quinta-feira, 22 de julho de 2021

A tempestade passou. Vá viver o que é emprestado por Deus!

 



Enxugue essa lágrima, seja menos duro consigo mesmo. Aceite o que a vida lhe deu, dê uma volta, volta para casa com suas incertezas e experiências de vida sem tanto alarde, sem tanto queixar.

Não crie um muro de lamentações à sua frente, atravesse-o e encontre a paz que é preciso para continuar.

Tudo bem, nada é como a gente quer.

Nada é para sempre, nada é tão injusto a ponto de fazer você perceber que, muitas vezes, é só livramento. É só a vida mostrando que é hora de virar o jogo, mudar a página e se concentrar em novos desejos e sonhos.

O tempo, por vezes, parece sufocar, eu sei. Mas, pense bem, pense em tudo que aqui você recebeu. Será que lhe falta tanto assim?

Aprenda que daqui dessa vida nada se leva.

Você merece aquele instante que dura uma eternidade, você merece abrigo, você merece sentir a leveza que brota do ser.

Cuide-se, porque rara é a vida. E você vale mais do que qualquer indiferença ofensa ou desprezo que quiserem lhe dar.

Enxugue essa lágrima, descanse seus medos, seus anseios e espere o novo chegar. Ele há de ser o melhor dentro de você.

Vai passar, vai ser um novo momento em sua vida, cheio de amor, espiritualidade e boas vibrações.

Você consegue, você terá motivos para sorrir.

Acalme esse coração, sinta a presença de algo divino em sua alma, sinta como as mãos de Deus agem sobre você.

É a luz lhe acolhendo é a vida sendo concebida mais uma vez dentro de uma nova chance de refazimento.

Limpe-se, seque-se no varal dos dias, se perdoe por tudo.

Haverá uma grande expansão em seu interior e uma grande bênção chegando.

Quando estiver pronto, diga que aceita, diga que é isso que você deseja.

Que sejam dias floridos e ensolarados.

A tempestade passou. Vá viver o que é emprestado por Deus! 


Sil Guidorizzi

Imagem de my best in collections - see and press 👍🔖 por Pixabay 




terça-feira, 20 de julho de 2021

Aos trancos e barrancos vou me dando o direito de juntar minhas coisas, de sair à francesa, de me permitir imaginar o que almejo.

 


Às vezes dá um pouco de melancolia, dá vontade de voltar para o aconchego do que salvou.

Tudo já está diferente, já não sou a mesma e muita coisa foi transformadora.

Às vezes vem o batimento cardíaco mais acelerado, as mãos buscando, o tempo mostrando que nada foi em vão mesmo tendo acontecido coisas que não fizeram bem.

Cada página virada, cada lugar grafado, cada lembrança deixada na memória, trazem a sensação de que tudo pode acontecer.

É assim que eu vejo o agora, é assim que não me culpo mais, é assim que acho que rasguei coisas que deveriam ser rasgadas, que deixei um tanto de coisa sem importância para traz, que agradeci com mais resiliência o que tive de encarar sem me fazer de vítima.

Entre o espaço que circulo e o que recebo, vou me preenchendo sem tantos porquês.

Nada me falta, tenho a certeza de que Deus sabe o que é melhor para mim.

Aos trancos e barrancos vou me dando o direito de juntar minhas coisas, de sair à francesa, de me permitir imaginar o que almejo.

Todos planos alterados, toda as rotas que se fizeram estranhas, todo lugar que passei e me deixei entregue também me fez lembrar que tenho um coração bom e que não estou aqui para ferrar a vida de ninguém.

Muita coisa foi breve, muita coisa chegou ao nível mais profundo da alma.

Não endureci; fracassei, tentei de novo, parei de esperar, parei de me sentir pequena, parei de olhar para os lados para me sentir gente dentro de todas as minhas imperfeições.

Verdade seja dita, cresci muito e despachei muita bagagem que não me pertencia.

Hoje eu entendo o que antes não compreendia e agradeço por todas as coisas que libertei.

Não espero, não crio expectativa.

Sigo na fase mais honesta que tenho.

Estou vivendo de amor-próprio; me escolhi.


Sil Guidorizzi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Com o tempo a gente vai se permitindo..


Com o tempo a gente vai gostando do barulho da calma, vai deixando necessidades secundárias para lá; vai se blindando, vai cuidando mais do que interessa, vai deixando de ser tolo para ser mais consciente.

Com o tempo a gente vai se permitindo; já não precisa daquele amontoado de gente, de coisas, de ilusões que cegam, de lugares e pessoas que nos fizeram sofrer.

A gente aprende a descansar, aprende a andar mais devagar, a gente se escuta mais, consegue dizer não, reaprende muita coisa.

Com o tempo a gente só quer sentir dentro da gente que vai ficar tudo bem e que dá para colocar mais ingredientes positivos em nossa receita de vida.

Quando a gente se limpa, a gente afasta, esquece, e se perdoa por dentro.

Só assim a gente entende o próprio valor sem viver implorando nada a ninguém.

A gente viveu, passou por muitas transformações, atravessou altos e baixos, a gente dançou conforme a sintonia do momento.

Quem aprendeu, aprendeu.

Quem ainda não conseguiu talvez ainda tenha de refazer a lição, tenha que pensar um pouco mais, tenha que mudar alguma coisa que ainda não se realinhou ao coração.

O lugar de ontem nem sempre cabe no hoje, o presente está disponível.

Trilhar e individualmente sentir paz, é prece que acalma.

Agradecer pelas dificuldades é saber que nem sempre tudo será suave, bom ou simples.

Quando a gente cresce, a gente vê tudo com outros olhos.

A gente abre a janela e deixa a vida se escancarar sem tantos planos.

A gente sai e enfrenta com fé nos passos.

E a gente descobre que o caminho da luz sempre será melhor do que o caminho da escuridão.


Sil Guidorizzi

 

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Cuidado: Uma mente destrutiva não cria alicerces firmes; mantenha sempre o pensamento mais elevado e não se sinta derrotado se tiver que começar de novo.

 


Aprenda a não escancarar sua vida, a incluir momentos de descanso e reflexão em seu cotidiano.

Tenha poucos e verdadeiros amigos, agradeça sempre; deixe o que não veste mais para trás, cultive saúde mental, fique off, desative o que incomoda e se dê o direito de fechar ciclos para que possa seguir em paz.

Seja mais saudável com seu corpo físico, não se maltrate tanto e não insista em coisas que já lhe roubaram sua sanidade mental.

Saia de cena, converse com sua consciência, veja se algo precisa ser modificado dentro do seu presente.

Viva simples. Agradeça pela bênção de estar vivo, pelo conforto de ter uma cama para se aquecer, uma casa para viver, um lugar para você voltar sempre que for preciso.

Não controle tudo porque Deus sempre poderá mudar seu destino, sempre poderá lhe alertar através de ensinamentos sejam eles pelo amor ou pela dor.

Acredite mais em você e elimine da sua vida o que lhe perfura os sentimentos, o que não lhe mostra nada além do que tristeza e insatisfação pessoal.

Pequenas atitudes podem ser grandes aliadas ao seu dia a dia; elas potencializam o seu interior para um chamamento maior do que você precisa perceber.

Agradeça!

Não tenha medo de desistir, de enfrentar, de se encontrar.

Muita coisa depende de como vê o mundo do lado de dentro de como você reage ao que recebe e como se sente ao que oferece.

Tudo que for adquirido com dignidade lhe fará um bem enorme, tudo que for livramento será escolha para que você siga lutando mais por você.

Você tem essa capacidade de discernir, de perceber, de fazer viagens dentro do seu coração, de tocar, de buscar, de ser feliz, se permitindo, simplesmente, porque você merece.

Cuidado: Uma mente destrutiva não cria alicerces firmes; mantenha sempre o pensamento mais elevado e não se sinta derrotado se tiver que começar de novo.

Todo recomeço tem o sabor do aprendizado, do que deve ser mudado e ajustado para que você se reerga com mais força interna.

É assim que você amplia o seu poder de reconhecimento.

Nem tudo são flores, eu sei, mas é muito bom quando o céu se abre, quando a luz de Deus parece mais evidente, quando os pés sentem alívio ao tocar o chão.

É sua alma dizendo: voltei, porque eu me permito seguir em frente, porque me perdoo, porque me amo, porque vivo em constante aprimoramento.

É assim que desejo seguir pois confio no Divino.

Sou um milagre de Deus!


Sil Guidorizzi

 

sábado, 3 de julho de 2021

Sou transição, não vivo na inércia emocional.

 

O que eu sei é que Deus está agindo.

Certo ou errado torto ou descomplicado, há sempre algo chegando para o tempo de cada um.

Eu sinto isso cada vez que coloco o coração para se perceber.

Tenho feito o que posso; cansei de me achar alguém com superpoderes, alguém sempre disposta e de porta aberta para qualquer um entrar.

Cansei de aceitar que está bom para os outros e ruim para mim. 

Quero o direito de pensar, de exercer, de fazer mudanças que caibam ao meu momento presente.

Sou transição, não vivo na inércia emocional.

Estou oferecendo à Deus a gratidão dos dias que já são moldados por algo que sinto que esbarra no tempo.

Hoje eu não vim aqui para pedir nada, mas só para me alertar mais e ter mais consciência de que não sou nada além do que um aprendiz dessa vida breve.

Não estou escolhendo, e sim, colhendo os frutos do que plantei com mais consciência e respeito.

Criei menos tempestade onde poderia haver mais paz absoluta, criei um jeito mais humano de ser compatível com o que busco.

Tudo é questão de entender, agir, colocar na balança o que acho como essencial.

Vitais são meus pontos de energia, a carga ruim que não acumulo, as coisas que desintoxicam o que vai dentro.

Quem sente, também se despede, quem ama sem ser correspondido também desiste e vai embora, quem se arruma para si mesmo deixa a vida mais alegre por dentro.

Eu acredito piamente no poder de algo invisível e transparente.

Esse é meu jeito de ser.

Na vida sempre haverá a lei do retorno, sempre haverá algo que ainda não foi dito, algo que ainda não foi descoberto, algo que precisará ser vencido com a força do acreditar.

Eu acredito, por isso deixo que tudo aconteça conforme é para ser.

Enquanto isso vou vivendo sem me condenar tanto.

Prisão perpétua, cárcere, culpas que não são minhas, excluo do meu dicionário interno.

Quero liberdade para prosseguir.

 

Sil Guidorizzi

Imagem - Pixabay

 

 

 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Não sei se ando em linha reta, mas ando com menos pressão na vida, com menos agressão interior.

 

Estou sendo mais honesta, mais verdadeira; ando menos cheia de frescura e falta de zelo.

Estou abençoando cada dia como um novo significado, um novo momento onde posso, finalmente, sentir que lutei mas cheguei até aqui com mais sanidade espiritual.

Mesmo entre controvérsias e afastamentos, consegui frear muita coisa e me impedir de cair em outros abismos emocionais.

Se me deixaram pelo caminho, não fiz mais falta. É por isso que não distante daquilo que creio e sinto como prioridade, passei a buscar meu lugar aqui.

É isso que me salva de monstros antigos, de coisas que findaram, de pessoas que deixaram de somar para me ensinar a ser mais eu.

Não sei se ando em linha reta, mas ando com menos pressão na vida, com menos agressão interior.

Estou crescendo; tenho evoluído gradativamente.

O coração está mais desprendido, ouço mais a mim mesma antes de tomar qualquer atitude impensada.

Já falei muito, já tentei me justificar demais.

Não importa se não me ouviram, se não entenderam.

Muitas vezes prefiro o silêncio.

Acho que a indiferença, sim, dói muito mais.


Sil Guidorizzi

 

sábado, 26 de junho de 2021

Os dias nunca são iguais. Eles podem mudar conforme o que visto no momento.

 


De repente ficou claro como a luz do sol; ficou claro como quem finalmente percebeu que já não mora mais ali.

Chamo de voltar para esta vida breve permitindo novos olhares, novos instantes, novos reconhecimentos.

O que era vidro se quebrou; o que não era para ser, Deus se encarregou de levar para longe.

Nenhuma permanência física merece estar distante do coração; da alma que sente.

Acho que o erro é de quem acredita que vai mudar, que vai ser diferente.

Nada como colocar a cabeça no lugar, colocar os sentimentos para serem digeridos de outra maneira.

Tudo que vale à pena transborda de alguma maneira.

A vida não é pequena e passagens não são tão estreitas assim.

Concordo com o tempo, concordo com o que levo dentro dele, concordo como eu ajo sobre minha própria vida.

É ação e reação, intensidade ou calmaria.

Acho que reacreditar em novas possibilidades é deixar para trás o que não cabe no peito.

Sinto mais leveza, sinto mais respeito, sinto que tudo se modificou.

Os dias nunca são iguais. Eles podem mudar conforme o que visto no momento.

Sem precisar provar nada a ninguém vou me acostumando com o que pode ser mais leve.

Chega de peso em excesso. Chega de me curvar à toa.

O que passou, passou.


Sil Guidorizzi

 

 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

De olhar menos submisso e sem o peso da culpa, tenho seguido dentro de certas transformações.

 

Todo dia eu penso em Deus; penso em como ELE atua sobre meus pensamentos mesmo depois de ter dias em que não me saí muito bem, onde coisas também mexeram com minha casa emocional, onde eu também não consegui visualizar um tempo mais aberto.

Todo santo dia eu busco essa conexão, corpo, alma, mente e espirito, busco entender mais as coisas que se passam à minha volta e dentro de mim, busco aprimorar minha vida sem que eu seja alguém sem condições de tentar e reciclar cada intenção que ronda meu estado de espírito.

Eu entendi que quanto menos eu me lamentar para os outros, menos serei exposta ao julgamento.

Nem todos têm essa visão que busco, porque meu coração tem a extensão de quem quer ver o bem prevalecer.

A verdade é que entre esse sagrado que me eleva, muita coisa boa já aconteceu, muita coisa chegou em meio a preces sinceras e silêncios consentidos.

Cada lágrima que enxuguei só me trouxe a necessidade de me erguer sem que precisasse alardear tanto minha condição interior.

Essa troca entre o impulsionar e prosseguir, o continuar mesmo desistindo, me trouxe mais firmeza apesar de tudo.

Não vivo mais atrelada aos traumas que superei, não vivo me sabotando e nem negligenciando meu conhecimento de vida.

Ainda erro muito, mas também suspiro quando sinto que o coração consegue descansar em paz.

É por isso que Deus é a fonte de luz que preciso.

De olhar menos submisso e sem o peso da culpa, tenho seguido dentro de certas transformações.

Tenho tido mais expertise no sentido de não me envolver no redemoinho da raiva ou do sentimento nocivo dos outros; tenho tido mais discernimento e respeito pelas coisas que conquistei.

Cada um que se manifeste como quiser; eu que continue vibrando por um tempo de mais integridade mental e libertação.

Todo dia eu agradeço, mesmo de joelhos ralados.

No final das contas, eu sei que tudo é passageiro.

Não tenho motivo para me sentir a pior pessoa do mundo.

Eu sei que não sou.


 Síl Guidorizzi

 Imagem de StockSnap por Pixabay


quarta-feira, 16 de junho de 2021

Minha versão de mim mesma está melhor. O tempo passou, é fato.

 

Estou tomando conta da minha vida independente de como o mundo gira lá fora.

O que eu sei é que tenho aproveitado meu tempo para ser mais produtiva.

Quem está bem sem mim, que continue bem. Quem eu sou para querer entender o que se passa no coração de quem não sabe se abrir.

Eu só sei que está tudo diferente emocionalmente; que não sinto mais a saudade de antes e antes que achem que eu estou perdida por algum motivo; não devo satisfações a ninguém.

Sem uma receita certa de vida, criei minha própria fórmula para aprender a enfrentar o cotidiano; o caos e as ruas congestionadas por pessoas que mal se veem.

Não morro mais de amores. Não choro mais o leite derramado.

Bato no peito sabendo que não envergo tão fácil e que minha armadura de fé é minha guardiã dos desafetos que ainda insistem em rodear meu caminho.

Eu já não uso as mesmas frases, não atuo do mesmo jeito, não penso como pensava há muito tempo atrás. Vivo tempos de melhor entendimento.

Talvez, eu esteja mais sábia, menos exposta e menos disposta a retroceder.

Minha versão de mim mesma está melhor. O tempo passou, é fato.

Mas não lamento. Hoje depois de retirar muitas camadas finalmente despertei para o que é essencial.

Pena que o mundo anda roto, pessoas ainda se rasgam, sentimentos andam em liquidação.

Mesmo assim continuo prestando atenção aos lugares que não se cercam de deserto interior.

Bebo da fonte do aprendizado, saio em defesa do que preciso com respeito e integridade mental.

Estou caminhando vivendo minha história sem prejudicar o próximo.

Onde a guerra silencia, a paz volta.

Eu escolho o lugar para me sentar; eu levando e saio se for preciso.

Tem dado certo. 

Dizem que a maturidade é bênção para quem consegue se alcançar.

Sinto que meus passos mesmo cambaleantes estão no rumo certo.

Confio em mim.


Sil Guidorizzi


Imagem - Pixabay

 

 

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

Deus ajuda, nos fortalece, nos faz prosseguir novamente.

 

Vai dando tudo certo quando a gente acalma, quando a gente se escuta tocando o lado de dentro.

Vai abrindo vai desfazendo os nós e o olhar aprende a enxergar o que é preciso ver.

No fim pode ser algo novo, um processo a ser explorado, um sentimento honesto, a vontade de não querer mais dedos apontados com a arrogância em excesso por cima dos nossos ombros por vezes cansados de tanto desconforto.

Pode ser o começo o lugar mais tranquilo a mobília menos gasta, a janela mais aberta dentro das melhores intenções.

No fim já não parece tão dramático tão impossível tão cruel assim.

Deus ajuda, nos fortalece, nos faz prosseguir novamente.

No fim nem tudo dá para ser esquecido, nem tudo foi fácil ou simples, mas aceitamos como aprendizado e aprimoramento.

Mas há um lugar quente para nossos pés, há o momento da gratidão interior, do silêncio que nos revela em meio à uma prece sincera.

No fim, vem a autocura, a autoaceitação, a bravura de quem consegue se reerguer sem depositar tralhas emocionais no mesmo espaço, agora, mais limpo.

É a vida que segue dentro das estações do tempo; vida que segue feito escada que pode nos levar ao lugar mais alto contemplando o horizonte de Deus.

No fim haverá sempre algo a nos instigar, a nos trazer mais para fora da caixa, abrindo mais nossas mentes e consciência interior.

Viver exige certos sacrifícios, mas também nos ensina a dar pausas, a nos reconectar com algo que ainda não nos pertencemos.

No fim somos nós por nós mesmos e mais ninguém.


Sil Guidorizzi

 Imagem - Pixabay - Free

 

 

 

 


segunda-feira, 31 de maio de 2021

Sou uma pessoa de sorte; solavanquei mas consegui sobreviver.

 

O tempo tem me mostrado tanta coisa; tem dito tudo, que no fundo, muitas vezes não quis ouvir.

Um tempo por vezes silencioso, transitório, confuso, dançando dentro do meu coração que tanto se percorreu por aí.

O tempo tem sido útil, tem sido leve e ao mesmo tempo carregado de tempestades emocionais passageiras, de coisas que bagunçaram o eixo, desarrumaram minha vida, que me fizeram buscar forças além de mim.

Muitas vezes eu corri, me protegi, deixei tudo passar.

Mas eu confesso que me tornei alguém melhor do que já fui. Confesso que se tivesse a maturidade de hoje não cometeria mais os mesmos erros, não seria assim tão carente de sentimentos que não vivi.

Talvez dentro das camadas que descasquei, encontrei algo que me aprofundou e me fez maior não de ganância ou prepotência, mas alguém com coragem e ousadia para se levantar e dar a cara para bater mesmo se doendo por dentro.

O tempo, que sempre me trouxe e levou o que foi preciso, também me acomodou em lugares macios, em abraços fortalecidos em instantes que foram abençoados por Deus.

E quem sou para reclamar do agora. Agora mesmo o que eu sinto é a sensação de que o céu lá fora é tão grande quanto o tamanho da minha fé, tão grande quanto a luz que recebo em momentos de aflição e medo.

Às vezes sinto que não sou daqui, que quis encontrar algo que não vi, e que muitas vezes me esbarrei naquilo que não percebi.

Estranhamente eu sei que a vida é esse constante revelar, é esse constante interceder, onde tudo está plenamente escrito.

Muitas vezes o olhar se perdeu, a visão ficou turva porque em algum momento fiquei mais descrente.

Mas eu tenho algo que me leva e me diz que a proteção maior vem do alto e que ELE lá de cima não desampara ninguém.

De peito aberto eu tenho relevado muita coisa e adentrado outras que me mostram um despertar diferente.

É a consciência de quem se que sustenta e se eleva a cada dia.

O tempo cuidou de tudo, assim como foi cúmplice de tudo que atravessei.

Nessas travessias, onde pontes serviram de escada, onde muros foram fechados por conta de endurecimento de quem não quis se abrir, percebi que não dá para nadar no raso e viver uma vida urgente para quem não sabe corresponder.

Tudo que tenho endereçado são cartas de gratidão ao universo pedindo saúde para continuar o que aflora aqui dentro.

O tempo faz parte do que levo hoje, do que embalo no presente.

Presente, esse, que me trouxe tantos esclarecimentos.

Sou uma pessoa de sorte; solavanquei mas consegui sobreviver.

 

Sil Guidorizzi


Foto de Alexandr Podvalny no Pexels

 

sábado, 15 de maio de 2021

“Um salve para aquilo que me mostrou o que precisei aprender com bravura nos olhos e muitas vezes com rasgos no peito”

 

Às vezes eu acho que estou certa, às vezes errada.

Às vezes me sinto de asa quebrada e coração disperso.

Mas eu sinto que tudo está tão perto e ao mesmo tempo distante do alcance das minhas mãos.

Mas ao abrir os braços, ao abrir a consciência, vejo que lá do alto forças se multiplicam sobre mim.

Está tudo escrito, está tudo sendo decifrado pelo agora que vivo sem tanto medo.

Eu não lamento, apenas sinto que devo parar e me cuidar melhor, devo fechar os olhos e tapar os ouvidos para as indiferenças que não agregam o meu dia a dia.

Muito barulho me incomoda, muito estranhamento me distância.

Sei lá, quero brotar de onde eu venho sem tanto constrangimento.

Quero ser feliz do meu jeito torto, por vezes, arredio.

Que a vida me empreste esse tanto de luz que se espalha em pleno universo.

Que meus guias me protejam e tudo se restabeleça da melhor forma possível.

Estou lutando; estou reaprendendo com tantos tropeços.

Um salve para aquilo que me mostrou o que precisei aprender com bravura nos olhos e muitas vezes com rasgos no peito.

Nada me pertence, nada é tão exato quanto os desígnios do alto.

Que eu seja apenas o motivar que gira a manivela do novo dia sem tanta pressa, sem tanto sofrer.

Mas ELE sabe o que faz e independentemente de tudo que já atravessei, sigo me perdoando, sigo desejando que cada um seja feliz à sua maneira.

Não existe outra maneira senão a de juntar as coisas que ainda me ensinam a ser melhor dentro dos meus pertences individuais, dentro da minha sanidade e da crença que respiro.

O que me cabe, me cabe. O que já excedeu já ultrapassou os meus limites.

Estou cada dia mais convencida de que estar em paz é melhor do que viver corroendo a corda do que não faz bem.

Cada vez que vou me juntando ao essencial, mais desapego eu sinto.

Estou crescendo. Minhas sementes internas já não estão morrendo à mingua.

Estou cuidando melhor do meu jardim.

 

Sil Guidorizzi

 

 

A vida bate muito!


A vida bate muito. Ninguém está livre de apanhar. Assim como ela nos oferece tempos mais suaves, ela também nos dá a outra face.

Nem sempre aguentamos o tranco. Nem sempre dá para segurar.

Quando vamos amadurecendo diante das consequências de nosso destino, vamos aprendendo a priorizar o que realmente é importante.

Paramos de nos sujeitar as coisas medíocres pequenas e rasas que insistiram em nos oferecer.

E aí a gente vai percebendo que com sequelas ou não, Deus nos colocou a prova muitas vezes, e que o nosso espírito lutou bravamente e chegou à conclusão de que é melhor esquecer a guerra dos outros e ser a própria paz.

De quantos náufragos nos salvamos. Quem já perdoamos. Quantas vezes perdemos a respiração num momento de entrega e paixão.

Quem ficou ao nosso lado, quem se foi.

Vez em quando é normal e necessário fecharmos a porta por um tempo e colocarmos a placa de “Do Not Disturb” em nosso coração.

Não precisamos de meias palavras, meio amor, meio quase ou meio talvez.

Toda inteireza é bem-vinda.

Não precisamos de exibicionistas. Não precisamos de quem nada faria por nós mesmo que pudessem.

Precisamos de atitudes sinceras e gente de alma bonita. Precisamos sentir que somos amados através de um sorriso, um carinho, um Eu te amo que saia de dentro do coração.

A vida é assim. São fases, são tempos, são coisas que muitas vezes não conseguimos fugir.

São coisas tão intensas e mágicas que não gostaríamos que terminassem.

Se tudo fosse fácil e simples com certeza não haveria aprendizado.

A vida vem e mostra a cartilha. Estuda quem quer, aprende quem precisa.

Cada passo dado em direção a nós mesmos é sinônimo de autocura. 

Devemos deixar bilhetes espalhados pelo caminho, devemos dizer que vai ficar tudo bem.

A vida nem sempre se apiedará de nós; lutaremos bravamente ou desistiremos.

Todo trajeto possui seu obstáculo, todo espaço aberto pode ser preenchido por qualquer coisa que queremos atrair para nossa vida.

Certo ou errado, seremos testados e muitas vezes julgados; seremos jogados na arena juntos aos leões.

Que a gente consiga sobreviver, que a gente consiga se desvendar e afastar todo mal que por vezes nos ronda.

Não podemos desistir de nós mesmos.

Vamos até o fim dessa estrada com esperança nos olhos.

Sejamos superação!


Sil Guidorizzi