domingo, 3 de outubro de 2021

Sem apelação, sem uma falsa vida, vou traçando meu destino.

 


Eu não sei se fiquei muito exigente; a verdade é que aqui dentro já não cabe tanto forçar de barra, tanto desgaste sem fundamento.

Depois que comecei a fazer as pazes com minha vida, comecei a entender muita coisa, comecei a me respeitar como gente, parei de viver coisas sem futuro, parei de me olhar com ares de impiedade, parei de me achar insuficiente, parei de sabotar o que sou.

Eu não sei se fiquei mais sábia, mas sei que já não tolero muita coisa.

Já não entrego tudo de mão beijada e nem ofereço lugar para qualquer um se chegar.

Apesar do peso de alguns dias, sinto que dá para ser mais leve.

Acho que deixei de ser breve para ser mais importante para mim.

Parei de me trair, parei de me esquecer.

Ainda sigo em frente sempre perto daquilo que me chama interiormente.

De olhos fechados e de alma presente, sigo por caminhos mais honestos.

Viver é um grande ritual de passagem espiritual.

É caminho de luz para reaprender, muitas vezes, a me merecer.

E eu tenho tido essa compreensão de vida, tenho dito a mim mesma que posso transpor muitos muros que fecham minha mente e coração.

Eu não sei se foi a maturidade, o cair, o levantar, o jeito meio sem graça de quem muitas vezes se deixou tímida em um canto esperando o vendaval passar, ou a sensação de que eu precisei tomar um porre de vergonha na cara para encarar com mais sensatez o que vinha causando a mim mesma.

Nem sempre foi a melhor sensação, nem sempre foi bom me sentir à deriva.

Não preciso viver me rasgando para satisfazer o ego de ninguém.

Ou eu me encontro ou me desencontro. Vivo de sintonia, de alguns espaçamentos; vivo sem querer acertar sempre.

Eu não sei do amanhã; só sei que Deus me traz para o momento presente me fazendo enxergar o que realmente preciso ver.

E eu vejo que ainda preciso caminhar, preciso me perdoar de muitas coisas, preciso ser menos ansiosa com o mundo lá fora porque aqui dentro é onde tudo se move e me rege.

Que eu me inspire sabendo onde colocar meus abraços, onde eu sinta meus afetos como pequenos gestos de humanidade dentro da capacidade de retribuir o que de bom também recebo.

Sem apelação, sem uma falsa vida, vou traçando meu destino.

O que tiver de ser será.

É nisso que acredito.

Quem tem fé, confia!


Sil Guidorizzi

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Tempestades passam, bons ventos também sopram a meu favor.



Hoje eu pedi para Deus aquecer meu espírito, cuidar da minha alma e me alimentar com pensamentos que sejam melhores para minha evolução interior.

Eu pedi a Deus um bocado a mais de paciência, resignação, e cuidado com meu caminho, pedi como quem sabe que tudo muda e que em algum lugar que eu talvez não consiga enxergar esteja a solução para o que preciso.

Quem caminha com fé, move montanhas, afasta as pedras e mesmo assim, ainda se sente com força para continuar.

Hoje eu não entrei em desespero e nem me senti pequena por não ter conseguido talvez dar um passo maior.

Talvez seja hora de aquietar e esperar até que o sinal venha e que eu continue arriscando sem tanto medo de sofrer.

Presto atenção a minha vida, mesmo assim, sei que posso tropeçar, posso romper com muita coisa que ainda balança meu coração.

Hoje eu pedi para Deus me ouvir para esclarecer minhas dúvidas, para me trazer para mais perto do fortalecimento que faz de mim, instrumento de luta e também de vitória; de perdas e ganhos; de aprendizado e amadurecimento.

Hoje eu não deixei de cumprir aquilo que foi necessário e nem me submeti a nada que pudesse me prejudicar emocionalmente.

Minha casa, minhas paredes, meu alicerce, meu canto para me acomodar com respeito e mais serenidade.

Hoje eu pedi para que tudo se cumpra como deve ser e que eu seja luz em meio a escuridão de dias mais frios.

Tempestades passam, bons ventos também sopram a meu favor.

O importante é me sentir protegida, na entrada e na saída.

Com ELE, sigo e vou.


Sil Guidorizzi

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A gente cresce quando para de se diminuir.

 


Parece que quando a gente vai consertando coisas dentro da gente, a gente vai evoluindo, vai cicatrizando, vai agradecendo por tudo.

A gente aprende a dizer não, a gente se coloca em primeiro plano, a gente deixa de ser menos para se somar ao que traz plenitude.

Parece que quando a gente para de se envergar pelos outros, a gente se mantém mais firme dentro do que a gente busca com esperança no peito.

Não existe maneira mais eficiente do que amar a si mesmo.

E quando a gente se ama a gente também se despede de muita coisa, a gente para de tanta anulação; a gente, lá no fundo, se compreende.

A gente só precisa sair e explorar novas oportunidades, sejam elas pessoais, emocionais, interpessoais.

A gente cresce quando para de se diminuir.

O importante é dar o primeiro passo, dar um basta, dar força para construir um novo relacionamento com aquilo que nos transforma em seres melhores.

Assim sendo, vamos em frente.

A vida ensina; a gente para de ser sombra para ser luz.

A gente deixa de ser bobo da corte, para investir naquilo que realmente nos traz conforto sincero.

A gente cuida melhor do que é necessário.

E no final das contas, nos acertamos com muito de nossos questionamentos.

A gente sabe que Deus cuida, a gente sabe que um empurrãozinho que ajuda, sempre faz bem.

Que a gente siga sempre acreditando naquilo que nem sempre vem pronto, mas vem com a condição de aprimoramento.

A gente tem que aprender a respeitar a própria existência.

Que ela venha sempre com muita vontade de vencer!


Sil Guidorizzi

 

 

sábado, 18 de setembro de 2021

Sigo sempre dizendo: hoje tudo pode acontecer dentro da permissão de Deus!

 


Já corri para tanto lugar e percebi que por vezes é melhor correr para dentro, é melhor se reconectar com aquilo que ainda é preciso caminhar para a salvação interior.

Talvez seja mais seguro, menos invasivo, menos forçar de barra, menos temer.

Confesso que estou deixando o espaço menos abarrotado de desilusões, pensamentos negativos e coisas que já me mostraram o que precisei ver ou saber.

Estou ajeitando a entrada da casa, estou renovando a mobília, pincelando novas maneiras de transitar sem que eu viva dentro de um labirinto emocional, sem saída, sem ter por onde arejar meu coração.

O que eu sei é que eu preciso me resgatar de alguns náufragos, preciso me perdoar das coisas que não foram culpa minha, preciso emanar mais energia livre e limpa para fazer as pazes com meu universo.

Já errei feio, mas acertei muitas vezes sem me achar a melhor pessoa do mundo, sem me achar a certinha a que nunca deu um passo fora do quadrado.

Já andei em círculos, já me deparei com situações as quais pesaram muito na hora de decidir o que seria melhor.

Mas eu sou aprendiz e gosto da sensação de que estou bem melhor apesar de tudo.

Mesmo com alguma torcida contra, com gente querendo testar meus limites, com todo aprendizado espiritual que adquiri ao longo do caminho, digo que já vi muita gente querendo se achar grande demais para se sobressair, para apontar o dedo, para diminuir.

Eu vejo muita coisa a meu favor, vejo muito mais intensidade de alma dentro do pensamento de quem se descobriu capaz e forte na hora em que precisou ser.

Por isso eu não preciso pisar ou maltratar, eu só preciso continuar agindo como sempre fui; de alma boa apesar de tanta gente espalhada sem ter muito o que oferecer. 

A vida vai se mostrando sempre de um jeito diferente dependendo da cadência ou da pressa do que busco.

Estou aprendendo a perceber os pequenos detalhes do cotidiano, estou buscando mais sintonia com o que vale â pena.

Sigo sempre dizendo: hoje tudo pode acontecer dentro da permissão de Deus.

Tem de ser assim!


Sil Guidorizzi

 

 

 

domingo, 12 de setembro de 2021

Não sei você, mas quando eu me olho no espelho vejo uma sobrevivente, vejo alguém que ainda só quer viver.

 

Às vezes eu sigo sem expectativa, sigo o fluxo de Deus, mas também vivencio histórias que aquecem o coração.

Encarcerada, algumas vezes, pelas forças externas que me colocam contra a parede, muitas vezes dou murro em ponta de faca e não percebo como sou forte e poderosa quando coloco e emano o eu superior para interceder.

Às vezes eu me deparo com o sorriso simples, o gesto solto, o olhar que parece intimidar como se cativa um colo que pede para se chegar.

Não sei você, mas quando eu me olho no espelho vejo uma sobrevivente, vejo alguém que ainda só quer viver.

E quando elucido, edifico, sinto que já avancei e consegui suprir boa parte do que preciso para ser mais honesta com minha casa emocional, caminho sem lamentar o que já foi.

Por vezes é preciso uma grande dose de desapego para se reerguer.

Levo comigo cada aprendizado que não me faz melhor do que ninguém, mas que me levanta todas as vezes que sinto que vou esmorecer.

Eu confio naquele que me fortalece dentro de cada segundo de gratidão e vibração por paz interior.

Vou conversando comigo, vou abrindo aquela caixa antiga cheia de recortes, bilhetes, memórias de lugares que um dia me aqueci sem medo e que não me sequestraram a ponto de não saber voltar para mim.

Eu sempre volto...

Tudo é passageiro, assim como sempre me abasteço do necessário para me renovar.

Um dia eu sinto que pesa, no outro, sinto uma leveza que parece cuidar de mim da forma mais humana e natural possível.

Onde cabe amor, cabe vida, onde cabe luz, cabe afeto, gente de bem, cabem pessoas que se dispõem a serem honestas dentro do meu círculo mais íntimo.

É por isso que eu opto pelo raro e não pelo caro, pelo que ostenta uma ilusão de um faz de conta que não mereço.

Atos gratuitos de amor-próprio fazem bem para a alma.

Cultivam a essência de ser.


Sil Guidorizzi


Imagem - Google

 

 

domingo, 5 de setembro de 2021

Paz para ser, para doar e receber!

 

Às vezes é preciso correr contra o tempo; mesmo que o tempo, muitas vezes, nos vire do avesso ou nos coloque à prova sempre que precisarmos.

Embora muitas vezes cansados, damos ao coração à bênção para que tudo fique bem.

Nenhuma guerra se torna permanente quando sanamos o que nos trouxe à deriva interior.

Paz para ser, para doar e receber!

Deus estará sobre nossos passos como quem cuida de um filho amado.

Generosidade do sagrado que nos alenta em tempos mais difíceis.

Ontem mesmo eu entrei nessa sintonia onde tudo que preciso virá através dos meus atos, pensamentos e aprendizados; virá através da energia do bem.

Não estou me fechando e sim, abrindo espaço para me colocar à disposição do eu superior.

Em frente, sempre, em esperança para que tudo seja mais tranquilo com a capacidade de discernimento entre um intervalo e outro.

Pausa, silêncio, reflexão, vivência com aquilo que não pode ser mudado e aceitação para as provas mais difíceis.

Agradeço esse sentimento que não me rói, mas que me incentiva a ser mais lúcida espiritualmente.

Tranquiliza, assim dizia uma pessoa ao qual sempre tive muito respeito.

Deus está agindo.

Paz e luz para cada um que assim como eu, precisa se fortalecer!


Imagem de Andrew Poynton por Pixabay 

sábado, 28 de agosto de 2021

Tudo o que eu quero nessa vida é paz!



Falar de mim nem sempre foi muito fácil.

Por vezes foi difícil transpor certos muros e obstáculos internos.

Muitas coisas que me prejudicaram emocionalmente me comprometeram em muitos aspectos de vida.

Ao me perder em expectativas criando vínculos imaginários me levei à lugares onde não me saí muito bem.

Seguir certas linhas, aprender a entender mais o que se passa por dentro me ajudou a não cair mais em armadilhas sem volta.

Certo ou errado, torto ou direito, fui condenada por coisas que não fiz.

Hoje preservando meus direitos de ser humano não compactuo mais com qualquer tipo de dedo apontado ou de qualquer comentário embasado em falsos conhecimentos da minha pessoa ou da minha história.

Eu ralei muito para chegar até aqui, muitas vezes busquei em outros abrigos o que não recebi. 

Pouco tive podendo muitas vezes ter dado um basta no que roía o peito.

Hoje minha visão é de quem consegue transitar sem ser vigiada, de quem se basta, de quem não precisa implorar nada; nem afeto e nem a necessidade desenfreada de ser amada a qualquer custo por alguém.

O que me preserva mentalmente, é a lucidez que conquistei depois de tombos e despreparos, imaturidade e desconhecimento do que realmente deveria aprender a zelar.

Hoje estou mais simples, mais entendida e menos ressentida.

Todas as coisas que hoje pontuo, são minhas necessidades espirituais, minha necessidade em tentar me resolver.

Tudo que eu quero nessa vida é paz.

Não nasci para ser o bode expiatório de ninguém.


Sil Guidorizzi

 


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Estou buscando meu farol, aquele que alinha o peito, clareia o espaço e dispara os sonhos para que a vida possa movimentá-los sem pesar.



Estou buscando meu farol, aquele que alinha o peito, clareia o espaço e dispara os sonhos para que a vida possa movimentá-los sem pesar.

Estou ciente de tudo que preciso e sinto que hoje um passo a mais é caminho para estar mais em paz.

Ontem eu deixei para trás aquele jeito de quem não se sabia para conviver com aquilo que basta ao coração.

Sem planos, sem medida, sem rótulos ou esperas indignas, atravesso o olhar com mais sensatez na vida.

Estou buscando o instante que me preenche, as distâncias que se encontram depois de algum tempo longe dos olhos e perto da alma.

A vida nem sempre é pressa, nem sempre é um carregar de culpas, nem sempre é o que o outro desenha para que eu seja o modelo da perfeição. Faço parte dos imperfeitos, dos que erram, dos que pedem desculpas.

Em minha bagagem onde oceanos me transformam, onde sentimentos não pertencem aos nocivos, me sinto mais inteligente emocionalmente.

Cirurgicamente eu estou vivendo aquilo que tracei com as mãos de Deus; com as coisas que alcancei com meu desejo de viver melhor.

Toda luz bem-vinda, traz cura para cada canto que ficou em estágio mais avançado de dor.

Hoje depois de muito me perdoar entendi que ontem não possuía a mesma maturidade de hoje e que ao relembrar coisas que gostaria de esquecer, sinto que me abri em reconciliação interior.

Por incrível que pareça me sinto mais leve apesar das costas sentirem o peso do tempo e das responsabilidades a que me submeti.

Quero continuar assim, sem muitas promessas, sem tantas sequelas.

Os fortes sobrevivem, assim como toda fragilidade também precisa ser demonstrada quando tudo parece escorrer pelos dedos.

Tudo se ajeita sempre da melhor maneira porque ELE sabe o que deve ser dado a cada um.

Viver sem ser prisioneira de mim mesma já me salva.

Vivo dias desiguais porque respiro de modo diferente, sinto diferente, respeito meus momentos.

Há uma sutileza sincera que já não gera tanta discórdia no íntimo, naquilo que ninguém sabe, ou vê.

Abraçar o que sou  não me custa nada.

Sigo vivendo um dia por vez.

Foi assim que aprendi.


Sil Guidorizzi

Gambar oleh Adina Voicu dari Pixabay

 

 

sábado, 14 de agosto de 2021

Parei de sentir o gosto de cafés ruins.

 

Esses são meus companheiros agora em que busco me encontrar sem tanta agressão:
Música, meditação e livro.

A vida tem passado muito depressa e eu já não acompanho mais muita coisa que desandou.

Tudo que hoje vai na memória são pedaços do que vivi. Trechos de estrada, lugares que permaneci pelo tempo que meu coração permitiu.

Tudo evolui quando a gente aprende a se entender melhor, sem querer repetir os mesmos erros, sem querer voltar para aquela sintonia fraca, sem respeito, sem valor.

Perdoar ainda é um ato de generosidade a si.

Nem tudo foi certo, mas o aprendizado pode ser valoroso quando a maturidade acende o espírito que para de se maltratar tanto e percebe como é bom desenvolver-se internamente.

Nem tudo merece ser repartido, nem tudo deve ser dito.

Gosto de silenciar na maioria das vezes.

O mal que me foi feito já foi esquecido. 

Tenho prioridades acima de quem não soube ser verdadeiro.

Levo a bagagem simples de quem parou de implorar tanto.

Eu me amo, eu me quero bem.

Vou pedindo a Deus que cada um, siga seu caminho em paz e me deixe viver sem tantas importunações.

Sei o que preciso e sei o que não quero.

Não vivo em função do que querem e sim do que vale à pena ser explorado e percebido.

A vida tem de ser mais leve; mais arejada.

Sinto que estou conseguindo abrir meu caminho sozinha.

Respeito gera respeito. Não regrido mais por ninguém.

Parei de sentir o gosto de cafés ruins.
 
Sil Guidorizzi

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Estou vivendo dentro dos meus passos; estou me sentindo uma pessoa especial.

 

Estou vivendo dentro dos meus passos; estou me sentindo uma pessoa especial.

Mais amadurecida, menos complicada, mais intensa internamente, acho que desabrochei para o que realmente importa.

Estou fora da caixa, fora do que não serve mais, fora das balelas e das intrigas externas.

O tempo breve pode moldar muitas coisas novas. Nenhum acúmulo de sofrimento deve permanecer dentro por muito tempo. É preciso soltar e deixar ir. É preciso expressar da maneira mais sentida se assim for necessário para que o lugar que eu vivo amanheça mais limpo e saudável.

Tudo que for possível deve ser cultivado sem tantas desculpas. Não dá para viver dentro de anulação constante.

Sorrir, sentir liberdade, andar como se não houvesse amanhã, permanecer dentro dos princípios básicos de respeito; crescer um pouco mais a cada dia agradecendo pelos lugares atravessados, pelas pessoas que chegaram, que se foram; pelos ciclos que se findaram.

Ressignifico os dias com a coragem de quem não desistiu de viver.

É preciso perseverar mesmo em dias de tropeços, é preciso silenciar o barulho, preservar-se, sentir a visão de que há sempre um dia melhor depois da tormenta que passou.

Se o sol brilha único e sozinho, é preciso saber onde se encontram todos os elementos para que o coração possa prosseguir em companhia de si mesmo.

Dentro, perto, alimentado com a fé sagrada de quem sabe que Deus ajuda a quem se ajuda.

Força, foco, esperança na alma.

É assim que a vida flutua, é assim que os pés correm soltos, é assim que tem de ser.

Sem buscar culpados, sem apontar o dedo, sem agredir-se à toa.

Tudo se ajeita, tudo se acalma, tudo pode ser diferente.

Viver é um exercício diário. O saldo é mais positivo porque eu já aprendi muita coisa.

Uma delas foi dizer a mim mesma que eu sou única entre milhões de rostos desconhecidos, que sou única dentro das minhas querências individuais.

Tenho um propósito sincero, um pacto de cumplicidade com minha morada terrena.

Busco dias de menos guerra e de mais paz mental.


Sil Guidorizzi


 

 


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Estou criando um vínculo imaginário onde me concedo tudo que mereço.

 


Estou em tempo de comemorar e memorizar tudo que aprendi.

Sim, comemoro o levantar, comemoro todas as vezes que segui com esperança no coração.

Eu não sei se hoje tenho pressa, se sinto que caibo em certos lugares.

Nada me pertence, estou mais consciente disto.

Todas as etapas de vida me deram a exata noção do que precisei para não me envergar tanto.

As coisas materiais não me consomem, o espírito precisa de paz para se sentir gente. O que eu sei é que muita coisa anda fora de moda e está em liquidação.

Pessoas são tratadas como mercadorias e consumidas até a última gota para depois serem descartadas em qualquer lugar; o olho no olho não existe e amar alguém de verdade é desuso dos dias.

Triste geração de sentimentos líquidos e versões de cada um por si.

Ainda bem que já não penso mais como antes e nem me trato de qualquer jeito.

Estou criando um vínculo imaginário onde me concedo tudo que mereço.

Captar aquilo que sai de dentro com coragem, com dignidade, é caminho de quem sabe tudo que já percorreu.

Prefiro assim; mais silêncio menos agitação, mais presença no presente e distanciamento de quem se incomoda comigo.

Nesta solidariedade singela sigo de mãos dadas com meu discernimento, sigo de mãos dadas com o que Deus tem mostrado.

Estou sem limites, estou explorando esse universo que descobri.

Está mais limpo, mais sincero, menos pesado de cargas desnecessárias.

Quanto menos falo, menos me comprometo.

Ninguém precisa saber tanto assim de mim.


Sil Guidorizzi

Imagem de StockSnap por Pixabay 


 

 

 

 

 

 

 

 

 


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Os dias vem e vão. Continuo firme por aqui.

 


Minha vida daria um livro, daria um amontoado de coisas que aconteceram, de situações trágicas, de momentos em que tive que aprender a escolher e pensar em mim.

Eu me fortaleci, eu me coloquei em um lugar mais seguro apesar dos tombos e empurrões ladeira abaixo.

Eu vivi uma vida de tempo, espaço, luta, resiliência e mais respeito pelo que vim fazer aqui.

No fundo tudo isso me salvou de algo que aprendi a resgatar aqui dentro, no fundo eu fui me reinventando com as coisas que passei.

Eu posso ter meus motivos para não ser assim tão aberta, tão livre a ponto de me sentir presa pelo ego narcisista de alguém.

Eu estou me cuidando, sim. Foi isso que eu ouvi pela última vez: se cuida.

Me cuido porque se eu não me cuidar ninguém fará por mim. E eu não faço mais sacrifício por aquilo que não vale a pena.

Todo dia eu silencio um pouco e paro de me atropelar tanto, paro de imaginar coisas que já se desfizeram na poeira da minha estrada por vezes cheia de névoa e sol se pondo ao fundo do horizonte mais nítido.

Tudo que sou me trouxe maturidade, tudo que não quero deixo explícito no que digo.

Parei de fazer rodeio, parei de ficar em cima do muro, parei de ficar na mesma estação.

Se eu sinto paz neste momento, se eu sinto que já me desfiz de boa parte das coisas tóxicas que rondaram meu caminho, sinto que progredi, sinto que não regredi e nem fui bater novamente na porta de quem me fez sofrer.

Minha vida tem trechos, fragmentos, continuidade, dias de solidão, dias de música suave e refazimento espiritual.

Eu sempre preservei a fé na alma, sempre enxuguei a lágrima mais profunda e segui em frente.

Eu gosto de sorrir, gosto de me descobrir; tudo que passei foi ensinamento, foi para mostrar a força que tenho.

Estou conseguindo muito mais do que imaginei porque parei de me fazer de vítima para ser mais dona da minha vida.

Os dias vem e vão. Continuo firme por aqui.


Sil Guidorizzi

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

A tempestade passou. Vá viver o que é emprestado por Deus!

 



Enxugue essa lágrima, seja menos duro consigo mesmo. Aceite o que a vida lhe deu, dê uma volta, volta para casa com suas incertezas e experiências de vida sem tanto alarde, sem tanto queixar.

Não crie um muro de lamentações à sua frente, atravesse-o e encontre a paz que é preciso para continuar.

Tudo bem, nada é como a gente quer.

Nada é para sempre, nada é tão injusto a ponto de fazer você perceber que, muitas vezes, é só livramento. É só a vida mostrando que é hora de virar o jogo, mudar a página e se concentrar em novos desejos e sonhos.

O tempo, por vezes, parece sufocar, eu sei. Mas, pense bem, pense em tudo que aqui você recebeu. Será que lhe falta tanto assim?

Aprenda que daqui dessa vida nada se leva.

Você merece aquele instante que dura uma eternidade, você merece abrigo, você merece sentir a leveza que brota do ser.

Cuide-se, porque rara é a vida. E você vale mais do que qualquer indiferença ofensa ou desprezo que quiserem lhe dar.

Enxugue essa lágrima, descanse seus medos, seus anseios e espere o novo chegar. Ele há de ser o melhor dentro de você.

Vai passar, vai ser um novo momento em sua vida, cheio de amor, espiritualidade e boas vibrações.

Você consegue, você terá motivos para sorrir.

Acalme esse coração, sinta a presença de algo divino em sua alma, sinta como as mãos de Deus agem sobre você.

É a luz lhe acolhendo é a vida sendo concebida mais uma vez dentro de uma nova chance de refazimento.

Limpe-se, seque-se no varal dos dias, se perdoe por tudo.

Haverá uma grande expansão em seu interior e uma grande bênção chegando.

Quando estiver pronto, diga que aceita, diga que é isso que você deseja.

Que sejam dias floridos e ensolarados.

A tempestade passou. Vá viver o que é emprestado por Deus! 


Sil Guidorizzi

Imagem de my best in collections - see and press 👍🔖 por Pixabay