domingo, 20 de março de 2022

Deus é meu refúgio.



Meu refúgio não tem paredes, portas, ou janelas.

Tem apenas o acalanto de Deus.

Proteção segura, que me abençoa, cura, transforma.

É luz da esperança no céu da manhã.

Cumplicidade de quem me vê. 


Sil Guidorizzi🦋





terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Segura, eu estive nos braços da paz.




Por: Sil Guidorizzi


Você será para sempre meu amor, meu livro de cabeceira, meu toque de recolher.

Será para sempre aquele reencontro esperado pelo coração nos dias mais aflitos, nos dias em que mais transbordei saudade de braços abertos esperando por você.

Você será sempre aquela lembrança que não jogo fora, meus rascunhos fora de hora e aquele breve entardecer em que te desenhei ali, onde só nós dois nos sabíamos sem culpa.

Você será para sempre minha eternidade, a música da Marisa Monte, a imagem constante e meu desejo de continuar.

Vai ser sempre começo, por mais que os dias tenham seguido sem resposta, por mais que eu não seja mais aquela menina que um dia atravessou teu olhar pelo caminho.

Não me importo se eu sofri, se eu chorei, se nas noites mais profundas eu te quis ao meu lado e você não estava ali.

Talvez você tenha sido tudo que sonhei, talvez ter te ouvido dizer muitas vezes que a distância não é nada para quem se ama me fez seguir sabendo o sentido literal do amor.

Você passou pela minha vida, seguiu seu curso sem discursos, me deixando num monólogo de solidão e vazio.

Você veio, você foi.
Eu te amo, não importa se nossas histórias não se juntam mais. A gente viveu o que tinha para viver.

Um dia você abraçou a minha alma e me trouxe para mais perto de tudo que precisei.
Segura, eu estive nos braços da paz.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sei dar um basta quando atinjo meu limite.


Por: Sil Guidorizzi

Eu vivo pedindo desculpa por tudo. Mas agora eu peço desculpas a mim mesma por ter sido sempre a que se deixou para trás para que outros continuassem bem.

Um dia eu ouvi isso, você pede desculpas de mais por tudo.

Hoje, na verdade, eu só peço perdão por todas as minhas más escolhas, pela falta de maturidade, pela insegurança que muitas vezes não me deixou seguir em frente atrás do que realmente valia à pena.

Eu parei de pedir desculpas a torto e a direito, parei de me sentir culpada por tudo, parei de ser a que dorme no ponto enquanto tudo está acontecendo.

Meus sonhos não são depósitos de descarte da amargura de ninguém.

Eu não estou mais nessa sintonia de espera, de achar que o mundo é cor-de-rosa, que todas as pessoas são boas.

Não são, a maioria cativa o egoísmo, a falta de compreensão, a mania de só enxergar o próprio umbigo.

Eu não tenho mais idade nem paciência para certas coisas.

O tempo voou e muitas vezes eu estagnei.

E todas às vezes que eu paro e penso em mim, desabotoo sentimentos, desabotoo os desaforos, as passagens que me apertaram em meio a alguns conflitos mais íntimos.

Hoje eu sei bem o que preciso e não admiro a falsidade alheia.

Eu ainda vejo luz dentro de mim. Vejo possibilidade de encontro e verdade naquilo que busco.

Ninguém precisa entender, porque já parei com o mesmo discurso, parei de forçar portas emperradas, parei de me sentir prisioneira.

Hoje eu sei o que é liberdade, sei o que é seguir sem tantas correntes me segurando.

Estou me esforçando. Só não forcem demais comigo.

Sei dar um basta quando atinjo meu limite.

Imagem-Pixabay

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Quero paz!



Por: Sil Guidorizzi

Às vezes é preciso recolher as armas, sair de cena, dar um tempo. É preciso reconstruir o lugar em que se vive sem tanto tormento.

Porque o que eu preciso, está além que os outros pensam a meu respeito.
Por pensar em mim, traço meu caminho sem me culpar tanto.
Sou nó que desata, tempestade que passa, passo que muda de lugar quando há algo que incomoda muito.
Não estou para agradar, mas para buscar minha identidade emocional, estou para ser o que quiser como puder sem precisar que me rebaixem tanto.
Sou quem se aproxima de Deus e pede perdão pelos momentos de desconforto e reações adversas ao que busco.
Sou falha, imperfeita, meio insana quando sinto que querem me machucar ainda mais.
Enfrento e me movimento.

Deixo de ser pressa para estar mais comigo.
Quero paz!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Hoje sem me prolongar tanto, faço do meu canto um lugar merecido.




Por: Sil Guidorizzi

Já passei por tanta coisa nessa vida, me iludi, interrompi planos, saí, muitas vezes, sem entender muito bem os porquês.

Eu me reescrevi, continuei e segui em frente nessa batalha árdua do viver.

Eu acredito que certos acasos, certas obras do destino é Deus dizendo que é preciso seguir por outro caminho naquele exato momento.
Vivo minhas trajetórias, também descanso o coração em momentos de acolhimento e meditação.
Também sei que muitas vezes sou eu por mim e mais ninguém.
O importante, é viver sabendo que sou o amor da minha própria vida.
Sou alma que se junta quando partes se unificam, quando sinto a resposta que eleva.
Venho dessa escola do tempo, dos aprendizados, dos joelhos ralados, da sensação de que ofereci muito a quem nunca teve tempo para me perceber de verdade.
Não lamento, apenas prefiro seguir com um pouco de nostalgia no olhar muitas vezes sabendo as coisas que senti.
Hoje sem me prolongar tanto, faço do meu canto um lugar merecido.
Nem tudo saiu como deveria, mas eu vi que tudo muda em um segundo.

Prédios desabam, sentimentos se perdem, e nada é mais importante do que viver o momento presente com mais sabedoria interior.

Muita coisa foi embora, muita coisa já não faz falta.

Eu sempre volto não importa como estão minhas feridas.

A dor que me feriu também foi a cura que me levantou!



domingo, 26 de dezembro de 2021

Será um ciclo novo e próspero. Um ciclo de realizações e cura!

 

Por: Sil Guidorizzi

Calma, já está acontecendo. Deus está abrindo as melhores portas pra você. Falta pouco para o seu coração receber tantas bênçãos de uma vez.

Eu sinto. Está cada vez mais perto esse milagre vindo do alto. Você só precisa aprender a manter a calma.

Será um ciclo novo e próspero. Um ciclo de realizações e cura.

Você merece aquilo que te alegra, que te traga luz e que te proteja espiritualmente.

Receba esse sentimento cheio de amor, e repita:

Recebo tudo com a força da minha alma e com a fé que sustenta meus dias!

Eu creio, eu aceito e agradeço!

Nem sempre a estrada é reta.

Nem sempre o caminho é suave.

Ao seguir, sinta com calma o que realmente teu coração precisa, sinta em qual sentimento tua vida se modificou.

A escolha é sua, o tempo é de Deus.

Respire e traga para dentro de você tudo que você busca em conforto espiritual, em prece e gratidão por ter chegado até aqui.

Você superou, venceu, conseguiu estabelecer uma conexão melhor com seu íntimo.

Você amadureceu, prosperou e se fortaleceu.

Siga com menos peso na alma. Siga diante do chamado interior.

Siga pelo que você crê!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Nem tudo é pedra ou dor.



Por: Sil Guidorizzi

Eu acredito que ainda existam pessoas decentes, pessoas destinadas a oferecer amor.

Eu acredito em tempos mais tranquilos, em paz adquirida, em sensações de plenitude e gentileza com a vida.

Acredito nesse formato que preserva minha estrutura emocional e não destrói meu campo mental.

Eu renasço todos os dias e me reinvento conforme os plantios do caminho.

Muito do que já me ofereceram nem sempre foi bom ou suficiente, mas também acolhi muita coisa especial dentro do meu interior.

Sou grata por me dar a condição de certos livramentos, de ter aprendido que nem tudo foi feito para dar certo, mas que tudo é um grande aprendizado para que eu também sinta minha maturidade sem tanto julgamento.

Se aquele trecho de estrada já não me serve mais, que eu guarde o trajeto que escolhi.

Renovando minhas forças, captando a energia que não deve escorrer para o ralo, atravesso entre as pausas a que me submeto.

Também descanso, me oriento.

A vida não é só correr desenfreadamente.

Vez em quando é preciso freio e silêncio sem tanto barulho.

É preciso sentir esse lado mais cativo, esse lado que também me surpreende e me ensina a ser mais leve.

Nem tudo é pedra ou dor.





domingo, 12 de dezembro de 2021

Bendita seja essa proteção que vem de Deus!

 

Por: Sil Guidorizzi

Em minha mente eu circulo por onde quero, eu crio, ressignifico; sigo ou fico.

Eu invado espaços que acho bons, afasto os ruins, cultivo afetos em meu estado de ser,  me coloco em primeiro lugar, me mereço, me amo e sou grata por tudo.

Eu não sei muita coisa, mas aprendi com a escola da vida a me defender, aprendi a ser breve onde não me querem, aprendi a dizer não, aprendi a dizer adeus.

Minha maturidade veio muitas vezes sem freio, sem imaginar que muita coisa doeria tão fundo.

Eu já não acelero tanto porque sinto que agora preciso ir mais devagar, preciso de pausa, silêncio e desobrigação daquilo que não me cabe.

E se meu coração se guia para que encontre paz, não serão as piores guerras que irão me derrubar.

Eu tento, faço meus tratados de mais compreensão e livramento do que ainda instiga o peito.

Faltou alguma coisa, faltou dizer, faltou também receber aquele tanto de amor que não senti.

Mas eu sou assim, livre do peso da culpa seguindo na próxima estação, observando mais a paisagem, me cobrando menos.

Também sei alcançar o vento, sei juntar o que é meu, sei me ajudar quando preciso levantar.

Eu também danço, danço dentro daquilo que me flutua e traz calma para os dias.

Faço hoje o que não fiz antes por falta de coragem ou autossabotagem de mim mesma.

Agora não, não ligo para as vozes que não me conhecem e dizem.

Eu digo e afirmo que tudo é diferente, graças ao que me transformei.

E se sinto a necessidade de sair sem bagagens, sem levar comigo o que não é meu, sinto que já abri mão de muito lixo, que abri mão de espaços físicos sem valor emocional nenhum.

Todo prosseguir diz alguma coisa, em todo instante há algo novo pairando no ar.

Vou me guiando, me colocando em lugares mais férteis distantes da maldade alheia.

Sou protegida pelo espírito santo, sou guerreira e sei o que já passei.

O que me blinda é o que me salva.

Bendita seja essa proteção que vem de Deus!


Imagem- Free - Pixabay

 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Estou fluindo, estou destinada a levar comigo as circunstâncias que recebem consideração e respeito.

 


Por: Sil Guidorizzi

Hoje eu não quero falar de decepção, não quero questionar muito as coisas que já passei.

Eu quero agradecer, quero dizer que me livrei de muita coisa e que aprendi bastante.

Hoje eu não quero dizer que a vida é dura, que nem sempre as coisas saem conforme o planejado, que tudo dá errado, porque não é bem assim.

Eu sei que tudo é feito da maneira como Deus quer e que eu não preciso abrir mão de sentir felicidade, não preciso me aprisionar em lugares mal arejados ao lado de coisas ou pessoas que sugam minha energia vital.

Hoje eu só quero dizer que apesar de tudo, recebi muitas bênçãos, alcancei alguns objetivos e que transcorri ao longo do tempo sempre perseverando com fé no peito.

Estou fluindo, estou destinada a levar comigo as circunstâncias que recebem consideração e respeito.

Os ombros não são tão largos, e eu já não sinto necessidade de segurar o que não é meu.

Deixo ir, deixo a vida se encarregar de tudo para mim.

Ontem eu vivia aprisionada, hoje eu assumi que para se chegar a algum lugar tenho que estar disposta a lutar por ele.

Não sou dona da vida de ninguém e ninguém tem o direito de se apossar da minha vida.

Entre minhas querências e necessidades, levo para frente o que me cabe.

Hoje eu não quero me entristecer e nem dizer que tudo está do avesso.

Talvez a maneira como me vejo possa me ajudar a resgatar algumas verdades que não vi, algumas certezas que não acreditei.

Estou mais leve apesar de vez em quando o barco parecer naufragar.

Mas o segredo é esse: viver um dia por vez, deixando o coração menos aprisionado, deixando a mente descansar mais, deixando o destino se ajeitar.

E tudo que eu peço é paz e serenidade para me acomodar com mais gentileza dentro do próprio eu.

Eu não quero me desejar nada além de uma boa estadia nesse plano terreno.

Embora calejada, também cultivo a sensação de dias melhores e surpresas maiores.

Vai ficar tudo bem.


Imagem - Pinterest

 

 

 

 

 

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Estou aprendendo a me dar o que preciso.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou aprendendo a me dar o que preciso.

Depois que aprendi isso, minha cabeça mudou, assim como as preferências de vida.

Hoje eu me trato como mereço e não como alguém que recebe um vinho barato esperando a ressaca passar.

Nada é pior do que ser feito de trapo pelos outros, ser feito de marionete sendo manipulado por gente sem escrúpulos.

Eu aprendi a andar de cabeça erguida e não olho mais para as viradas da vida.

Já me contorci muito.

Eu aprendi a ser minha melhor versão e não a necessidade de alguém que não me enxerga, não preserva, não me trata como devo ser tratada.

Essa coisa de dar rasteira, de passar para trás, de prometer e não cumprir, de dizer que sou forte e posso seguir com minha vida, já não cola.

Cada um faz a sua sorte, cada um escolhe o que quer e segue com isso.

Eu não dou mais a mínima para muita coisa e aprendi com um tanto de sofrimento o que me marcou para sempre.

Mas eu não espero nada de ninguém e não vacilo mais pelos outros.

Os outros são os outros e nem sempre palavras são assim tão sinceras, nem sempre é tudo tão transparente e honesto.

Falar da boca para fora é fácil.

Quero ver agir com caráter e atitude de gente madura emocionalmente.

Eu cansei de tropeçar em sentimento que não existia, cansei de ser a boazinha, cansei de ser muito para quem já se acovardou.

Prefiro minha paz honesta, meu lugar guardado para que eu volte e descanse sem tanto sufocamento.

Eu estou a passeio e faço disso certeza de que eu tenho que viver.

O melhor relacionamento é com meu desejo de sentir que liberta eu também posso me chegar, posso ficar e permanecer.

Basta que haja respeito, cumplicidade, cuidado.

Chega desse papo furado de: quem sabe, um dia, talvez.

A vida é muito rara.

Chega de chorar por quem não levantaria um dedo por mim.

 

 

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

 


Por: Sil Guidorizzi

Desculpa, mas estou no momento em que não estou querendo machucar, ser deselegante, indiferente, imperceptível.

Eu estou meio do avesso, estou meio que descomplicando o que anda meio perturbável, estou aqui desvendando os mistérios de Deus diante da minha fé.

Estou precisando me olhar mais de um jeito menos crítico, sem achar que tenho a obrigação de carregar o mundo nas costas.

Desculpa se eu não estou podendo estar assim tão próxima, se não estou podendo reler muitas coisas e nem estou podendo estar tão atenta ao que acontece por aí.

Aqui de dentro está tudo meio confuso, mas ao mesmo tempo se ajeitando dentro dos planos do Divino.

Tem dias que eu ando pela casa, tem dias que eu saio e só sinto os pés seguindo com o fluxo do caminho.

Sigo conversando com meus pensamentos tentando entender aonde estou e em que posição fiquei. O que falta, o que preciso, o que me eleva para que eu descanse mais e não sofra tanto por antecipação.

Enquanto isso eu ajo dentro do pretexto do que tiver de ser será e que eu tenho que aprender a controlar minha ansiedade, controlar mais os sentimentos que por vezes se colidem, pelas coisas que descem seco goela adentro.

Estou me desvendando e sabendo que também estou presente dentro do processo de amadurecimento, e ele é tão real quanto o dia que nasce a minha frente me mostrando que eu posso investir ou desistir.

O que foi desperdiçado, ficou infelizmente em algum lugar que não percebi ou não encontrei motivos para reagir.

Eu estou aqui conflitando, mas também me salvando neste momento que pertence a mim.

Sinto que estou em uma grande estação olhando o vaivém das pessoas, ouvindo o apito da sirene, o chamado para a próxima viagem.

Não tenho hora marcada e nem pressa para algumas coisas.

Mas eu continuo tentando com meu jeito de ser.

Desculpa, mas eu não estou sendo melhor que ninguém.

Só estou vivendo meu momento, o que foi imposto, o que foi mostrado.

Não estou empurrando para os outros o que é problema meu.

Só quero que todo mundo fique bem.

 

 

 

 

 

sábado, 27 de novembro de 2021

Darma significa: propósito de vida!

 


Por: Sil Guidorizzi

Tem tanta gente se maltratando, fingindo uma vida que não existe, sofrendo, disfarçando, amenizando coisas que hora ou outra vão explodir!

Deve ser difícil, por vezes, se libertar, dar um, basta, dizer chega!

Há muita coisa envolvida, eu sei.

Mas também sei que muita gente vai adoecer, vai perder boa parte dos seus sonhos, vai jogar fora um mundo de possibilidades se não agir.

E agir, significa ter coragem, significa enfrentar os leões de frente.

Eu agi em nome da minha saúde emocional, eu agi por entender que aquele carma era meu, e que só eu poderia finalizá-lo em minha vida.

Resgatei, curei as dores, suportei afrontas e não me larguei.

Darma significa: Propósito de vida.

O meu foi encontrar uma saída pela porta da frente e buscar luz para o caminho.

Não me acovardei.

QUAL O SEU PROPÓSITO?

Espero que seu propósito seja de encontrar equilíbrio, paz, e amor, dentro do bem que rege os dias.

Enquanto houver resistência interna, não haverá saída externa.

É preciso ir bem lá no fundo e soltar a âncora que prende emoções e sentimentos reprimidos.

Só assim você conseguirá respirar dentro da verdadeira liberdade que precisa!

DIGA SEM MEDO ALGUM: CHEGA!

Se liberte das amarras do sofrimento que te prendem!

Se liberte de pesos do passado e de preocupações com o presente!

Se liberte de coisas que você não pode mudar!

Dê um basta a tudo que te traz insatisfações e tristezas!

NÃO TENHA MEDO!

É hora de ser feliz!


Photo by Andrea Piacquadio from Pexels

 

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Sou uma entre tantas pessoas que caminham e atravessam suas estradas.



Por:Sil Guidorizzi

Eu tenho orgulho do que me tornei.

Não sou nem rancor, nem ódio.

A vida é uma escola e sempre haverá alguma revanche. Deixo para a lei do retorno. Eu sei que em algum momento aquilo que não entendi vai se abrir e me mostrar o que eu precisava esclarecer.

Cada batalha é espaço para que eu aprenda que nada é tão fácil assim e que decepções são expectativas em excesso.

Eu cresci graças ao que conquistei aqui dentro.

Foi suor, noites de insônia, desprendimentos necessários, idas e vindas, solavancos incontidos, preces em meio ao choro, entre o desejo de sumir.

Não me martirizo; quando precisei de mim tive que aprender a compreender meu histórico de vida e acessar um caminho mais digno.

O segredo foi aprender a falar menos, a dizer adeus, a não me apiedar de gente que nunca quis saber de mim, foi me colocar em primeiro plano manifestando o desejo de que eu siga contribuindo para minha espiritualidade e proximidade com Deus.

Minha religião é esse tanto de fé que carrego e esse tanto de esperança que ainda dança no peito.

Sou uma entre tantas pessoas que caminham e atravessam suas estradas.

A minha tem história, tem uma porção de afeto, tem amigos que ainda seguem comigo, tem o tombo, o recomeço, o revisitar da própria existência.

Sou vigília, sou ombro para quem quiser recostar, para quem quiser jogar um pouco de conversa fora, para rir. (Sim, faz bem para a alma).

Mas também sou rompimento quando minha estrutura já não resiste aos maus-tratos ao coração, quando já não me sinto bem-vinda, quando me falta ar sem conseguir me deslocar.

Eu tenho orgulho de mim porque construí meu lugar andando por cima de escombros, juntando meus pedaços, levando a vida para frente sabendo que Deus faz tudo certo e que meus erros e arrependimentos também me ensinaram a crescer.

Se ontem eu chorei, hoje eu posso me sentir mais livre e realizada internamente.

Sem dependências emocionais, acho que sou mais eu caminhando comigo.

O céu mais azul mesmo depois de dias chuvosos me transfere a sensação de que ainda estou aqui, lutando por mim.

Por isso eu sempre repito: se hoje não foi bom, amanhã poderá ser melhor e assim, sucessivamente, vou costurando meu destino.

Apesar dos rasgos, das fraturas internas, vou me recompondo sem me expor tanto.

Fiquei mais sábia, menos crítica, menos senhora da razão, menos maleável para certas coisas.

Nem sempre vou acertar, mas sou assertiva quando digo que em mim, muita coisa se modificou.

São as experiências das vivências.

Hoje eu não me importo com muita coisa. Tiro os sapatos, respiro meus desejos e me alimento de luz.

Vivo aquilo que escolhi!