me virar sozinha. O tempo passa, as estações mudam e aquele trem, por vezes, já passou: Aprendi a entender que, por vezes, é preciso desistir, com humanidade e respeito, por tudo que almejo de bom para mim. Hoje acordei pensando sobre meu Aprendi a diferenciar o que flutua, do que vai de verdade. Aprendi a entender nas entrelinhas daquele sofrimento insistente, que não preciso mais estar ali dentro, que por vezes é preciso desistir, com humanidade e respeito, por tudo que almejo de bom para mim.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Deixo os planos pra outro dia.

Não quero que me entendam, porque me entender é complicado. Quero que me sintam. E pra sentir é preciso tocar, encostar, colher, envolver com o coração.
Nem todos tem essa percepção, nem todos tem condições para isso.
Por isso não insisto. Quando o amor acontece, não existe questionamento. Há apenas o sentimento indo em busca do outro com respeito e zelo.
Palavras podem ficar pra outra hora. O que importa é o que a alma sente.
Deixo os planos pra outro dia. Deixo o amanhã pra depois.

(Sil Guidorizzi)

Sou eu por mim..


Acabei de sentar no sofá da sala e pude observar o entardecer que desbota pela noite que se aproxima.
O céu dá sinais claros de que a noite chega e que dentro do coração transitam pensamentos e sensações que ainda não defino, mas que sempre me levam a algum lugar.
Pego meu café, estico as pernas e tento me distrair abrindo um livro tentando desviar daquele sentimento que ainda me questiona.
Parece não ter jeito, parece estar preso no peito, parece uma corrente que carrego no pescoço como proteção que me cuida e ao mesmo tempo me blinda.
Já pedi perdão, já mudei de estação, já perdi o trem e corri pra longe de mim.
Olho no espelho e vejo os sinais do tempo, vejo a pessoa que sou e no que me transformei com minha própria ajuda com algum sacrifício, algumas desistências, algumas reaproximações necessárias.
Foram tantas lutas, tanto embarcar em viagens que nem sempre tiveram um destino bom, mas fizeram os passos acreditarem que ainda dá pra realinhar a vida.
Olho a tela que se abre a minha frente e observo as partes que me deixaram mais á mostra a parte que eu escondi a parte que não aceitei a parte que transformei e que de certa forma, renasci.
São tantos espaços, tantos assuntos, tantos flertes e sensações inexplicáveis.
Por vezes, me sinto dentro de uma ilha, cercada de silêncio por todos os lados.  Mas, não atrofio o sorriso não perco o gosto pelas coisas que me fazem saborear os momentos que mereço e que também senti ao longo da minha trajetória.
Não estico mais aquela sensação ruim, não me nego a reamar, não me ofereço de bandeja a ninguém.
Nunca é tarde quando as coisas clareiam na mente, quando a aceitação é maior e a dor vai ficando menor e quase imperceptível.
Agora chove. De repente tudo veio para limpar, para clarear, para transbordar os meus avessos.
Dá tempo sim. Tem prece, tem gratidão, tem a hora certa, tem a palavra que desperta, o abraço que conforta.
Alguns amigos permanecem fiéis, alguns pertences já não me pertencem mais. Quero só atravessar a porta e seguir pelo lado que achar melhor.
Pra esquerda pra direita, pela contramão conforme a condição da alma. Em linha reta, fora dos trilhos ou longe de tudo que não me faça crescer.
Amadurecer por vezes é complicado. Mas nada como sentir a presença de algo mais forte que sustenta o alicerce interno.
Assim, vou em frente. Por vezes de armadura por vezes pedindo a cura. A libertação da alma e a sensação de paz valem cada centavo de amadurecimento.
Agradeço pelas pessoas que me ensinaram, pelas que se foram, pelas que ficaram. Sinto que no momento, sou eu por mim e nada mais.

(Sil Guidorizzi)



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Um dia eu soltei tua mão..

Um dia eu soltei a tua mão porque senti que era hora de seguir sozinha.
Não por revanche, não por maldade, não por não ter tido momentos bons.
Foi por perceber que a naturalidade da vida despertou em mim a consciência do eu, do amor-próprio, da condição de aprendiz.
Dentro de tudo que eu coloquei na balança vi que era hora de retornar pra casa e dar uma nova chance ao destino.
Não te desejo nada além de uma boa vida. 
Desejo sorte pra nós, e muito amor pra nós dois.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, não se queixa e agradece pelo que tem

Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, não se queixa e agradece pelo que tem: A maturidade espiritual vem quando você não precisa viver de melindres, não precisa disfarçar o que se é, quando você aceita a própria condição, seja ela qual for sabendo dos propósitos de Deus. É quando você abre a porta, não procura discórdia, não se queixa, e agradece pelo que tem.

Não faço mais alarde..

Não faço mais alarde, sofro menos. Não grito meus amores, não espalho minhas dores, não me abalo com falsos rumores.
Aprendi a adormecer acreditando e confiando em Deus.
Não procuro inimizade, não descarrego minhas instabilidades em cima de ninguém.
Mesmo sendo leiga, aprendi que a vida é vaivém, que aqui se faz aqui se paga. Que nada fica sem solução e que, quem soube contribuir com carinho e presença interna vai ser levado pra sempre na alma, quem soube providenciar abraços longos e ouvidos sinceros se encaixam na vida que escolhi.
Não traço mais planos e risco do mapa e da memória trajetos que não me levaram a lugares assim tão bons.
Eu acredito sim e acasos, acredito que mesmo estando tudo apertado e pequeno o coração por vezes não se comprime.
Não abro mais a porta para sentimentos indesejáveis, para quem sugere oportunismo.
Por vezes sou pouso comedimento e silêncio. Por vezes prefiro não me sujeitar ou me repetir naquilo que me doeu, que me definhou por dentro.
Não preciso de muita coisa. A vida sabe ser boa. Ao me estender a mão percebi que tenho sido mais prática e menos melodramática.
A proteção que sinto vem redobrada; palavras realmente não me bastam.
Tenho fugido de tudo que me coloque na berlinda.
Já venci muitas batalhas. Perdi outras.
Não faço questão de figurinha repetida, de gente sem atitude, sem caráter.
"Tudo que custa minha paz é caro demais."
Simples assim.

Imagem - Google


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Quero um amor que me cure..

Quero um amor que seja leve; que tire o peso dos meus ombros, que faça a vida ter sentido em meio a tantas coisas desconexas. Quero um amor de cabeceira, que seja pelo tempo que for.
Que seja de repente, que seja na hora certa.
Quero um amor que não me mate por dentro; que me inspire e que me mantenha conectada com o que aquece o coração.
Quero um amor de alma, que não fique na estante, que caminhe comigo e me leve adiante.
Quero um amor que me suture, que me cure. Que me ajude a sobreviver.



domingo, 10 de junho de 2018

Sou feita de nostalgia..

Meu coração está desejoso de boas novas, de encantos deixados pelo canto da casa, de tudo que flutua no peito.
Sou feita de nostalgia, de captar coisas boas que já se passaram.
Mas eu não me importo de vez em quando destravar o cadeado e abrir aquela caixa de memória.
Muita coisa foi colocada à prova. Muita coisa eu não renovei. Mas acho que remocei, acho que aprendi a subtrair a dor e a dispor de mais calor humano.
Eu insisto nas coisas em que acredito, insisto em mim.
Não está tarde, não está cedo. Não sei qual o próximo sentimento, mas sei que aqui dentro é bom, ainda é algo que me faz crescer.
Por vezes, sou ingênua, insegura, inconstante.
Mas nada como dar um passo por vez. Vou aprendendo aos trancos e barrancos sem sucumbir.
A cada dia mais eu compreendo as coisas que coloco em meu amém.


domingo, 3 de junho de 2018

Não busco a metade da laranja..

Depois que aprendi a não expor os bastidores da minha vida, a cadenciar mais o coração e a não me desgastar tanto, confesso que ganhei em sabedoria.
Depois que aprendi a não querer sujeira debaixo do tapete, percebi que uma alma mais limpa e franca fica mais transparente e confiável, fica com mais nitidez e brilho no olhar.
Confesso me sentir um pouco isolada, reservada, me dando ao direito de não remexerem em minhas coisas, em meu desarrumado.
Prefiro vibrar internamente, prefiro fazer uma prece honesta, prefiro colocar em meu amém as minhas atitudes do dia, o coração que se deixou ouvir.
Muita coisa lá fora anda sem vida, muita gente anda sem tempo pra coisas mais importantes. Muita coisa passa despercebida no vaivém do cotidiano.
Tenho sorte de estar aprendendo, tenho sorte de não mais me misturar com pessoas tóxicas e sem futuro algum pra mim; tenho sorte de ter Deus ao meu lado, sorte de possuir um lugar pra voltar todos os dias sem querer destruir a vida de ninguém.
E quando Deus cabe no sentimento, cabe dentro da gratidão, cabe solto, cabe vivo, cabe de um jeito mais humano.
Deve ser por isso que eu não me incomodo com qualquer coisa que conspire contra, porque o ar que respiro tem fé tem luz, tem esperança.
E com ela eu danço com ela eu me deito e acordo levando minha humildade por onde for.
Graças a Ele sinto que as noites por vezes mais frias se aquecem e que não há nada como continuar tentando.
Já morri de amores, já relutei, já deixei acontecer. Hoje eu não insisto e sigo sem roteiro, com algumas pausas dentro do que foi planejado.
A vida por vezes me interpela, eu faço que não entendo e fecho os olhos em sinal de que respeitem meu momento.
Aprendi que nem sempre serei forte, nem sempre serei tão ágil e presente. Mas serei eu mesma dentro do que eu puder fazer acontecer, tentando ser justa, íntegra e inteira.
Não busco a metade da laranja. Busco apenas mais inteireza no quesito viver.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Você é amor que não morreu..

Se um dia você vier me buscar, deixo a porta encostada, esqueço a página virada, busco teu abrigo e sigo com você como nos velhos tempos.
Por vezes me pego pensando em você, pensando no que fomos um pro outro.
Se um dia você quiser me pedir perdão, eu te perdoo e não me nego a ser feliz contigo.
Apesar de o tempo ter passado, ainda sinto tua presença.
Deve ser porque ainda não é esquecimento, ainda é uma ponta de esperança misturada ao tanto de saudade cheio de desejo.
Se um dia você esbarrar comigo, me olhe nos olhos se aproxime. Chegue mais perto tão perto que eu possa tocar tua alma e sentir que você também não me esqueceu.
Apesar de ter atravessado tantas coisas e tentar entender o que aconteceu, eu não desisti de te abençoar, de te desejar luz e sucesso na vida.
Você ainda é amor, ainda é lembrança que acalma, aflição de quem te procura.
Só quero que você saiba que daqui ainda te ouço, daqui ainda te sinto como se nunca tivesse partido.
Se um dia você tiver a consciência de que fizemos bem um ao outro, você vai entender porque não te apago da memória e ainda te rastreio com o coração.
Não há amor igual, amor que se mede, amor que se condene.
Há amor que ainda resiste aos temporais às partidas, aos solavancos do tempo; que continua vivo e intenso.
Você é amor que não morreu.


Maturidade Espiritual..

Maturidade espiritual é quando você aceita que erra, aprende a se desculpar e a não jogar no colo do outro o que é seu. 
É quando você percebe que já não precisa de tanta coisa assim pra suprir suas necessidades, que estar em paz consigo mesmo (a) é melhor do que provocar instigar ou cutucar o outro com vara curta a troco de nada, a troco de mexer em feridas por vezes já cicatrizadas.
É quando você passa a ser mais seletivo (a) internamente, é quando você sabe que pode contar com poucos, mas que são essenciais e que mantém uma boa relação de amizade e empatia sem exigir nada em troca.
É quando você olha mais à volta, se coloca no lugar das pessoas e não mensura a sua dor assim como não quer que mensurem as suas. É quando você não interfere nas escolhas de ninguém e vai aprendendo a digerir os embates da vida com mais nitidez e resiliência.
É quando você percebe que não precisa ter a casa cheia, não precisa de tanto barulho e que estar a sós é como ir se retratando diante do que se sente do que sentiu ou do que não quer mais sentir.
É não precisar ir de um lado para o outro tentando encontrar sossego interior. É quando você se aprimora e abstrai o que não precisa, pede com mais fé e acredita mais no divino e não em falsas promessas ou pessoas que não tem serventia por serem apenas instrumentos prontos a desestabilizar seu coração, prontas a quererem se apossar do que não lhes pertence a troco de fazê-lo (a) sofrer.
É quando você ora, pede pelos que precisam, pede pelos que adoecem a alma, pede para que todos recebam luz por mais que não se queira aproximação.
É quando você esvazia a bagagem, percebe que andar descalço por vezes é libertador e que se o sol não apareceu naquele dia mais nublado você continuará acreditando em dias melhores e nas possibilidades de superação e cura.
Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, a não agredir-se e não agredir.
É quando você sente que a porta do céu é melhor que abrir o chão pra que você se afunde em dor ou discórdia.
A maturidade vem com os altos e baixos com o entender nas entrelinhas. Com a sensação de que não existe superioridade e sim a humildade de quem precisa manter o olhar atento, os sentimentos honestos e a obrigação de cuidar melhor de si mesmo (a), para que você tenha força para socorrer aos que também precisa de auxilio.
A maturidade espiritual vem quando você não precisa viver de melindres, não precisa disfarçar o que é, quando você aceita a própria condição seja ela qual for sabendo dos propósitos de Deus.
É quando você abre a porta, não procura discórdia, não se queixa e agradece pelo que tem.


#Silguidorizzi

Imagem- Google