sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Precisamos de afago, de carinho, de mais mãos estendidas.

Por: Sil Guidorizzi

Não há arma melhor do que a fé.

Não há coisa melhor do que o tempo e suas curas.

Não há nada melhor do que o amparo de Deus em todas as nossas horas.

Não há nada mais precioso do que nossa vida e nossa luta por dias melhores. Somos vencidos, vencemos, agradecemos.

Tudo que vem de nós é emitido ao universo. Tudo que recebemos, também. Não há nada mais certeiro do que o que ELE vê em nós e a maneira como nos vemos.

Somos falhos, sim. Somos avessos à muitas coisas, sim. Mas também sabemos e sentimos quando nosso coração se reflete na paz de outro alguém, quando recebemos luz, quando ouvimos e desabafamos dentro de nós mesmos esperando o amanhecer da vitória, da trégua, da cumplicidade com o que geramos em nossa alma.

Os dias são aquilo que construímos, que reconstruímos sem garantia alguma.

O nosso pilar emocional precisa ser alicerçado com a fé, a confiança e a serenidade para que aprendamos a ser mais resilientes e mais seguros.

Os dias também serão turbulentos; caminharemos por lugares mais confusos, estaremos longe de nós mesmos. Precisamos dessa troca, desse contato com essa camada que nos liga ao etéreo, chamada por nós de fé.

Precisamos de afago, de carinho, de mais mãos estendidas.

Diremos não, nos torturaremos; sentiremos certo peso nos ombros, mas também aprenderemos a nos dizer sim, aprenderemos a nos perdoar, a não cometer os mesmos deslizes sem que nos doa tanto. E vamos nos doando de um jeito mais simples, mais humano, menos constrangedor para nós mesmos.

Não há nada melhor do que nos olharmos no espelho e vermos que o nosso reflexo amadureceu, que as constantes adversidades nos fazem olhar mais para dentro, cultivando esperança.

Nada fica sem resposta. Então, vamos aprendendo a fechar portas, a encerrar ciclos, a nos percebermos com verdade sem abusar da nossa própria sanidade mental.

O que é certo, e eu concordo, é que Deus faz tudo absolutamente certo.

Cada um de nós tem uma missão a cumprir aqui. Somos passageiros nessa viagem temporária.

Precisamos aprender a evoluir!

 

 



 

 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Estou atrás de viver uma vida decente.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou atrás de viver uma vida decente.

Uma vida de quem cuida e também respira.

Prefiro não pirar, prefiro viver dentro do simples.

Quero decência para levar minhas coisas em paz e não me preocupar com o que já foi.

Tudo foi um grande aprendizado; chega de querer entender tudo.

Estou atrás de chegar e ficar onde o coração não finge, onde pessoas não se falsificam, onde há estrada para todo mundo transitar e descansar onde bem entender.

Estou atrás de um lugar de respeito onde eu não me incomode, onde eu consiga ser capaz, onde eu coloque meus pertences sabendo que nada é meu.

Lá fora embora haja muita tempestade, muito desaforo, muito leva e traz, há também a dignidade de quem não se intimida.

No fundo eu fecho meus olhos e busco a calmaria, busco semear coragem para me fortalecer.

Isso é decência, isso é consideração pelo que sou.

Não me leve a mal, mas já passei por muita provação, passei por muito teste de paciência e resignação; já levei muita bordoada para acordar.

No mais, eu sei dos meus erros, sei de quantas vezes tentei melhorar para não cair.

Nem sempre amanheço bem, nem sempre fico firme.

Às vezes sinto cansaço além de mim.

Estou lutando.

Mas eu também sei que tudo é transitório nesse mundo de Meu Deus.


Imagem de Pezibear por Pixabay 

 

 

 

 

domingo, 7 de novembro de 2021

Desta vida não quero levar muita coisa.

 


Por: Sil Guidorizzi

Separei a bagagem da saudade para quando sentir mais frio poder me aquecer as boas lembranças.

Separei outra, com os aprendizados do tempo, com as lições que muitas vezes tive que reler refazer e repetir.

Em outra, ficam os pertences da alma, do amor profundo que abracei com o coração feito laço que não se dissolve, fica o acolhimento das pessoas que realmente souberam estar comigo. Ficam as coisas que reconstruí as coisas que me mostraram e demonstraram que valia a pena seguir em frente sem me martirizar pelo que não aconteceu.

Na verdade, os Planos não são meus. São empréstimos da vida feito pacto com o alto, com a aprovação de Deus.

Ficam as músicas, as letras, os rascunhos e a dedicação de estar mais feliz. Ficam os bons, os que amparam e nada cobram. Ficam os aconchegos os sorrisos e os aprendizados que souberam elevar o espírito.

Fica a porta que se abriu para o etéreo e as conversas mais silenciosas entre os dois planos.

Desta vida quero o necessário. Sem bagagem aparente, levo o suficiente.

Existem flores para perfumar o ar existem os sinais que a vida emana. Existe uma paz que não se compra, mas, se batalha por ela.

Basta acreditar que ela chegará. Desta vida só quero quitar um pouco dos meus débitos e sentir que minha missão não foi em vão…

Nas escrituras do tempo, assinei e arquei com as consequências de tudo que escolhi.


domingo, 31 de outubro de 2021

A vida urge, o tempo voa, e eu preciso de abrigo interior.

 


Por: Sil Guidorizzi

Estou aqui pensando qual a idade da minha alma; se sou daqui ou de um lugar distante e desconhecido.

Estou lembrando quantas vezes fui calmaria e furacão. Quantas vezes gastei sola de sapato, quantas vezes saí por aí sem saber bem por onde ir.

Quantas vezes andei com o olhar vago e distante enquanto em minha mente só havia o pensamento das coisas que não consegui entender.

Mas eu sei que sempre em algum espaço, em alguma lacuna da vida a resposta se encaixa como bilhete de Deus.

Tantas vezes eu só quis viver a seriedade de algo bonito sem farsa, sem desculpa.

No fundo, eu desisti de ser sempre a pessoa que espera para ver. Eu não espero mais nada de ninguém. A vida urge, o tempo voa, e eu preciso de abrigo interior.

Toda vez que eu me lembro daquela voz que me disse que sou humanamente inesquecível, sinto que em algum lugar fiquei e permaneci na caixa de memória afetiva desse alguém.

Estou aqui decifrando palavras nas entrelinhas, pontas que ficaram soltas, deixando de ser saudade para ser mais eu nesse lugar que vivo hoje.

Eu não ligo de dizer o que sinto, não ligo se um dia eu também caí.

Como eu sei que tudo passa e tudo é mutante, acho que estou crescendo sem precisar gritar tanto.

Estou aprendendo a me ouvir.

Tenho interesse por tudo que me leve para frente, que alcance minhas mãos, que abrace forte minha alma.

Sem paz, sem acerto.

Não dá para viver sempre em cima do muro. Quem sabe, um dia, talvez.

Eu sempre digo que os fortes sobrevivem apesar dos fracassos, das batalhas perdidas; que eles também se cansam, se desgastam, se excedem; fraquejam.

Ao mesmo tempo criam uma solidez espiritual que poucos conseguem ver.

É que vem de dentro, vem de toda trajetória, vem de cada amadurecimento.

Eles sabem que sempre será um dia por vez.


Estou deixando a maturidade me abraçar, estou deixando de viver por viver.

 


Por: Sil Guidorizzi

Eu demorei para entender o que é paz verdadeira, demorei para me acertar com o coração.

Hoje, além de viver uma relação de amor-próprio comigo, aprendi a dedicar mais tempo para mim.

Eu demorei a desatar certos nós, demorei para entender que a vida que é minha por direito não deve ser submissa à vontade de ninguém.

Tudo que levo comigo, todas as coisas que sinto e predominam em minha alma, são os momentos de reconciliação a que me ofereci.

Estou deixando a maturidade me abraçar, estou deixando de viver por viver.

Quando o perdão é dado, quando a consciência já não se incomoda com coisas que findaram e já não pesam, agradeço por poder respirar sem aperto no peito.

Eu já estou na metade da estrada, estou calejada, estou onde quero ficar.

Ao acordar peço para que Deus me fortaleça, peço para que eu seja melhor e não, perfeita.

Tenho meus avessos, tenho minhas vivências.

O importante é conseguir me encontrar.


Imagem - Pixabay

Estou nessa sintonia: Sem holofote e com preguiça de quem só enxerga o próprio umbigo.

 

Por: Sil Guidorizzi

Tenho notado que já não me enquadro em certos padrões; que não preciso seguir a cartilha do que todo mundo quer.

Tenho notado uma grande diferença entre o ontem e o hoje.

Hoje, habituada a coisas mais simples, não vivo de aprovação e nem de dar satisfação do que sou.

O mundo está bagunçado, muita coisa já mudou de lugar. Tem gente que ainda não aprendeu, tem gente que está dançando como quem espera um lugar para ficar.

Se eu tive a sorte de tirar proveito de tudo que atravessei até aqui, sinto que já conquistei uma grande sabedoria interior.

Esse foi um dos anos mais estressantes que passei, foi o ano onde mais me dividi e tive que me virar em trinta para resolver tudo que chegou desgovernado em minha vida.

Cabe a mim, me orientar e ajeitar esse tanto de coisas que ainda seguem em busca de entendimento.

Eu respeito meu cansaço físico, respeito o meu cansaço mental.

Cada um segue vivendo a sua vida como quer e eu não preciso viver explicando tudo que acontece comigo.

Acho que Deus sempre traz o que dá para carregar e sempre dá motivos para que eu entenda que força não me faltará nas horas mais difíceis.

Só que também eu tenho buscado o direito de me isolar, de ficar quieta em meu canto, de saber que eu não preciso me misturar tanto assim.

Eu me levanto sabendo que nem tudo vem pronto e que é preciso arregaçar as mangas e sair para a luta diária se eu quiser chegar em algum lugar.

Cada um sabe o que enfrenta diariamente, e cada um encontra a maneira de fugir ou de tentar se resolver.

O peso também esgota, e muitas vezes sair para arejar a cabeça do mundo caótico é necessário para receber a dose extra de coragem para prosseguir.

Não gosto de muito barulho, não gosto de me intrometer na vida de ninguém.

Cuido do que é necessário, penso nas possibilidades de expandir meu universo, penso sempre na possibilidade de regar meu jardim sem tanta tempestade assim.

Elas acalmam, assim como os dias mudam conforme os Planos de Deus.

Estou nessa sintonia: Sem holofote e com preguiça de quem só enxerga o próprio umbigo.

Vou me ajeitando, vou me sabendo.

Continuo sendo assistida. 

Apesar de todo mal que já me desejaram, continuo cultivando o bem.

Sigo em busca de equilíbrio e paz.

Muito afrontamento com quem acha que sempre tem razão é desperdício de tempo.

Prefiro o isolamento acústico, prefiro me blindar para não ser atingida pela amargura alheia.

Melhor assim.

Imagem de KarinaCarvalho por Pixabay 

 

 

 

 

sábado, 30 de outubro de 2021

Neste caminho entre o certo e o errado, entre a sensação de que se fez o que pôde, resta-nos a sensação de que não dá para ficar contando quantas vezes desabamos ou quantas vezes, diante da nossa própria fé, levantamos. Ainda há muito a se fazer.

 



Por: Sil Guidorizzi

Às vezes, a gente precisa voltar para nossa casa, precisa aprender a espairecer o coração. Precisa se ajeitar no desarrumado ou colocar as coisas em dia.

Às vezes, a gente só quer saber de cuidar mais dos sonhos que estão guardados, das pessoas que se conectam com nosso espírito, só quer se sentar em algum lugar longe de tudo que faz mal e cansa a vida.

Às vezes, é preciso fazer uma reforma íntima para se achar, para saber quem a gente é e onde deve estar neste momento de transformação e canalização física e mental. 

Longe, perto, dentro. Perto dos próprios ideais e de menos sofrimento.

Às vezes, a gente empilha coisas, empurra com a barriga; faz, muitas vezes, cara de paisagem, cara de quem não quer entrar em conflito com ninguém. E aí a gente vai aprendendo onde ficam as coisas mais próximas, onde deve de verdade nos isolar e passar adiante coisas que aprende de bom.

Às vezes, Deus chega e nos mostra que nem sempre é aquilo que vemos, que acreditamos, muitas vezes, por sermos pessoas do bem.

Muitas vezes, deletamos e não esquecemos, pensamos e não nos atendemos, culpamos a nós mesmos e nos remoemos pelo que os outros não viram em nós.

Nem todo mundo enxerga com a alma, nem todo mundo tem a sensação de que foi coisa de outro tempo, nem todo mundo tem empatia, isto é, não consegue se colocar no lugar do próximo, ou viver relações interpessoais.

A energia que canalizamos é o que nos trará o equilíbrio ou o desequilíbrio.

Às vezes, é preciso barrar a própria euforia para ir mais devagar, é preciso menos expectativa para não sair ferido, é preciso ter consciência de onde os pés andam, onde abraços podem tocar, onde palavras de incentivo podem fazer a vida de alguém melhor.

Às vezes, a gente sai e esquece de si mesmo, a gente se veste para ser útil a alguém, ajuda a sanar dores, espalha afetos, silencia quando alguém sente o mundo desabar.

Neste caminho entre o certo e o errado, entre a sensação de que se fez o que pôde, resta-nos a sensação de que não dá para ficar contando quantas vezes desabamos ou quantas vezes, diante da nossa própria fé, levantamos. Ainda há muito a se fazer.

Às vezes, a gente ignora, para de depositar fichas em coisas falidas e compreende que tem de ser a melhor companhia em certas situações.

Haverá dias em que a gente terá de conviver consigo, de aprender a respirar mais devagar, de enfrentar certos monstros que o assombram; a gente terá que se habitar com respeito e tolerância.

Para isso, é preciso calma, entendimento, sensação de proteção e amparo por algo maior que nos protege além desta camada terrena.

Não estamos em tempo de intrigas, de farpas, de quem é a culpa, estamos em tempo de crescer, de amadurecer, de fazer por nós e pelos outros algo realmente instrutivo e saudável à mente e ao coração.

Às vezes, é Deus mostrando que é hora de pausa e recolhimento. É tempo de mais consciência e maturidade interior.

 

Imagem de Vladimir Buynevich por Pixabay 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Um café me salva, o silêncio atravessa minha estrada interior.

 


Por: Sil Guidorizzi

Cada vez me sinto mais estranha nesse universo de divididos.

Não ligo de andar só.

Tenho me entretido com as coisas que disputam espaço aqui dentro, tenho testado meus limites, tenho dado as costas ao que faz sombra na alma.

Acho que fiquei mais inteligente emocionalmente e não me importo mesmo com pessoas indiferentes a mim.

Eu estou me bastando, estou sempre percebendo que minha história tem algo de sagrado em meio a todo caos vivido.

Que bom que já não preciso arrastar correntes ou viver me diminuindo pelos outros.

Um café me salva, o silêncio atravessa minha estrada interior.

Estou ciente de que nada vem de mão beijada.

Não é levando tapa na cara que vou desistir.

Meu objetivo de vida tem endereço e destino.

Quero a luz do sol fortalecendo meus poros dilatados.

Sou fé, sou espírito, sou presente.

Que o melhor se manifeste em mim.

 

 

sábado, 23 de outubro de 2021

Nunca esqueça: das rachaduras da vida também brotam flores do chão.

 


Por: Sil Guidorizzi

Por vezes parece difícil perseverar.

É muito desprendimento, entendimento, sensação de impotência e um certo ar de vazio rondando o caminho.

É muita coisa estranha bagunçando coração.

Mas a mão de Deus sabe exatamente onde tudo deve ser tocado, tudo deve ser continuado, onde deve haver livramento para que muita coisa destrave sua vida.

Por vezes é preciso muito amor-próprio para se colocar fora do que os outros acham que tem poder sobre você, do que os outros acham que serve ou não, do que deve ser feito e seguido à risca.

Arrisque-se longe dos malfeitores, longe dos que não simpatizam, mas se fazem de bons mensageiros do vento.

Quem tem fé responde aos chamados do alto, conversa, sem vergonha de se mostrar inteiro, sem medo de julgamento.

Essa é uma prática silenciosa que ninguém tem acesso quando você se permite vivenciar as coisas que ainda precisam de cura e outras que precisam de desobrigação e distanciamento.

Nem tudo é ferro e fogo.

Escute mais sua intuição.

Nem tudo é loucura, exagero.

Esteja presente nesse processo de evolução.

Agradeça sempre.

Tudo que se abre a sua frente, é como descortinar o que parecia invisível.

Antes de virar a página, reflita sobre tudo o que aprendeu.

Siga em frente sem peso nos ombros.

Se você fez o possível acredite que não haverá culpa que recairá sobre seus pensamentos, sobre sua consciência.

A vida te levará por vezes por lugares mais doídos, mas também lhe reservará momentos mágicos e inesquecíveis.

Nunca esqueça: das rachaduras da vida também brotam flores do chão.


Imagem de J Garget por Pixabay 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Não seja um acumulador de emoções que ferem, um acumulador de mágoas e ressentimentos.

Por: Sil Guidorizzi

Se você procura evoluir e o outro, não, não se preocupe com isso.

Atravesse seus muros, encerre ciclos, siga sempre em frente cuidando melhor da sua energia vibratória.

Você estará se protegendo, estará enviando luz aos adoecidos de alma, estará sendo mais generoso com sua consciência, com seu estado de espírito.

Sua missão é seu entendimento de vida.

Os que estão ao redor, os que são tóxicos, os que ainda não conseguiram visualizar a estrada da gratidão e fraternidade, ainda seguem aprendendo.

Auxilie sempre que possível.

Permita-se distanciamentos, permita-se não afrontar se você prefere seguir em paz.

Cuidado com o que você ingere e alimenta dentro de você.

Toda vigília faz parte do seu cuidado interior, todo desprendimento sinaliza que você já entendeu que nada é seu.

Tudo são empréstimos para suas vivências.

Não seja um acumulador de emoções que ferem, um acumulador de mágoas e ressentimentos.

Fortaleça sua alma e mentalize toda sorte do mundo para que você se manifeste em luz e amor.

Não seja aquele que carrega o mundo das outras pessoas nas costas.

Você já tem uma bagagem para levar, coisas para construir, decisões a tomar e uma vida que ninguém pode viver por você.

Separe o joio do trigo.

Ajude, mas não deixe que ultrapassem limites.

Feche a porta sempre que quiser respeitar seu tempo.

Ele é seu e de mais ninguém.


Imagem- Pixabay

 

 

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 19 de outubro de 2021

I fighting for me.


Por: Sil Guidorizzi 

Muita coisa me magoou. Deve ser por isso que ultimamente tenho puxado para fora com uma corda o que me afetou tanto por dentro.

Deve ser por isso que já não sou mais tão boazinha, tão fofa, tão legal com todo mundo.

Às vezes sair da caixa parece ser desconfortável; mas a partir do momento que vou conseguindo me desobstruir sinto que caminhei muitos passos para frente.

Eu não estou devendo nada a ninguém.

Estou de consciência tranquila.

Tenho praticado o exercício do autoperdão, tenho dado mais oportunidades de me enxergar e crescer.

Tem doído mas tem dado certo.

As noites seguem mais calmas, o coração sente mais verdade quanto bate no peito.

Já não me incomodo mais com tantas caras e bocas, expressões de fingimento.

Estou me elevando diante do que chamo de reconciliação estrutural.

Já estava na hora de ser mais gentil e humana com minha permanência aqui.

Estou aprendendo muito.

Estou precisando ver o mar, estou precisando sentir esse lugar desconhecido que me busca para ser voz em meu silêncio.

Segue o baile, segue a vida. Segue o que Deus quiser e permitir.

Juro, eu estou tentando.

Estou lutando por mim.


Imagem de Free-Photos por Pixabay 

domingo, 17 de outubro de 2021

Eu tenho percebido tantas mudanças, tenho dito que a vida é um grande portal de aprendizado físico e espiritual.

 

Eu tenho percebido tantas mudanças, tenho dito que a vida é um grande portal de aprendizado físico e espiritual.

Eu confesso ter desejado muitas vezes ter sumido em meio a poeira da vida.

Mas eu aprendi, também, que somente com maturidade e mais esclarecimento é que consegui enxergar o que realmente precisei para evoluir.

Todo tombo é justificado por algo que deveria entender, tudo que me propus a fazer foi serventia para que eu sentisse o coração se autodescobrindo.

Eu tenho me desconectado de muitas coisas e não sinto a necessidade de atrair o que pode ser tão leviano ao ponto de me deixar tão marcada como já fui muitas vezes devido as inexperiências e aos entendimentos mais profundos.

Eu aprendi que mesmo que uma porta se feche, que pessoas decidam ir embora por conta própria, que eu nunca mais tenha notícias daquilo que um dia quis tanto saber, não me sinto derrotada ou infeliz.

Não importa qual seja minha crença, onde coloco minhas intenções ou o que desfaço dentro de mim.

Eu vou me desmanchar muitas vezes, mas não vou mais me submeter ao conflito de gente que quer perfurar minha morada pessoal.

Quando eu acordo e percebo que não posso desistir, eu entendo que Deus ainda quer bem mais de mim.

Muitas vezes fraquejando, muitas vezes cansada, muitas vezes exausta sem querer sublinhar o mundo, eu acredito no poder do divino.

Nada é mais capaz de me fazer levantar do que saber que tenho que abraçar minhas causas e perceber que ainda tem amor naqueles que me recebem bem.

Estou aflorando e ao mesmo tempo desmistificando essa coisa de que nunca vou conseguir.

Eu sou vencedora, sou a parte mais interessada do que almejo.

Nem pedra, nem rachaduras, nem solavancos, nem dedo apontado.

Estou vestindo o caminho da cura que só será possível se eu me permitir.


Sil Guidorizzi

 

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O coração apesar de tudo está mais limpo, mais centrado, mais envolvido com o reflexo do sol que adentra as janelas abertas.


Estou tentando ficar de bem comigo, com minha vida, com as coisas que levaram um tempo para se ajeitarem em meu peito.

Preciso de alguns ajustes, preciso de Deus intercedendo por mim.

O que fiz de certo ou errado ficou na estrada da vida onde pude me perdoar e amadurecer.

Sem julgamento, sem perder o ar da graça de quem ainda quer retribuir gratidão ao universo, sinto que aqui dentro há uma desconstrução pessoal.

Novo ciclo, outro renascimento, sempre levando em conta o que a espiritualidade me trouxe, o que me reservo no direito de não ser explícita demais.

Caibo naquilo que me encaixo, vou lapidando essa massa bruta para tocar com mais profundidade o eu que vive se deslocando com os tremores das emoções e sentimentos.

Já perdi o chão, perdi a paz, perdi o caminho dos meus sonhos.

Mas eu voltei sabendo que tudo pode ser renovado quando não se perde o desejo de investir em novas moradas de luz.

Agradeço os tropeços, as desilusões, os rompimentos, o espaçamento que criei ao aprender a me distanciar do que é sofrimento.

Hoje vou escrever uma nova história e nela já não dá para levar o que ficou para trás.

Não traço planos, não sobrecarrego os dias com tantos questionamentos.

O importante é que cheguei até aqui, mais lúcida, mais sábia, mais transparente.

E nesse novo ciclo, que eu me mantenha firme e forte para atravessar as adversidades, que eu não seja uma ponta solta esperando que alguém me acolha por piedade ou compaixão.

Eu aprendi a crescer, aprendi a chegar até aqui oferecendo mais a mim mesma desejando que cada um colha o que plantou.

O coração apesar de tudo está mais limpo, mais centrado, mais envolvido com o reflexo do sol que adentra as janelas abertas.

Que eu siga nessa nova jornada sem tapar buracos, sem ser oca, sem ser o que sinto.

Quero viver esse novo tempo sem apego, mas levando a fé que me abraça forte.

Deus é comigo; estou seguindo o meu Norte.

É disso que preciso.

Estou exercendo meu livre-arbítrio.

É hora de prosseguir.


Sil Guidorizzi